Uma empresa que invista hoje em equipamentos de última geração para seu centro de processamento de dados (data center) não está livre de, daqui a dois ou três anos, perceber que terá de lidar com o e-waste, que é o lixo tecnológico composto por equipamentos que ficaram obsoletos.
Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção do Meio Ambiente (Environmental Protection Agency) destaca a produção anual de quatro milhões de toneladas de lixo eletrônico – muitas partes, inclusive, são tóxicas. Diante de tamanho desperdício e risco, muitos questionam se tudo é assim tão descartável.
Os novos projetos de infraestrutura de TI consideram a reutilização dos equipamentos que ainda podem receber um upgrade ou que, ao integrar um projeto de virtualização, passam a ser mais bem utilizados em sua capacidade.
É comum haver uma percepção errônea em relação ao parque tecnológico disponível nas empresas. Acreditar que um projeto será mais eficiente se os investimentos recaírem sobre equipamentos novos é um conceito equivocado. Como geralmente essa é a parte que exige investimentos mais altos, cabe à empresa responsável pelo projeto oferecer um modelo que esteja não somente dentro do orçamento do cliente, mas que corresponda às suas reais necessidades também.
Por outro lado, empresas obrigadas a atualizar frequentemente seu parque tecnológico, em função do segmento de atuação, costumam negociar o descarte com serviços terceirizados que atuam na reciclagem de equipamentos eletrônicos. No Brasil, esse tipo de especialização ainda é embrionário. A exemplo do descarte de pilhas, há que se estabelecer normas mais claras que permitam a esse tipo de serviço ser utilizado com sucesso e responsabilidade – a fim de que a memória desses equipamentos obsoletos não seja motivo de operações fraudulentas.







