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Quase 11% dos hardwares no Brasil ainda usam Windows XP

Sistema operacional será descontinuado e falta de atualização abrirá portas para criminosos atacarem usuários da plataforma.

No dia 8 de abril, a Microsoft vai finalizar o suporte técnico para o Windows XP. A essa altura, era esperado que os usuários da plataforma já tivessem migrado para versões mais recentes do sistema operacional, ou estivessem se preparando para a migração. Entretanto, dados da Kaspersky Security Network revelaram que o uso do Windows XP em hardwares da América Latina durante os últimos 30 dias é de mais de 10%.

Windows_XP

Por país, a taxa de uso é a seguinte:

  • Na Argentina, 14,32% dos usuários seguem utilizando o Windows XP.
  • No Brasil, 10,88% dos usuários ainda usam o Windows XP e, entre eles, 8,47% ainda têm instalado o Service Pack 2, ou seja, não estão com seus sistemas atualizados.
  • Na Colômbia, 10,48% dos usuários ainda trabalham com o Windows XP.
  • No México, 7,79% de todos os usuários ainda usam a plataforma, dos quais 14,64% ainda trabalham com o Service Pack 2.
  • No Peru, 10,07% dos usuários ainda trabalham com o Windows XP.

Embora a taxa de penetração do Windows XP na região seja menor que a do nível mundial (20%), faltam menos de três semanas para que ela chegue a 0%, porque esses sistemas serão absolutamente obsoletos e vulneráveis a ataques de exploração de vulnerabilidades.

“Sem dúvida, os criminosos criarão exploits para comprometer as máquinas, aproveitando suas vulnerabilidades. Em outras palavras, os cibercriminosos poderão explorar sem obstáculos qualquer vulnerabilidade no Windows XP ou componentes que encontrarão depois do dia 8 de abril de 2014, e o sistema operacional não terá nenhum patch oficial para detê-los”, afirmou Dmitry Bestuzhev, diretor do grupo de pesquisa e análises para a Kaspersky Lab na América Latina.

Segundo a Microsoft, os usuários de XP se infectam três vezes mais que os usuários do Vista ou Windows 7 e dez vezes mais que os que utilizam Windows 8. Isso se deve aos mecanismos de proteção obsoletos do XP e à falta de atualização, já que os criminosos costumam utilizar as vulnerabilidades conhecidas, sem resolver as que encontram nos equipamentos de suas vítimas.

“Realmente o uso do Windows XP não só depende da migração em si, depende também do ciclo natural da renovação do hardware por parte dos usuários, tanto individuais como empresariais. A maior preocupação é com as PMEs, já que a migração para novas plataformas implicaria um forte investimento. Além disso, a segurança dos caixas eletrônicos é um problema em todos os países do mundo, já que a maioria ainda roda com os sistemas operacionais Windows XP”, comentou Bestuzhev.

Por outro lado, provedores de programas também deixaram de apoiar a plataforma em seus próprios produtos. Assim, os usuários não só terão um sistema operativo vulnerável, mas também aplicações externas vulneráveis, o que multiplica as possibilidades de infecção e aumenta o risco de que os cibercriminoos consigam informações confidenciais de suas vítimas. “Na realidade, é um efeito em cadeia que não se pode solucionar sem que os usuários migrem para uma versão mais nova do Microsoft Windows”, afirmou Bestuzhev.

A Kaspersky Lab dá as seguintes recomendações para usuários do Windows XP:

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