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Da Revolução Industrial à Revolução do Conhecimento

“A Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças
tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível
econômico e social. Iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII,
expandiu-se pelo mundo a partir do século XIX.” Fonte: Wikipedia.

Ainda me admiro a cada visita ao Wikipedia, pois quando era
adolescente eu teria consultado a enciclopédia Barsa para ler sobre a
Revolução Industrial. A combinação Google e Wikipedia é incrível:
digitei “revolução industrial” e tinha certeza de que o primeiro resultado
seria a Wikipedia.

Com o amadurecimento da internet, estamos vivendo a Revolução do
Conhecimento. Mas… será que realmente estamos vivenciando e
praticando os novos conceitos e formas de trabalho? Ou ainda estamos
seguindo o regime de trabalho da Revolução Industrial?

Um
conceito muito interessante do trabalho é explicado no livro “O Ócio
Criativo”, de Domenico De Masi, no qual ele define trabalho como a
intersecção entre três elementos: trabalho, estudo e jogo.
Quando o indivíduo consegue unir estes três pontos, ele está praticando
o ócio criativo, que é uma experiência única e que proporciona uma
melhor adaptação para as necessidades da sociedade pós-industrial,
respeitando a individualidade do sujeito e proporcionando mais alegria
e produtividade ao próprio trabalho. Fonte: Wikipedia.

Juro que achei o livro chato há muitos anos; porém, creio que
preciso rever alguns conceitos. Estamos vivenciando uma overdose tão grande de
novas tecnologias de comunicação que o nosso tempo parece
sumir e muitos têm a sensação de faltar muitas horas no dia.

Na era industrial, os capitalistas possuíam o capital e os bens de
produção; portanto, os operários ficaram dependentes de conseguir um
emprego nas fábricas. Os operários eram (ainda são) obrigados a cumprir
rígidos horários de trabalho em troca de receber o salário no final do
mês.

Na era do conhecimento, com um notebook e acesso à internet,
qualquer pessoa tem o poder de criar novos produtos/serviços ou gerar
transformações sociais em pouco tempo, mobilizando pessoas em torno de
uma causa comum e liderando um movimento que pode se tornar mundial em
poucos dias. Um excelente livro que trata deste tema é “Tribos – O Poder de uma Idéia”, do Seth Godin.

O que quero colocar como reflexão é:

“Por que, em plena era do conhecimento, as empresas ainda seguem o modelo industrial de contratação?”

A
maioria das empresas prega diversas metodologias administrativas, mas
ainda contrata funcionários para trabalharem de 9h às 18h, e o pior é
que os funcionários devem se deslocar fisicamente até o trabalho,
gastando horas intermináveis no trânsito.

Falando um pouco mais do segmento de tecnologia e internet, é comum
pessoas fazerem trabalhos freelancers “fora do horário do expediente”,
pois a empresa não libera o funcionário para atividades extras em
horário comercial. Na prática, é comum funcionários realizarem
atividades extras em horário comercial, afinal, quem resiste à tentação
da facilidade da conexão com a internet, MSN, Skype, GTalk, Google Docs
e tantas outras facilidades de comunicação?

Por que as empresas não contratam um funcionário para
trabalhar meio período, e o outro período ele ficar livre para
atividades freelancers?

Na minha humilde opinião, ainda estamos presos ao paradigma da era
industrial, tanto empresários como funcionários (a maioria deles,
ok?). Vamos imaginar as vantagens de vivenciarmos uma REAL Revolução do
Conhecimento? Vamos usar como pano de fundo o mercado de agências e
produtoras web:

  • Um profissional especializado em SEO
    poderia trabalhar parte do tempo em uma agência de SEO e parte em uma
    empresa com funcionário. A empresa ganha por ter um funcionário com
    contínua capacitação, o profissional tem a segurança de ter dois
    empregos e a agência ganha por ter um profissional mais sênior.
  • Duas empresas não concorrentes poderiam contratar um profissional especializado.
  • Um funcionário 3.0 possui clientes cativos que atende diretamente
    e, caso receba uma proposta de emprego, pode impor condições para
    continuar com seus clientes.

Tudo parece muito distante de sua realidade? A empresa onde você trabalha não te dá oportunidades?

O fato é que as decisões são nossas, e nós podemos escolher empresas
que acreditem que é mais importante criar conexões com pessoas de
talento do que contratar funcionários para ter lucros. Uma boa metáfora
é a questão ambiental, ou acreditamos que podemos mudar o futuro e
tomamos pequenas atitudes como usar sacolas retornáveis, minimizar
consumo de produtos que geram lixo, decidimos o uso de produtos
reciclados, etc. Ou acreditamos em lobbies como a propaganda as “sacolinhas plásticas” que é extremamente tendenciosa, pois no site não consta usar sacolas retornáveis como alternativa de redução do consumo.

“A verdadeira decisão é medida pelo fato de que você tomou uma atitude. Se não houver atitude, então você realmente não decidiu” Anthony Robbins

Exemplos de profissionais da era do conhecimento

Os dois exemplos abaixo são pessoas que não estão procurando
emprego, pois não faltam trabalhos para elas. São exemplos dos
profissionais que vivenciam a era do conhecimento, equilibrando os três
elementos do Ócio Criativo: estudo, diversão e muito trabalho!

Como podem notar, o profissional da era do conhecimento não se preocupa em ter um e-mail

seunome@umaempresa.com.br, mas em ter seu próprio site. Emprego? Só se tiver um tempo livre!


Se você se considera um profissional 3.0, envie um tweet para @marciookabe indicando o seu site.

é engenheiro eletrônico pela Unicamp e pós-graduado em Administração pela FGV. Possui certificado GAP (Google Advertising Professional) e é especialista em SEO (search engine optimization). Entusiasta do conceito open source, é membro da comunidade Joomla! e WordPress. Sócio da Konfide (www.konfide.com.br), ministra cursos e palestras.

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