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20 abr, 2015

Por que a Internet das Coisas vai transformar a gestão de dispositivos móveis

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Há muita discussão no mercado falando sobre a Internet das Coisas, a nova moda do momento. E isso acontece por uma boa razão. Se as projeções estiverem corretas, até 2020, mais de 30 mil milhões de objetos estarão conectados à Internet. Além disso, as tendências atuais indicam que essa transformação tecnológica não apenas pertence a “coisas” aleatórias, mas vai ser literalmente onipresente, ou o que alguns estão chamando de Internet of Everything (Internet de Tudo, em tradução livre). John Chambers, CEO da Cisco, afirma que esse espaço terá de 5 a 10 vezes maior impacto na sociedade, assim como a própria Internet, e está projetando um mercado com lucros de US$ 19 trilhões para essa indústria na próxima década.

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Um dos problemas levantados em discussões dessa natureza tem a ver com a forma como esses objetos serão gerenciados dentro da crescente infraestrutura de TI do futuro não muito distante. Há algum tempo, as infraestruturas empresariais móveis eram bastante simples – dispositivos Blackberry eram a novidade. Em seguida, graças ao lançamento de smartphones populares e da “consumerização de TI”, alguns funcionários iniciantes começaram a utilizar seus próprios smartphones, tablets e outros dispositivos pessoais no trabalho. Logo, todo mundo aderiu à prática. O BYOD tornou-se generalizado, apesar de uma série de novas dores de cabeça para as empresas antes de finalmente chegarem a um consenso. Mas as empresas de um modo geral fizeram a transição para essa nova realidade em apoio a iOS, Windows e dispositivos Android, além dos tradicionais Blackberries.

À medida que mais funcionários exigiram o uso de seus dispositivos pessoais, a MDM (ou plataformas de gerenciamento de dispositivos móveis) veio à tona para fornecer um quadro para estabelecer as políticas, melhores práticas e tecnologias para lidar com as realidades do BYOD. Assim, uma série de soluções de MDM top de linha, como AirWatch e MobileIron, foram fornecidas às empresas como melhores soluções para a implementação de uma estratégia de BYOD eficiente, segura e escalável em toda empresa.

No entanto, agora, como a Internet das Coisas começa a subir a rampa, estamos entrando em um mundo diferente. Nós não estamos mais falando apenas de alguns dispositivos. O campo do jogo mudou e há um mar de dispositivos prestes a ingressar em nossas vidas daqui a alguns instantes.

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Os dispositivos móveis são comumente entendidos como a estrutura primária para controlar a Internet das Coisas. Mas há grandes mudanças no ar, e especialistas estão começando a perceber que o MDM simplesmente não será suficiente para suportar o tsunami de dispositivos que é projetado para varrer a empresa nos próximos 5 anos.

O Gartner entende isso, e está pesquisando sobre essa nova mudança de conceitos de cabeça erguida. Nos resultados, sua alegação é de que a gestão de dispositivos móveis é um equívoco quando se trata do futuro do chamado “gerenciamento de dispositivos”. Mesmo com as mudanças de nome; no universo da Internet das Coisas, tudo agora é um “ponto final”. Em seu relatório de maio de 2014, o Gartner argumentou que todo o mundo do PC e MDM está mudando, incluindo as habilidades necessárias e os processos de TI.

As empresas estão apoiando duas arquiteturas de gestão radicalmente diferentes – uma para PCs e outra para smartphones. PCs são gerenciados através de imagens do sistema, enquanto os smartphones e seus primos, tablets, são gerenciados por meio de um mecanismo mais complexo que se adapta às suas arquiteturas em cada uma de suas áreas restritas. No entanto, em muitos casos, a TI tenta fazer smartphones agirem como PCs por meio de estratégias, tais como contentores, que nada mais são do que uma pseudoimagem do sistema. A TI deve entender as diferenças entre os estilos dos dois tipos de gerenciamento de dispositivos e reconhecer que as arquiteturas de cada área em particular representam o futuro. Assim, a abordagem do quadro da gestão daqui para frente vai resultar em uma categoria de produto chamado Unified Endpoint Management (UEM).

Outras empresas também entendem essa mudança. Na verdade, a IBM oferece uma solução chamada Gerenciamento Unificado de endpoints, que acertadamente assinala o valor principal adicionado a essa abordagem: “A próxima geração do gerenciamento unificado de endpoints vai se concentrar em uma visão holística da relação entre os usuários, os aplicativos que eles usam, os dispositivos e os aplicativos que são executados nele, a rede na qual os aplicativos se comunicam, e os dados que estão sendo compartilhados”.

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Se você pensar sobre a “consumerização de TI” e suas tendências ao longo dos últimos 5 anos, o impacto do BYOD nas empresas e aumentar isso em dez vezes, então você poderá começar a entender as implicações da Internet das Coisas e dos wearables no reino do gerenciamento de dispositivos móveis. O paradigma está mudando, e a nova palavra-chave nessa arena é ‘endpoint,’ o UEM. As empresas precisam começar a vislumbrar essa mudança e considerar a vasta gama de wearables que emerge a cada dia, com a IoT conectando dispositivos, smartphones e tablets, e incluir tudo isso em um quadro de gestão global que envolva dados, nuvem e interatividade móvel.

2015 vai ser um ano crucial para mudar o pensamento organizacional longe do MDM para abraçar o que hoje é chamado de gerenciamento de “endpoint”. Estamos vendo grandes sinais dessa mudança atualmente. Os wearables foram um grande sucesso em 2014 e o lançamento iminente do Apple Watch vai tornar o mercado ainda maior. Tudo o que podemos ver neste momento sugere que os wearables e a Internet das Coisas vão ter impactos profundos sobre as empresas e sobre a forma como os dados, os serviços e as plataformas são gerenciados. Não há melhor momento do que o presente para começar a avaliar sua infraestrutura de TI e a abordagem da gestão para garantir apoio para a integração de wearables, dispositivos móveis e Internet das Coisas em um quadro de gestão unificada de endpoint. Não tente ferver o oceano, mas, pelo menos, comece hoje mesmo pela adoção de uma mentalidade que faça com que “endpoints” sejam uma parte fundamental de sua estratégia de gestão de dispositivos móveis em 2015.

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Hovhannes Avoyan faz parte do time de colunistas internacionais do iMasters. A tradução do artigo é feita pela redação iMasters, com autorização do autor, e você pode acompanhar o artigo em inglês no link: http://blog.monitis.com/2015/02/23/why-internet-of-things-will-transform-mobile-device-management/