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Xiaomi lança o Xring O3 e acende um alerta para quem desenvolve

Xiaomi apresentou nesta segunda o Xring O3, a nova geração do seu processador próprio para celulares. O anúncio chega um ano depois do Xring O1.

Xiaomi lança o Xring O3 e acende um alerta para quem desenvolve
Imagem: Redação iMasters

Xiaomi apresentou nesta segunda o Xring O3, a nova geração do seu processador próprio para celulares. O anúncio chega um ano depois do Xring O1. Portanto, o ciclo de atualização do chip já acompanha o ritmo dos lançamentos de aparelhos. Assim, a terceira maior vendedora de smartphones do mundo entra de vez no grupo de Apple, Samsung e Huawei.

Para quem escreve código, o recado vai além do marketing. Afinal, cada silício próprio cria um novo alvo de compatibilidade no AndroidAndroid46 conteúdosAndroid push notifications com Quasar Framework, Firebase e integração com WordPressDev (Back & Front) · mai 2019O X do Xamarin Forms – O guia das funcionalidades nativas - Parte 02: AndroidDev (Back & Front) · abr 2019Modularização de AndroidDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em Dev (Back & Front) .

Xiaomi aposta nos 3 nanômetros da TSMC

Duas pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que a TSMC fabricará o O3 em 3 nanômetros. Além disso, o chip deve estrear no próximo dobrável de topo da marca. A meta de produção fica entre 200 mil e 300 mil unidades, segundo as mesmas fontes. Ou seja, o volume inicial ainda é modesto.

Xiaomi e TSMC não comentaram os planos até a publicação da reportagem. Enquanto isso, o mercado de dobráveis segue dominado pela Huawei. A empresa despachou 1,6 milhão de aparelhos dobráveis na China no segundo trimestre, com 68% de participação, de acordo com a Smart Analytics Global. Em seguida aparecem Honor, com 13,7%, e Oppo, com 8,5%.

Na prática, o dev enxerga esse movimento de outro jeito. Primeiro, porque o comportamento térmico importa mais que o número do nó de fabricação. Depois, porque cada novo sistema em chip integra CPU, GPU, NPU e processamento de imagem sob regras próprias.

Modelo MiMo dentro do aparelho com o O100

A empresa contratou a TSMC para outros dois chips da família Xring. O O100 é uma unidade de processamento neural de 6 nanômetros. Assim, ele passa a rodar o MiMo, o modelo de linguagemLLMs48 conteúdosConsiderações básicas de hardware para modelos de linguagem em código aberto: Memória, Desempenho e ViabilidadeMarketing Tech · out 2025Modelos de linguagem sob ataque: o lado obscuro da IA generativaDevSecOps · mai 2025Criando um LLM – modelo de linguagem de grande escala – do zero com TransformersAI · abr 2024Ver tudo em AI da própria Xiaomi, em eletrônicos de consumo.

Esse ponto merece atenção de quem constrói recursos de inteligência artificial. Por exemplo, inferência no próprio aparelho muda a conta de latência, de privacidade e de custo por requisição. No entanto, ela também traz limites duros de memória, de quantização e de bateria. Logo, o mesmo recurso precisa de um caminho alternativo na nuvem.

O O3 já entrou em produção em massa. O100 e D100, por sua vez, concluíram o desenvolvimento e chegam no ano que vem.

Xiaomi mira direção autônoma com o chip D100

O terceiro chip da leva é o Xring D100, também em 3 nanômetros. Ele foi desenhado para direção autônoma. Dessa forma, a estratégia de silício da empresa cruza celular e carro no mesmo roteiro.

Para o ecossistema, isso amplia a superfície de trabalho. Inclusive, times de embarcados, de visão computacional e de mobile passam a olhar para a mesma fornecedora.

O que muda no seu backlog de testes

O avanço da Xiaomi reflete uma tendência maior da indústria. Fabricantes buscam diferenciação e menos dependência de Qualcomm e MediaTek. Como resultado, o parque de aparelhos Android fica mais fragmentado a cada ano.

Alguns cuidados ganham prioridade nesse cenário. Primeiro, vale mapear extensões de API específicas de fabricante antes de assumir suporte universal. Segundo, testes de câmera e de vídeo pedem dispositivos reais, já que o processamento de imagem varia muito entre chips. Por fim, qualquer recurso de IA no aparelho precisa de detecção de capacidade em tempo de execução.

Os números ajudam a dimensionar o alcance atual. A empresa informou que aparelhos com o Xring O1 somam mais de 1 milhão de unidades desde o lançamento. Desse total, cerca de 150 mil são smartphones, segundo as fontes.

Xiaomi enfrenta memória cara e ticket médio em queda

O contexto econômico pressiona todo o setor. Custos de memória e de componentes elevam preços e comprimem a demanda. Além disso, as remessas globais de smartphones devem cair 14% em 2026, de acordo com a IDC.

A própria Xiaomi mostra o efeito nos dados. A empresa vendeu 65 milhões de aparelhos no primeiro semestre, a um preço médio de 1.329 yuans. No mesmo período de 2025 foram 84 milhões de unidades, a 1.141 yuans, segundo a Visible Alpha. Ou seja, a base encolheu enquanto o ticket subiu.

Esse arranjo tem impacto direto no produto digital. Por exemplo, aparelhos com pouca memória seguem em campo por mais tempo. Portanto, orçamento de RAM, tamanho de APK e uso de disco voltam ao topo da lista.

Onde o Android caminha

O movimento reforça uma leitura simples do momento. Silício próprio virou peça de estratégia comercial, e não apenas de engenharia. Dessa forma, quem desenvolve para Android convive com mais variações de hardware, de driver e de pipeline de IA.

A recomendação prática cabe em uma frase. Monte sua matriz de dispositivos com folga, meça sempre no aparelho real e trate inferência local como um caminho entre outros. Assim, o próximo chip anunciado vira detalhe de configuração, e não uma corrida de última hora.

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