PS5LM roda modelos GGUF via llama.cpp dentro de um PS5 jailbroken
Projeto de código aberto coloca o llama.cpp para rodar na GPU do console e expõe o modelo carregado por uma API compatível com OpenAI e Anthropic, acessível a qualquer dispositivo da rede local.

PS5LM roda modelos GGUF via llama.cpp dentro de um PS5 jailbroken
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Nota da redação: a legenda da imagem abaixo cita '20,7 tokens por segundo' para o Qwen 3.8 27B. Essa precisão não consta no README do projeto, que fala apenas em 'about 20 tokens a second'. A tabela de desempenho no corpo deste artigo usa a cifra correta, '~20 tokens/s'; a casa decimal na legenda da imagem não tem fonte e deve ser desconsiderada pelo leitor.
O console virou servidor de inferência
O PS5LM é um projeto de código aberto que roda o llama.cpp direto na GPU de um PlayStation 5 com jailbreak, carrega um modelo em formato GGUF e serve esse modelo para qualquer notebook, celular ou ferramenta de linha de comando conectado à mesma rede. Não precisa de PC ligado, de nuvem nem de conta em serviço nenhum: o próprio console vira o servidor.
A interface roda na TV, com abas de Home, Models, Console, API e Settings navegáveis pelo controle. É possível trocar de modelo, baixar um novo direto do Hugging Face, acompanhar temperatura e uso de GPU/CPU, e ver cada requisição chegando em tempo real na tela, com o dispositivo que perguntou e a resposta sendo escrita.

Por baixo do capô: Vulkan, RDNA 2 e memória compartilhada
O projeto usa o backend Vulkan do llama.cpp sobre a GPU RDNA 2 do console, através do PS5_Vulkan, uma camada construída sobre os drivers RADV do Linux↳Linux34 conteúdosKali Linux em um Servidor VPS: como, quando e por que usar?DevSecOps · dez 2024Construindo um Windows Service ou Linux Daemon com Worker Service & .NET Core – Parte 2Dev (Back & Front) · jul 2020Criando uma WebApi utilizando .NET, Linux e VSCodeDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em DevSecOps → adaptados para rodar no PS5. Até 11,4 GB da memória compartilhada do aparelho ficam disponíveis para o modelo e seu contexto, e todas as arquiteturas e quantizações que o llama.cpp já suporta funcionam sem adaptação extra.
Um planejador interno lê cada arquivo GGUF antes de carregar e escolhe automaticamente o maior contexto e o melhor cache que cabem na memória livre naquele momento. Modelos com projetor de imagem, como Gemma 4, MiniCPM-V e d1, também funcionam, aceitando fotos tanto no chat quanto nas consultas de decisão.
Desempenho medido em um PS5 Slim
O repositório publica uma tabela de referência rodada em um PS5 Slim:
| Modelo | Tamanho | Desempenho |
|---|---|---|
| Qwen 3.5 0.8B (Q4_K_M) | 0,5 GB | 207 tokens/s |
| Qwen 3.5 9B (Q4_K_M) | 5,3 GB | 55 tokens/s |
| Qwen 3.8 27B (UD-Q2_K_XL) | 9,2 GB | ~20 tokens/s, contexto de 64k |
| d1 Omni 600M (decisão) | 1,1 GB | 3 perguntas em 0,3s; imagem 720p + 7 perguntas em 2,9s |
São números do próprio README do projeto, não medição independente, mas dão uma ideia concreta de que modelos de até ~10B parâmetros quantizados rodam em velocidade de conversação em tempo real num hardware que já está na sala de milhões de brasileiros.
Fala a língua que as ferramentas de dev já entendem
O servidor expõe /v1/chat/completions no formato da OpenAI e /v1/messages no formato da Anthropic, além de uma página de chat que abre em qualquer navegador. Isso significa apontar um client existente para http://<console>:8081 e usar o modelo carregado como se fosse qualquer outro provedor de API.
A documentação do projeto confirma que o Claude Code funciona apontando para esse endpoint, e o arquivo docs/CLI.md do repositório cobre o uso a partir de ferramentas como opencode e Codex. Na prática, dá para programar com assistência de IA↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI → sem mandar uma linha de código para fora da própria rede doméstica.
Modelos de decisão: resposta tipada sem gerar texto
Além de gerar texto, o PS5LM carrega os chamados "decision models" (d1, Clef, OpenJev, entre outros) e responde ao endpoint /v1/systemone, o mesmo formato que o projeto Ollaya usa para rodar esse tipo de modelo em PC. A ideia é fazer o modelo responder perguntas tipadas sobre um texto em uma única passagem, sem gerar nenhuma palavra:
curl http://<console>:8081/v1/systemone -H 'Content-Type: application/json' -d '{
"state": "I was charged twice this month. Refund me or I cancel.",
"questions": {
"intent": {"type": "choice", "instructions": "What does the customer want?",
"criteria": {"refund": null, "information": null, "cancel": null}},
"angry": {"type": "noul", "instructions": "Is the customer angry?"}
}
}'Para quem constrói chatbots de atendimento ou pipelines de classificação de intenção, isso é uma alternativa de baixa latência a mandar cada mensagem para um modelo generativo completo só para extrair uma categoria.
O preço de entrada: um PS5 fora do suporte oficial
Nada disso funciona em um PS5 de fábrica. O requisito é um console em firmware entre 7.00 e 13.60, já jailbroken, com os seguintes payloads carregados:
- kstuff-lite: os patches de kernel que permitem rodar homebrew, obrigatório;
- etaHEN: o suporte a homebrew em si;
- ShadowMountPlus: coloca o PS5LM na tela inicial a partir de
/data/homebrew; - elfldr (porta 9021): telemetria de temperatura, energia e espaço livre, via ps5-exporter, recomendado;
- ftpsrv (porta 2121): usado para instalar o app e copiar modelos de um PC.
A instalação é manual: copiar a pasta PPSA99575 para /data/homebrew via FTP, abrir o app, baixar um modelo pela aba Suggested ou colocar um .gguf em PS5LM/models (interno ou num pendrive) e carregar. O README é explícito: o projeto não tem qualquer vínculo com a Sony, e não distribui arquivos de SDK, chaves, firmware ou pesos de modelo de terceiros.
Fazer jailbreak em um PS5 significa rodar o console fora do suporte e das atualizações oficiais do fabricante, e o próprio intervalo de firmware aceito (7.00 a 13.60) já deixa de fora quem atualizou o aparelho para versões mais recentes. É um caminho técnico, não um recurso de produto, e quem for atrás precisa entender que está em terreno não suportado pela Sony antes de decidir.
Por que isso importa para quem desenvolve no Brasil
GPU dedicada boa o suficiente para rodar modelos de 9B a 27B parâmetros custa caro aqui, e nuvem com GPU cobra por hora de uso. O PS5LM aponta para um caminho diferente: hardware que boa parte dos devs brasileiros já tem debaixo da TV, com GPU RDNA 2 ociosa fora do horário de jogo, virando banco de testes para prototipar agentes, validar prompts ou rodar modelos de classificação sem depender de internet nem de cartão de crédito internacional.
O projeto também mostra a profundidade da cena de homebrew por trás disso: ele nasceu do PS5LM Plus, de abhi245y, e se apoia no PS5_Vulkan de Mihawk-99, nos patches de driver do PS5CEMU-HAR, na interface ps5-homebrew-ui de BlackBearReloaded e no SDK de John Törnblom, além do llama.cpp e do ggml fazendo o trabalho pesado de inferência. É licenciado em GPL-3.0, com o código em github.com/cobanov/PS5LM, e no fechamento desta matéria somava 424 estrelas e 24 forks no repositório.
Fica em aberto o quanto esse caminho escala: a memória compartilhada do console trava o tamanho prático dos modelos bem abaixo do que uma GPU dedicada recente aguenta, e cada atualização de firmware da Sony é uma ameaça real ao jailbreak que sustenta tudo isso. Para quem só quer testar um modelo local sem gastar com hardware novo, ainda assim, é a oportunidade mais barata que existe hoje.
Fonte: Hacker News
Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
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