Vídeo móvel será responsável por 46% do tráfego da Internet em 2018
De acordo com estudo da Ericsson, o tráfego de dados móveis no mundo dobrou entre o primeiro trimestre de 2012 e o mesmo período neste ano.
De acordo com um estudo de mobilidade realizado pela Ericsson, o tráfego de dados móveis no mundo dobrou entre o primeiro trimestre do ano passado e o mesmo período neste ano. Em relação ao último trimestre do ano passado, o aumento foi de 19%, totalizando aproximadamente 1.500 Petabytes mensais, somando uplink e downlink, ao final de março deste ano.
A tendência é que esses números aumentem ainda mais graças ao grande consumo de vídeos em handsets. A expectativa da empresa é de que o tráfego de dados geral deve crescer 12 vezes de 2012 até o fim de 2018, enquanto o serviço de voz continuará a registrar crescimento de dígito único no período.
O tráfego de vídeo será o grande responsável por esse volume de informação transmitido nas redes móveis, registrando um crescimento anual de 60% até o final de 2018, quando será responsável por metade do tráfego móvel global. Isso inclui serviços over-the-top (OTT), como Netflix e YouTube, e comunicação, como Skype e Hangout, mas exclui grande parte do tráfego de compartilhamento de arquivos e de dados criptografados.
Em relação ao consumo de aplicativos, o vídeo, que hoje é responsável por 31% do tráfego móvel, deverá chegar a 46% em 2018. Já a navegação pela Internet e o acesso a redes sociais deverão representar 10% cada do total do volume de dados em 2018. Considerando o tráfego em aplicativos, os percentuais serão de 10% e 9% daqui a cinco anos – queda em relação a 2012, quando a navegação da web foi responsável por 14% do tráfego, enquanto os sites de relacionamento ficaram com 10%.
De acordo com a Ericsson, o tráfego por usuário é afetado “parcialmente” pelo tamanho da tela do dispositivo e pela resolução cada vez maior desses displays. A pesquisa revelou que, em média, um notebook gera cinco vezes mais tráfego do que um smartphone, com 2,5 GB/mês e 450 MB/mês, respectivamente. No final de 2018, a estimativa é de que sejam 11 GB/mês para computadores móveis e 2 GB/mês para smartphones.
Em tablets, o crescimento de dados nesses seis anos será de 40 vezes, com aumento médio anual de 85%. Esses dispositivos atualmente são responsáveis por 600 MB/mês de consumo de dados por usuário, taxa que deverá crescer para 3.100 MB/mês em 2018. É mais consumo do que o registrado em smartphones, que usavam 450 MB/mês em 2012 e deverão chegar a 1.900 MB/mês daqui a cinco anos. Considerando somente o tráfego de voz, o aumento foi de 4% no comparativo anual. Os dados de tráfego não incluem DVB-H, Wi-Fi ou Mobile WiMAX, enquanto voz não inclui VoIP.
Com informações de Convergência Digital
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Redação iMasters




