Nestes últimos tempos estou bem envolvida em projetos com extensão mobile
e acabei fazendo algumas pesquisas interessantes sobre comportamento e
preferências de usuários no Brasil.
Gostaria de deixar registrado neste artigo alguns momentos bem interessantes
destas pesquisas, além de ser um material para nós, que estamos constantemente
envolvidos em soluções e projetos web, refletirmos sobre este
comportamento e o que temos oferecido para o internauta mobile.
Como resultado, podemos perceber o crescimento do 1 trimestre
de 2010 (pesquisas datadas desta época) e quão promissor esta ficando o
mercado e, logicamente, a oferta de material de consumo para estes
smartphones em versões aplicativas e mobile.
É importante informar que os dados da pesquisa foram retirados de estudos feitos por grandes agencias de pesquisas: IAB, Emarketer e Instituto Gartner.
Nokia e BlackBerry foram os smartphones mais comprados no 1º trimestre de 2010. O iPhone vem em 3º lugar, com menos de 7% de compra no Brasil.

Quanto a hábitos de navegação, os usuários acessam com mais frequência: redes sociais, músicas, esportes e jogos. O tempo médio de duração da navegação é de 1 hora por dia.
Podemos entender esta baixa taxa de navegação e a disseminação do
comportamento no mercado do Brasil, pela falta de acessibilidade
universal em sites e aplicativos, e também pelos valores dos planos de
internet para celular.
Acompanhe o gráfico:

Outro ponto bastante interessante sobre smartphones é a quantidade de iPhones distribuídos
no Brasil. A população de usuários de aparelhos da Apple gira em torno de 6%, uma quantidade pequena para os 12,145
milhões de usuários de smartphones no país, segundo a Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações).
Verificamos que os usuários Apple pertencem às
classes A e B, e em sua maoria são adultos acima de 30 anos, homens e mulheres. Ainda destes, 55% costumam navegar apenas ou a maior parte do tempo em aplicativos.
Em seguida, com uma pegada mais popular, temos os aplicativos do Android, Palm, Blackberry e Windows Mobile. Essas marcas abrangem mais classes sociais e têm o uso de aplicativos ainda
tímido, talvez pela quantidade e acessibilidade deles no mercado brasileiro.

O que podemos enxergar de maior impacto na massificação do uso da
internet mobile são os acessos ainda muito
dificultados pelas operadoras de celulares com banda larga, falta de
acessibilidade e de soluções para este mercado.
Ao mesmo tempo, percebemos o crescimento do uso de internet por
celulares (smartphones ou não) e da criação de soluções mobile com
conteúdo interessante, interativo e fácil de utilizar.
Um exemplo bem simples de que existe gente tentando gerar soluções universais é o APPacelerator que se dispõe a criar apps híbridas, abrangendo uma vasta gama de smartphones.
Nos cabe então, enquanto Arquitetos de Informação, a tarefa de
criar interfaces extremamente amigáveis para mobile e APPs que tragam o usuário mais para “dentro” da internet via celular. É um
desafio, temos no mercado brasileiro uma cultura a desenvolver e que
promete trazer muito mais pessoas para dentro deste universo com índices
altos índices de satisfação.
E o mais importante disto tudo, que deve ficar como mantra para estas
execuções é: criar universalmente, buscando atingir uma vasta gama de
celulares trazendo maior visibilidade para o negócio digital que se
propõe a solução mobile.
Não faça APP para iPhone se o seu público compra Nokia. Vale a pena pensar no
retorno que estas investidas irão trazer em volume de negócios ou
branding. Alinhamento com público alvo e usabilidade nos sites o
aplicativos para smartphone serão as dicas para bons negócios.




