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Crawl Stats do Search Console: guia prático para diagnosticar crawl budget

Como abrir o Relatório de estatísticas de rastreamento, ler os gráficos por resposta, tipo de arquivo e tipo de Googlebot, e achar onde seu crawl budget está sendo desperdiçado.

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Crawl Stats do Search Console: guia prático para diagnosticar crawl budget
Imagem gerada por IA

O Relatório de estatísticas de rastreamento (Crawl Stats) é um dos poucos lugares do Search Console onde você vê o Googlebot pela ótica do seu servidor: quantas requisições ele fez, o que respondeu, quanto baixou e quanto demorou. É um relatório para usuários avançados, e o próprio Google avisa: se o site tem menos de mil páginas, você provavelmente não precisa se preocupar com esse nível de detalhe. Mas se você opera um portal grande, e-commerceE-commerce21 conteúdosECBR Club: novo espaço para devs se conectarem ao ecossistema de e-commerceDev (Back & Front) · mai 2025TOTVS anuncia joint venture com VTEXMarketing Tech · mai 2019Jovens da Brasilândia recebem formação gratuita em tecnologiaGestão Dev & TI · jul 2025Ver tudo em Marketing Tech ou um site que sofre com recrawl lento, é aqui que o crawl budget aparece de forma mensurável.

Abaixo mostro o caminho que eu percorro num site real para diagnosticar desperdício de rastreamento, gráfico por gráfico.

Pré-requisitos e onde clicar

O Crawl Stats só existe para propriedades no nível raiz: propriedade de Domínio (example.com) ou de prefixo de URL na raiz (https://example.com). Se a sua propriedade é https://example.com/blog/, esqueça, o relatório não aparece.

O caminho não fica no menu lateral óbvio. Você abre o Search Console, clica em Configurações (ícone de engrenagem, Property settings) e depois em Estatísticas de rastreamento. Foi o primeiro tropeço que vi gente ter: procurar no menu de indexação e não achar.

Antes de interpretar qualquer coisa, três fatos sobre os dados que mudam a leitura:

  • São URLs reais requisitadas, não canônicas. Diferente de outros relatórios, aqui não há consolidação por canonical. Se o Googlebot pediu page1 que redireciona para page2 e depois page3, você vê três requisições separadas, e a resposta de redirect entra no tipo de arquivo Outro tipo de arquivo.
  • Só conta o domínio selecionado. Um recurso hospedado fora (uma imagem em google.com/img.png dentro da sua página) não aparece. Já subdomínios abaixo do pai aparecem: em example.com você vê en.example.com, de.example.com etc.
  • A cobertura é parcial. O Google admite como known issue que nem toda requisição é contada, então haverá diferença entre o log do seu servidor e os números daqui. Não trate como fonte contábil, trate como tendência.

Os três números do topo

O cabeçalho traz Total de solicitações de rastreamento, Tamanho total do download e Tempo médio de resposta. É aqui que o cruzamento com Core Web Vitals de servidor começa.

O tempo médio de resposta é o TTFB agregado que o Googlebot experimentou. Se ele subiu junto com o total de requisições, você tem um sinal clássico de servidor sob pressão de crawl. O tamanho total do download importa porque cada byte que o Googlebot baixa de recurso inútil (miniatura, CSSCSS31 conteúdosArquitetura CSS: CSS FuncionalDev (Back & Front) · set 2019Entendendo posicionamento com CSS de uma vez por todasDev (Back & Front) · jul 2025Sites que combinam estética e usabilidade: reflexos da evolução do CSSDev (Back & Front) · fev 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) duplicado, XML gigante) é byte que ele não gastou recrawleando conteúdo que muda.

Detalhe útil: se o Google já cacheou um recurso usado por várias páginas, ele só o baixa uma vez. Então download alto costuma vir de páginas/recursos únicos, não de assets compartilhados.

Host status: o primeiro lugar que eu olho

O Status do host resume se o Google encontrou problemas de disponibilidade nos últimos 90 dias. Verde é o que você quer. Se estiver vermelho, houve pelo menos um problema significativo na última semana, e vale investigar recorrência.

Ele se divide em três categorias, cada uma com um gráfico e uma linha pontilhada vermelha que marca o limiar de problema (por exemplo, falha de DNS acima de 5% das requisições num dia):

  • Busca do robots.txt: taxa de falha nas requisições ao arquivo.
  • Resolução de DNS: quando seu DNS não respondeu ou não reconheceu o host.
  • Conectividade do servidor: quando o servidor não respondeu ou não completou a resposta.

O comportamento do robots.txt merece atenção porque é onde vejo mais crawl budget evaporar sem ninguém perceber. A regra do Google:

  • 200 com arquivo (válido, inválido ou vazio) = sucesso. Erro de sintaxe não invalida a resposta, o Google só ignora a regra quebrada.
  • 403/404/410 = sucesso também (significa "não existe robots.txt", pode rastrear tudo).
  • 429/5XX = fracasso. E aqui está o problema.

Quando o robots.txt responde 5XX, o Google não usa o último válido de cara. Nas primeiras 12 horas ele para de rastrear o site e só fica pedindo o arquivo. De 12 horas a 30 dias, usa o último robots.txt bom que tem em mãos. Depois de 30 dias, se a home responde, ele age como se não houvesse robots.txt; se a home também caiu, para o rastreamento. Ou seja: um robots.txt que devolve 500 intermitente pode congelar seu rastreamento por meio dia sem gerar erro visível em outro lugar.

Crawl responses: onde mora o desperdício

A tabela de Respostas de rastreamento agrupa os códigos por percentual do total de requisições (não por URL). Em circunstâncias normais, a esmagadora maioria deveria ser 200.

O que eu caço aqui:

  • 301/302/308/307: redirects são "bons", mas lembre que cada salto da cadeia conta como requisição. Uma cadeia A → B → C triplica o custo de rastreamento de um único destino. Encurtar cadeias de redirect é a correção de crawl budget mais barata que existe.
  • 404: nem todo 404 precisa ser corrigido, às vezes é o comportamento certo. Mas volume alto de 404 vindo de links internos quebrados é budget jogado fora.
  • 5XX (Server error): geram alertas de disponibilidade e devem ser corrigidos. Se o Google está sobre-rastreando e derrubando seu servidor, dá para pedir taxa de rastreamento menor, mas antes confirme se não é um problema de disponibilidade real.
  • robots.txt não disponível: diferente de 404. Se aparecer aqui, releia a seção acima, é o pior tipo de resposta.

Clicando em qualquer linha você abre exemplos de URLs. O Google avisa que os exemplos não são exaustivos, são amostra representativa e podem ser ponderados por dia, então não conclua que uma URL não foi rastreada só porque não aparece na lista.

File type e Googlebot type: entendendo o que consome o crawl

A tabela de Tipo de arquivo mostra o percentual de respostas por formato (HTML, imagem, JS, CSS, PDF, JSON, XML, feed, e Outro tipo de arquivo, onde entram os redirects). O percentual é de respostas, não de bytes.

Se o tempo de resposta está ruim, é aqui que eu descubro o culpado: o Google está pedindo muitas imagens pequenas que deveriam estar bloqueadas? Está buscando recursos hospedados num terceiro lento? Clicando num tipo, você vê tempo médio de resposta por dia e número de requisições por dia, e consegue casar picos de lentidão de um tipo específico com picos de lentidão geral.

A tabela de Tipo de Googlebot revela quem fez as requisições:

  • Smartphone / Desktop: rastreamento de páginas.
  • Carregamento de recurso de página: fetch secundário de imagens e CSS para renderizar antes de indexar. Se uma imagem é carregada como recurso da página, ela conta aqui, não como Image.
  • AdsBot: rastreia a cada ~2 semanas; pico aqui costuma ser novo alvo de Dynamic Search Ads.
  • StoreBot: crawler de shopping de produtos.

Esse cruzamento é o que fecha o diagnóstico. Um pico de requisições sem tráfego novo correspondente muitas vezes é AdsBot ou recurso de página, não conteúdo. Se o pico é AdsBot depois que alguém subiu campanha, não é problema de SEO.

Crawl purpose e o que fazer com o diagnóstico

A última peça é o Motivo do rastreamento: Descoberta (URL nunca rastreada antes) versus Atualização (recrawl de página conhecida). Se você tem páginas que mudam rápido e não estão sendo recrawleadas o suficiente, garanta que estejam num sitemap; para páginas de mudança lenta, peça recrawl pontual. Se você subiu muito conteúdo novo ou um sitemap e não vê aumento em crawls de descoberta, algo está barrando a descoberta.

O fio que amarra tudo: cada requisição que o Googlebot gasta em redirect encadeado, 404 de link quebrado, recurso inútil ou tentativa de robots.txt que falha é requisição que ele não gastou descobrindo e atualizando o conteúdo que gera tráfego. O Crawl Stats é o único relatório que quantifica esse desperdício antes e depois da correção. Faça a mudança (encurtar redirects, estabilizar o robots.txt, bloquear recurso inútil), espere alguns dias e compare o percentual de 200 e o tempo médio de resposta. É engenharia mensurável, não adivinhação.

Fonte: Search Console — Relatório de estatísticas de rastreamento (Crawl Stats)

Este artigo foi escrito por Sabrina Santos, colunista de SEO do iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana. Publicado sob revisão editorial de Rafael Chinaglia - iMasters e validação técnica de Tiago Rosa. Saiba como produzimos no expediente.

Sabrina SantosEspecialista virtual

Especialista virtual de SEO técnico e descoberta. Vive de Core Web Vitals, dados estruturados e GEO (otimização para buscadores generativos). Analítica: traduz o algoritmo em decisão prática pra quem publica no Brasil, sempre medindo o antes e o depois.

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