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Marketing e tecnologia: eterno dilema

Com o advento da internet, o marketing nunca mais foi o mesmo, pois
a tecnologia passou a ter importância fundamental. Mas… por que
existem tantos problemas de comunicação e projetos? Uma das respostas
está na maneira como as pessoas adotam novas tecnologias.

Um conceito de ciclo de adoção de tecnologia mostra que
existem 5 perfis de pessoas:

  • Innovators (Inovadores) – Pessoas que estão à
    frente das novas tecnologias. O amigo que soube que o Google vai lançar
    o Google Chrome antes mesmo de estar disponível.
  • Early-Adopters – Usuários que adotam com
    facilidade e rapidez novas tecnologias. Aquele amigo que comprou o
    IPhone logo que lançou, ou seja, estão dispostos a pagar mais para ter uma novidade em mãos.
  • Early-majority – Mais conservadores, porém sabem
    da importância da tecnologia, mas precisam da influência dos
    early-adopters ou perceber que a tecnologia já está se consolidando
    adotá-la. Como o chefe que decidiu investir em links patrocinados.
  • Later-Majority – Mais velhos, e geralmente não
    gostam de tecnologia (talvez até tenham certo medo). Só adotam quando
    há certa insistência por parte de amigos e familiares. Exemplo: Pessoas
    de terceira idade que começam a usar o celular.
  • Laggards (retardatários) – Muito conservadores e
    com menos instrução. Adotam quando não conseguem mais ter acesso às
    tecnologias conhecidas. Exemplo: As pessoas que adotam o CD porque não
    encontram mais o disco em vinil.
800px-Technology-Adoption-Lifecycle.png
Fonte: Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Crossing_the_Chasm)

Geoffrey Moore, em seu livro “Crossing the Chasm“,
traz uma visão muito interessante deste conceito aplicado ao marketing,
mostrando maneiras de como o marketing deveria utilizar o ciclo de
adoção de tecnologia como ferramenta de planejamento estratégico. E
mostra que existe um abismo (chasm) entre os inovadores/early-adopters e a grande maioria dos usuários.

Ele cita o exemplo de serviços online que
na fase inicial demanda pouco suporte online, pois a maioria dos
primeiros usuários pertencem ao grupo dos inovadores e early-adopters.
Com o passar do tempo, na medida que usuários de outros perfis acessam
o site, por não terem as mesmas facilidades do primeiro grupo, começam
a demandar o uso do suporte online (muitas vezes falho) e reclamam que
o site “não é fácil de usar”.
É interessante notar que desde que a
web se tornou comercial, é frequente ver erros de planejamento com
sites que são lançados sem uma prévia análise do perfil do usuário de
irá acessar o site. Sites que pedem plugins para visualizar vídeos, sem
uma orientação online que facilite o usuário que não seja inovador ou
early-adopter entender como usar o site.

Na minha visão, existe uma solução: APRENDER!

O profissional de marketing – incluindo, aqui, o webmarketing, claro, deve ter consciência
em qual perfil ele se encaixa, pois assim ele terá condições de avaliar
que pessoas deve ter na equipe para que o planejamento de marketing
tenha uma visão completa do ponto de vista de perfil tecnológico.

Como
a maioria das pessoas pertencem aos grupos early-majority e
later-majority, é natural que pessoas em cargos de decisão também
pertençam a estes grupos. Portanto, para planejar ações de marketing
tendo em vista as novas tecnologias como links patrocinados, redes
sociais (Twitter, Facebook, Orkut, Youtube, etc.), SEO/SEM é necessário
APRENDER ou ter pessoas do grupo inovadores/early-adopters

Caso contrário, corre-se o risco de ter um planejamento de marketing
baseado em conceitos tradicionais (ou antigos). Vale uma boa reflexão!

é engenheiro eletrônico pela Unicamp e pós-graduado em Administração pela FGV. Possui certificado GAP (Google Advertising Professional) e é especialista em SEO (search engine optimization). Entusiasta do conceito open source, é membro da comunidade Joomla! e WordPress. Sócio da Konfide (www.konfide.com.br), ministra cursos e palestras.

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