NOTÍCIA

Uma breve reflexão sobre o futuro

Algumas pessoas falam na convergência
das mídias, várias pessoas aliás.

Sou bastante cético com relação
a isso. Realmente não acredito na forma como
as mídias vão se unir, pelo menos não
na forma como isso vem sendo apresentado.

Acredito sim, que exista um potencial
enorme na utilização da internet como
canal de comunicação entre empresa e cliente,
por ser uma via de comunicação bilateral,
ao contrário da tv como conhecemos.

O não uso desses produtos se dará,
não por falta de capacidade técnica, mas
pelo mesmo motivo que diversos produtos falham hoje
e falharam no passado, pela falta de pesquisa com relação
aos hábitos do consumidor.

Todos sabem que os consumidores agem
de maneira diferente com a que falam.

Vídeo-fones heim? Todo mundo quer
um, mas ninguém quer ser visto enquanto fala…
talvez porque as pessoas mintam enquanto falam ao telefone.

"Não, não…você
não me acordou não…" ou ainda "Querida(o),
vou entrar na reunião e vou demorar para chegar…"

A grande revolução está
na capacidade de diálogo, no conhecimento real
do cliente que a internet permite.

Mas até onde essa "leitura"
das preferências, hábitos e até
mesmo posição pode ir? Até onde
isso poderá ser usado sem que as pessoas sintam
que sua privacidade foi invadida?

Existe uma linha tênue entre o
sentimento de lesão e a tolerância passiva.

Se hoje, as pessoas não gostam
de cookies em seus micros (e eles podem ser facilmente
apagados), imagine saber que estão sendo seguidas
por GPS, por exemplo.

Acabei de pensar na forma como os comerciais
de tv são invasivos, na forma como filmes e programas
são feitos para receberem seus cortes nos momentos
mais críticos ou importantes. Talvez seja o costume,
afinal fomos educados dessa forma, fomos treinados a
aceitar essa intromissão.

O site yahoogroups.com faz exatamente
isso. Quando o usuário vai checar os emails da
sua lista de discussão pela página da
empresa, algumas mensagens levam à uma página
de propaganda com o link "continue to message".
De qualquer forma é melhor que um pop-up.

Quem sabe, as futuras gerações
sejam mais tolerantes com relação ao que
consomem.

Ou talvez não.

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