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Pâncreas biônico conectado a smartphone pode facilitar a vida de diabéticos

Aparelho é formado por um sensor, uma bomba feita para ficar no bolso e três agulhas pequenas – tudo conectado sem fios a um smartphone.

Pâncreas biônico conectado a smartphone pode facilitar a vida de diabéticos
Imagem: Redação iMasters

A diabetes é uma doença de trabalhoso: normalmente, o paciente tem que sempre carregar insulina, seringas e uma máquina para checar o nível de glicemia. Entretanto, tudo isso pode estar com os dias contados, graças a um pâncreas biônico, cujos testes em adolescentes e adultos foram bem sucedidos.

Desenvolvido pela Universidade de Boston e pelo Hospital Geral de Massachussets, o aparelho é formado por um sensor, uma bomba feita para ficar no bolso e três agulhas pequenas – tudo conectado sem fios a um smartphone. Ele é biohormonal, ou seja, tem insulina e glucagon.

O primeiro hormônio é responsável pela entrada da glicose nas células, onde ela é transformada em energia, e o segundo, pela liberação de glicose pelo fígado, necessária para evitar hipoglicemia – queda no nível de açúcar no sangue, o que causa vários sintomas, desde um mal estar leve e tremores até convulsões.

Duas das três agulhas ficam responsáveis por injetar esses hormônios, enquanto a terceira é ligada a um sensor e serve para coletar dados sobre o nível de glicemia no sangue. Ele envia dados para o smartphone, que é quem tem os algoritmos para calcular os níveis normais para o indivíduo e disparar a injeção do hormônio mais adequado para a situação.

O experimento envolveu 52 pacientes, sendo 20 adultos e 32 adolescentes. Eles usaram a bomba por cinco dias, e os resultados foram animadores: os testes convencionais, que utilizam uma caneta para furar o dedo, realizados ao longo do período mostram que o controle foi mais efetivo que o dos métodos convencionais.

A equipe já trabalha num dispositivo totalmente implantável. Mas Ed Damiano, um dos autores do artigo com os resultados da pesquisa, já se mostra animado com o pâncreas artificial desenvolvido.

“O objetivo é sempre a cura. Como ela é difícil, uma tecnologia realmente automatizada, que poderia ser confiável o suficiente para manter os pacientes saudáveis e seguros do risco de hipoglicemia, iria retirar o enorme peso emocional e prático de tidos que sofrem com a diabetes tipo um, incluindo meu filho e muitos outros”.

Com informações de Gizmodo

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