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As Mídias Sociais vão absorver a TI?

Lendo o título de relance pode até parecer um exagero, mas acompanhando a evolução da TI, a pergunta começa a fazer sentido.

Se voltarmos um pouco ao tempo em que os computadores começavam a ser interligados em rede, qual era o grande desafio?

Era conseguir armazenar informações (arquivos), de forma confiável, num lugar centralizado (pouco criativamente chamado de “Servidor de Arquivos”).

Foi a época de ouro das Redes Novell e dos “administradores de rede”, que ganharam notoriedade e dinheiro por saberem instalar e configurar esses caríssimos sistemas.

Depois vieram servidores que, além de armazenar arquivos, também rodavam aplicações como bancos de dadosBanco de dados134 conteúdosSQL ou NoSQL: eis a questão!!Data · mar 2020Banco de dados: como organizar e dar segurança para milhões de dados de loteriasData · mai 20215 serviços gratuitos na cloud para bancos de dados PostgresData · fev 2025Ver tudo em Data , sistemas de gestão, CRMs, etc.
Muitos administradores tiveram que aprender novas línguas: as da Microsoft e do UNIX.

Eis que surge a Internet, e então o compartilhamento de arquivos passa a se dar através de Servidores Web e dos protocolos estabelecidos pela Internet.

As aplicações também saíram dos servidores dedicados e foram para os Web Servers. Apesar do termo “Computação na Nuvem” estar muito na moda hoje, desde o seu início a Web JÁ ERA Computação na Nuvem!

Nessa história toda, alguns desafios foram constantes. Desafios que as plataformas de Mídias Sociais estão ajudando a resolver:

  • Cadastro de usuários e Autenticação
  • Armazenamento confiável da Informação
  • Controle de Acesso à Informação (individualmente ou por grupos)
  • Instalação de aplicações num ambiente fácil de acessar e de manter


Repare que, no ecossistema das Mídias Sociais, você pode fazer tudo isso utilizando componentes populares do dia-a-dia:

  • Cadastro de usuários e autenticação: Está ficando cada vez mais para o lado do Facebook, apesar de o Twitter também oferecer esse “serviço” de autenticação para outras aplicações.
  • Armazenamento e controle de acesso: Quer coisa mais prática do que o Google Docs? Você pode compartilhar seus arquivos com o mundo, definindo exatamente quem pode e quem não pode ver ou editar seus documentos. Será ainda mais interessante quando pudermos definir essas permissões de forma integrada com o Facebook e com o Twitter. Além disso, muitos outros serviços permitem que você compartilhe suas fotos, vídeos, músicas, com total controle de quem tem acesso.
  • Aplicações: Esta dificilmente alguém tira do Facebook. O Facebook pode se tornar o novo browser. As pessoas acordam e abrem o Facebook. Antes até do e-mail. Em breve, você terá suas aplicações rodando dentro do Facebook, sem se importar se está acessando a rede pelo seu computador, netbook, iPad, iPhone ou console de games. As pessoas não vão querer sair da tela do Facebook para acessar o Home Banking, mandar mensagens ou fazer compras.

É… parece que o cenário está mudando novamente, e profissionais e empresas terão que se adequar mais uma vez.

Será muito difícil para as áreas de TI, acostumadas com o poder centralizado e o controle de tudo, deixar aos usuários a decisão de como utilizar e compartilhar suas informações.

Os usuários já estão entendendo as novas ferramentas, e irão utilizá-las mesmo que a TI tente impedi-los!

Tudo depende de pessoas

As empresas precisam escolher um dos caminhos:

  1. Investir pesado em técnicas de comando e controle, impedindo o uso de mídias sociais, o uso de pen-drives para levar informação para casa (onde o funcionário tem acesso às mídias sociais), e até a memorização de informações para digitar no Twitter e no Facebook ou…
  2. Investir em pessoas, conscientizando-as sobre os benefícios e os riscos do uso das mídias sociais. Afinal, se a empresa não confiar em seus funcionários, como ela vai sobreviver?

é Consultor de Redes Sociais e Novas Mídias. Ele propõe a adoção de Mídias Sociais por Empresas com o objetivo de modernizar a Comunicação com seus clientes, e para isso fornece Consultoria, Palestras e Treinamentos in-company. Luciano morou quatro anos na Inglaterra e na Itália, desenvolvendo software de tratamento de imagens digitais. Trabalhou quase nove anos na Microsoft do Brasil. É formado em Engenharia Eletrônica pela E.E.Mauá (1990), está concluindo seu MBA na FGV e curte Fotografia. Você pode acompanhar suas atividades pelo Twitter (@lucianopalma) ou pelo seu blog.

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