Unesp é considerada case positivo de IPv6 no Brasil
A Unesp esteve presente no VI Fórum Brasileiro de IPv6 para contar como ocorreu a implantação do serviço de e-mails da universidade utilizando o IPv6.

A Assessoria de Informática (AI↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI →) da reitoria da Unesp esteve presente no VI Fórum Brasileiro de IPv6 para contar como ocorreu a implantação do serviço de e-mails da universidade utilizando o IPv6. Carlos Coletti, coordenador do grupo de redes da Unesp, contou como a universidade evoluiu, do ano de 2012 até hoje, na questão do uso de e-mail com a configuração do IPv6. “A minha intenção na palestra foi a de trazer quebra de paradigmas com relação ao uso do IPv6 pelas empresas”, conta.
“Na minha opinião, existe uma insegurança muito grande na implantação do novo protocolo. O software evoluiu bastante, já existe um suporte bem avançado, e as dificuldades encontradas antes, já foram ultrapassadas. Agora seria um bom momento para a implantação”, reforça. De acordo com Carlos Coletti, a partir do momento em que começamos a introdução do IPv6 na universidade, as empresas passaram a enxergar a universidade como um grande implementador.
IPV6 na Unesp
A preocupação para a instalação do IPv6 na instituição começou em 2009, quando a Assessoria de Informática da Unesp decidiu ampliar o número de endereços de Internet (IPv4), diante das previsões de esgotamento em nível mundial. As questões que se encontravam na época eram: a minha rede está preparada? Qual a diferença entre os protocolos IPv4 e IPv6? Temos conhecimento para implementar?
Em 2010, a Unesp trocou todo o parque de switches, que são equipamentos para conexão de computadores e outros dispositivos à rede, e viabilizou a instalação do IPv6. A ideia era começar a implantação pelo site da instituição, porém havia um equipamento crítico no caminho que ainda precisava ser trocado, isso dificultou o processo logo no início.
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A Unesp também não tinha como sair para a Internet, pois nenhum provedor de acesso tinha IPv6. A solução foi utilizar um serviço de túnel 6to4 como forma de acesso. Após algum tempo, o Nic.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) disponibilizou à Unesp trânsito experimental de Internet em IPv6 e o túnel pôde ser desativado.
Em 2011 o site principal já estava visível na Internet por meio do IPv6, ao mesmo tempo em que estavam sendo treinados mais de 70 administradores de rede das 34 unidades da universidade.
Em 2012, a Unesp passou a contar com uma instrução normativa que possibilitou a disseminação em massa do novo protocolo em suas unidades. Foram realizados workshops para explicar a iniciativa a todos os departamentos de informática da instituição. Atualmente, 25% de todo o tráfego de Internet da universidade é transportado em IPv6, além de 83% dos sites de conteúdo.
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Redação iMasters





