Segurança é criticada no acesso à Internet sem fio
O provimento de Internet sem fio vive um momento
de polêmica. Depois que o iG decidiu se tornar um provedor
para Net wireless, com o seu WiFiG (wifig.ig.com.br), alguns provedores
começaram a criticar o serviço.
O questionamento maior diz respeito à segurança
que envolve a nova tecnologia de acesso sem fio.
"Nesses sistemas, a qualidade do serviço
e da segurança ainda são sofríveis, o custo
é abusivo e a configuração é complicada",
afirma Victor Ribeiro, vice-presidente de Conteúdo e Tecnologia
do UOL.
Do lado do iG, Pitter Rodriguez, gerente de Tecnologia
de Internet Móvel da empresa, assegura que os dados que
trafegam no sistema são codificados e que isso preserva
a segurança.
"Isso é possível porque um protocolo
próprio, o Wireless Encryption Protocol (WEP), codifica
as informações trocadas entre a placa e a antena.
Além disso, a Vex (empresa que desenvolveu o sistema para
o iG) pode rastrear o assinante para saber o horário e
o exato hotspot utilizado por ele", conta.
Brigas à parte, o fato é que esse
mercado deve crescer nos próximos anos. Embora reticente,
Ribeiro, do UOL, conta que a empresa estuda o assunto há
muito tempo. "Temos uma equipe que em parceria com a Intel,
observa esse mercado. Com a disseminação do Centrino,
deve haver uma movimentação. No Brasil porém,
isso ainda deve demorar um pouco."
Lançado pela Intel no primeiro semestre,
o Centrino é um chipset com placa Wi-Fi integrada. "Como
o processador já vem configurado, o uso fica mais fácil.
Hoje, há muitas placas de rede Wi-Fi e os drivers são
os mais variados: isso complica muito", ressalta Ribeiro.
Diferentemente do UOL, o Terra (www.terra.com.br)
aposta na Internet móvel. A visão, porém,
é bem diferente daquela que levou o iG a criar um provedor
especificamente para esse segmento.
Eles tratam o serviço como uma forma completar
de acesso à Web. "Clientes do Terra Plus – serviço
de banda larga – têm dez horas extras para serem usadas
em acesso via linha discada, celular 2,5G e, agora, Wi-Fi",
destaca Paulo Castro, diretor de Planejamento Estratégico
do Terra.
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Redação iMasters





