Recentemente, tomei
conhecimento de uma pesquisa do Gartner que afirma que, em 2011, a América
Latina está posicionada como uma das regiões que receberão maior volume de
investimentos em softwares, principalmente em Enterprise Resource
Planning, mais conhecido como ERP.
Ou seja, muitas empresas investirão na aquisição ou melhoria do seu ERP.
Outra estimativa do
Gartner, segundo a Forecast Analysis:
Small-and-Midsize-Business, é de que, até
2013, o mercado de ERP da América Latina atinja US$ 584 milhões em receitas
totais de software, e as empresas provedoras desse sistema cresçam.
Mas mesmo as tecnologias mais avançadas podem resultar em
decisões de negócio desastrosas, se não forem tomados os devidos cuidados. É
importante ficar atento a alguns cuidados necessários antes da aquisição ou da
troca de ERP.
Por exemplo, as principais reclamações das empresas clientes
de ERP são relativas à deficiência no suporte e no atendimento. Em geral, as
empresas fornecedoras de ERP cobram pela visita de suporte local, e isso inibe o
cliente a solicitá-la. Assim, o custo para manter o ERP funcionando
corretamente fica elevado.
Nesse caso, saem em vantagem os ERPs contratados em formato
de prestação de serviço mensal. A empresa não investe valor algum, portanto, o
risco financeiro pelo insucesso do projeto é quase nulo, e a relação com seu
parceiro de ERP é avaliada mensalmente, ou seja, a satisfação do cliente está
sempre em primeiro lugar e a evolução tecnológica fica garantida.
A licença de uso é financeiramente vantajosa apenas se a
empresa possuir processos bem definidos e aderentes ao ERP contratado e se
esses processos não sofrerem mudanças ao longo dos anos, mesmo com seu
crescimento. Sendo assim, não existirão novos investimentos para melhorias e
customizações durante o período de vida útil da solução.
Escolher o ERP não é uma tarefa simples, portanto, a empresa
cliente deve estar atenta e estabelecer claramente quais são seus objetivos e
necessidades. Também é importante identificar a experiência do fornecedor de
ERP no atendimento do seu ramo de atividade e, se possível, visitar alguns dos
seus clientes para saber como eles avaliam o seu atendimento.
Aconselho a criação de um comitê interno na empresa que
represente todas as áreas a serem atendidas pelo ERP, criando conceitos para
avaliações e tomada de decisão. É necessário avaliar a tecnologia aplicada no
ERP, verificando as inovações, as melhorias previstas, se estão dentro das
tendências de mercado e se a sua empresa está preparada com recursos
necessários de infraestrutura para a implementação.
Avalie os valores financeiros envolvidos no projeto, como
licenças de uso, customizações, implantação e cobranças de horas-homem durante
e após a implementação. Compreenda bem as regras de comercialização do ERP para
saber como se comportarão no futuro para o atendimento das novas necessidades,
principalmente no que se refere ao crescimento e à evolução dos processos da
empresa.
O suporte e a manutenção do ERP devem ser efetuados de forma
proativa, para permanente discussão e identificação de novas necessidades do
cliente. E a manutenção do sistema deve ocorrer baseada num planejamento
definido a quatro mãos, com as definições de prioridade decididas pelo
interessado – o cliente.
Por último, com um ERP nacional, a velocidade no
entendimento e no atendimento das necessidades do cliente é maior, bem como a
facilidade para possíveis implementações para atender, por exemplo, futuras
alterações de legislação do país. Então, ter sorte ou azar com seu ERP só
depende de você!







