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Spam fica mais inteligente para driblar filtros

A empresa de segurança MessageLabs está alertando para uma nova modalidade de spam que vem sendo chamada de “Geek Spam”. Consiste em enviar blocos de texto contendo jargão técnico em meio à mensagem, no intuito de burlar o atual filtro utilizado em recursos antispam.

A nova prática se baseia no fato de que os filtros desconsideram mensagens que incluam jargão técnico, que são tidas como os menos prováveis de trazerem propagandas e conteúdos não solicitados, o que além de burlar o sistema, se torna mais atraente para o receptor, que julga que o email recebido realmente seja relevante para seu trabalho.

Algumas mensagens analisadas pela MessageLabs incluíam termos como “.NET↳.NET113 conteúdosNovidades do .NET 9 – o tipo genérico OrderedDictionaryDev (Back & Front) · dez 2024Novidades .NET 10: novas formas de uso do .NET CLIDev (Back & Front) · dez 2025Novidades do .NET 5: implementando um proxy reverso com YARP + ASP.NET 5Dev (Back & Front) · nov 2020Ver tudo em Dev (Back & Front) →”, “cpan”, “xss”, “Java” e também mensagens como “Bug #33006? Your review is necessary” (na tradução algo como “Bug #33006? Sua revisão é necessária”).

Paul Wood, chefe de segurança da MessageLabs afirmou que a nova tendência começou a ser observada há três ou quatro meses, principalmente para divulgar spams farmacêuticos, que tentam vender para seus destinatários medicamentos sem prescrição médica e, algumas vezes, adulterados, conforme noticiou o site PC Pro.

Segundo a firma de segurança, em setembro 64,4% de todo email transmitido na internet era spam, número que teve uma queda de 0,1% do mês anterior, sendo registrada incidência de vírus e trojans em 1,12% de todas as mensagens. De acordo com o site The Inquirer, ataques phishing, nome dado a fraude virtual, cresceram 0,27% em setembro, cobrindo mais de 52% dos emails maliciosos analisados pela MessageLabs em setembro.

Os países da América do Sul tiveram um aumento de uso de spambots, ferramentas utilizadas para coletar endereços de email para envio de mensagens com vírus e fraudes. Em Israel, 73,6% das mensagens trocadas eram na verdade spam, enquanto a Austrália e Índia foram os locais com menor número de emails com vírus e spam, respectivamente.

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