Second Life é tema de congresso focado na educação em Dezembro
O livro “Second Life e Web 2.0 na Educação” é primeiro livro do mundo sobre o assunto e será lançado durante o I Congresso Permanente Second Life na Educação.
Segunda Vida. É isso que significa Second Life (SL). Aí as pessoas podem dar asas à imaginação e ser outra pessoa totalmente diferente da vida real. Para alguns é um jogo. Para outros, muito mais que isso simplesmente porque enxergam esse ambiente tridimensional como algo que pode ser educativo e revolucionar. É justamente nisso que acredita os idealizadores do I Congresso Permanente do Second Life na Educação.
Em entrevista ao Portal Educacional Aprendaki, Carlos Valente, co-autor – em parceria com o professor João Mattar – do livro “Second Life e Web 2.0 na Educação” que será lançado no dia 1º de dezembro, declara que o SL promete revolucionar a educação porque seu ambiente fará toda a diferença ao lado do aluno, do professor e conteúdo/conhecimento. “É um ambiente ainda desconhecido, mas que desperta nas pessoas a curiosidade de saber como funciona e Como haver interação ali dentro,” constata o pesquisador.
Quebra de paredes e muros. Quebra de paradigmas na concepção do Ensino a Distância – EAD, que segundo Valente pode ser classificado em três fases. A primeira comparada à WEB 1.0, ou 1 D, é o EAD 1.0 – aquele clássico que se realizava por meio de correspondência, rádio, televisão. Com a chegada da WEB 2.0 que proporcionou maior interatividade como Wikipédia e Moodle (ambiente de ensino a distância construído em software livre↳Open source71 conteúdosComo o Open Source Está Liberando o Poder da Automação para TodosDev (Back & Front) · out 2025Código aberto: programadores criam software da NASA sem saberDev (Back & Front) · abr 2021N8N: O que é a ferramenta open source que está revolucionando a automação em TI?Dev (Back & Front) · dez 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) →) tem-se o EAD 2.0. E para o advento de uma WEB 3.0 está o EAD 3.0 com ferramenta como o SLOODLE, abreviação das palavras Second Life e Moodle.
O congresso tem um formato diferente agregando tecnologias interativas, aula virtual e espelhando-se no Moodle para ampliar a discussão do mesmo. Simultaneamente ao congresso, acontece a primeira aula virtual das sete que a Editora Pearson e um dos autores do livro “ABC da EAD” (autoria: Carmen Maia e João Mattar) estão lançando no Second Life. As aulas acontecerão nos ambientes do SL das seguintes instituições: Universidade de Aveiro (Portugal), Unisinos (Porto Alegre-RS), na Fanor (Faculdades Nordeste), Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, em Montclair State University (EUA), no Instituto Catarinense de Pós-Graduação (ICPG) e Cidade do Conhecimento 2.0 (USP e parceiros).
O moodle é um ambiente de aprendizagem com muitas ferramentas interativas, construído em software livre e utilizado por grandes instituições no mundo por sua interface amigável. O ambiente virtual de aprendizagem no Second Life configurado a partir do Moodle, o SLOOD, promete revolucionar a educação.
“Com o Second Life, surge o EAD 3.0 – uma nova visão no ensinar, na educação e na aprendizagem – que é o nosso mais novo slogan: Second Life – a educação com uma nova vida,” explica. Nesse ambiente o aluno no SL transforma-se em um “aluno universal que transita por ambientes diferentes dos seus, inclusive o aprendizado de línguas fica facilitadíssimo porque a pessoa fica estimulada a se comunicar numa segunda ou terceira língua,” esclarece.
O Second Life surgiu do jogo “The Sims”, mas não é um jogo. É muito mais que isso para as pessoas que o encaram com o potencial educacional ali embutido. Sendo Valente, o receio das pessoas em entrar nesse mundo imaginário de ter uma segunda vida na Internet é semelhante ao medo sentido pelos profissionais e empresários no início da internet. No entanto, “uma das limitações de seu uso é que você tem de ter uma boa placa de vídeo, processador adequado e banda larga. Se pensarmos em termos de recursos na educação, realmente, é limitador porque as pessoas têm de ter recursos computacionais adequados,” pondera Valente.
Em junho, quando aconteceu o Virtual Educa 2007, evento ligado aos Estados Ibero-americanos, o secretário geral do Virtual Educa, José Maria Antón falou de sua intenção em instalar o programa em uma ilha do Second Life. Cinco meses depois, o Virtual Educa já está presente na Ilha “Educandote”. Portanto, é uma tendência natural que as instituições se fixem no SL. “É preciso aproveitar o Second Life não só para divulgar a marca, mas atrair o aluno para uma nova forma de aprender, é muito instigante, realmente, uma nova EAD,” instiga.
Hoje a participação do Brasil no Second Life é significativa. Está atrás em número de avatares (residentes) ativos apenas dos Estados Unidos e da Alemanha. Assim como o Orkut (comunidade de relacionamento) que teve um “boom” no Brasil, o Second Life precisa ser aderido pelas comunidades educativas no sentido de sair da sala, lousa e mesa quadras… Segundo Carlos Valente é preciso transformar a sala num ambiente de barzinho para incluir mais e quebrar barreiras.
Como todos os ambientes há questões polêmicas, pontos positivos e negativos. “No entanto, como toda ferramenta possui seus pontos positivos e negativos, o segredo é saber usar essa ferramenta. É isso que queremos discutir no congresso, como explorar adequadamente esta ferramenta para a área educacional,” conclui.
E o investimento de tudo isso? E aquela dor de investir em algo incerto, pois no mundo educacional o investimento não se faz com tanta facilidade por diversos motivos. De acordo com o pesquisador, a fundadora do SL, a Linden Laboratorios acredita na educação e facilita o acesso de instituições ali dentro. Comprar um ilha, um terreno, uma loja ou alugar um ambiente para estar presente no Second Life é uma forma de firmar sua marca nesse mundo virtual.
Carlos Valente também fala que é possível ganhar dinheiro lá dentro, que há empresas e profissionais especializados em construção desde o design até dar funcionalidade aos objetos. Apresenta o “coaching” virtual (treinador) como um novo profissional para o ensino virtual nesse ambiente. Encerra a entrevista, dizendo como nasceu sua paixão pelo Second Life, de seu doutorado no ITA e do desafio que os professores enfrentam para entrar nessa nova realidade de educação.
O congresso foi organizado por três empresas especialistas em tecnologia, informação e educação juntamente com os idealizadores Luciane Chiodi, Rodolfo Nakamura e Carlos Valente. A procura maior pelo congresso está vindo mais das regiões Nordeste e Sul do país, o que está causando surpresa na equipe organizadora, uma vez que São Paulo é que sempre despontava nessa área de tecnologia.
A discussão do congresso será ampliada no ambiente virtual em Moodle que terá um espelho do congresso. A palavra-chave do evento é interação e os organizadores pretendem conseguir esse feito antes, durante e após o mesmo.
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Redação iMasters





