Dev & EngNOTÍCIA

O .NET 11 RC1 chega com go-live e libera produção antes do GA

Release candidate traz licença de suporte para produção e torna C# 15 e F# 11 as versões de linguagem padrão, permitindo planejar o upgrade agora.

0
O .NET 11 RC1 chega com go-live e libera produção antes do GA
Imagem gerada por IA

A Microsoft liberou o .NET 11 Release Candidate 1, primeiro RC do ciclo do .NET.NET113 conteúdosNovidades do .NET 9 – o tipo genérico OrderedDictionaryDev (Back & Front) · dez 2024Novidades .NET 10: novas formas de uso do .NET CLIDev (Back & Front) · dez 2025Novidades do .NET 5: implementando um proxy reverso com YARP + ASP.NET 5Dev (Back & Front) · nov 2020Ver tudo em Dev (Back & Front) 11, e o detalhe que interessa a quem mantém sistema em produção está na licença: o RC1 vem com go-live support, ou seja, pode ser usado em aplicações reais em produção, com suporte da Microsoft, mesmo antes do lançamento final (GA).

Na prática, isso muda o calendário de quem constrói software com .NET no Brasil. Não é preciso esperar o GA para começar a colher os ganhos de C# 15 e F# 11: o upgrade pode ser planejado e validado agora, com a tranquilidade de ter suporte oficial. Segundo o anúncio, o RC1 já roda no novo Visual Studio 2026 Insiders e no Visual Studio Code com o C# Dev Kit.

C# 15 vira o padrão

O RC1 torna o C# 15 a versão de linguagem padrão para projetos que miram o .NET 11. Isso significa que, ao subir o SDK e ajustar o target, os recursos que estavam em preview passam a estar disponíveis sem flag extra. Entre os que estabilizaram, segundo as release notes do C#, estão:

  • collection expression arguments
  • union types (tipos de união)
  • membros estáticos de interface não virtuais
  • hierarquias de classe fechadas (closed class hierarchies)
  • labeled break e continue
  • extension indexers

Os union types não exigem mais o ajuste de linguagem em preview. O Roslyn passou a usar os nomes finais CSharp15, e uma nova API expõe os casos de uma união para analisadores. Já a Unsafe Evolution continua como recurso preview, com flag própria, e o RC1 passou a permitir await dentro de contexto unsafe.

Vale registrar a principal ressalva levantada pela comunidade: os union types não fazem round-trip via System.Text.Json, porque a saída serializada não carrega um discriminador de tipo. Quem for adotar o recurso em cenários de serialização precisa ter isso no radar. Jon Galloway, do time .NET da Microsoft, respondeu na discussão do Reddit esclarecendo que os posts de release listam mudanças desde o preview anterior, e não desde o .NET 10, o que ajuda a evitar confusão na leitura das notas.

F# 11 e a aposta em trimming e Native AOT

O F# 11 também vira a versão padrão. Aqui há uma mudança que interessa a quem publica binários enxutos: a interpolação de strings agora compila para String.Concat em vez de usar a engine baseada em reflection do printf. Conforme as release notes do F#, isso a torna compatível com trimming e Native AOT, cenários cada vez mais comuns em containers pequenos e funções serverless.

Outros pontos do F# 11:

  • record spreads e construção direta de delegates estabilizados
  • saída ToString sem reflection para records e unions
  • suporte às tags de documentação inheritdoc e include
  • nova função Async.RunSynchronouslyImmediate

Testes, containers e ASP.NET Core

No SDK, o dotnet test ganhou capacidade de rodar projetos de teste que miram Android, iOS, macOS e Mac Catalyst, com novos templates de projeto para cada plataforma. Também há novas opções de execução: definir timeout, parar a execução após um número de falhas e dar a cada aplicação de teste seu próprio diretório de resultados, o que ajuda em pipelines de CI paralelos.

Ainda no SDK, a publicação de containers passou a produzir o mesmo image digest entre builds quando SOURCE_DATE_EPOCH está definido, e pula o upload quando o manifesto da imagem já existe no registry de destino. Para quem busca builds reproduzíveis e economia de banda em pipelines, é um ganho concreto.

O ASP.NET Core finalizou as APIs de refresh de autenticação do SignalR para servidor e cliente .NET, e estendeu o mesmo suporte ao cliente TypeScript. Os circuits do Blazor Server agora captam uma identidade renovada sem precisar reconectar. Documentos OpenAPI passaram a marcar operações, tipos e propriedades obsoletos como deprecated, e a localização de validação saiu de API preview para convenções de nome de recurso.

O .NET MAUI estendeu o dotnet test para alvos mobile e desktop e adicionou badges em TabbedPage, cores explícitas de SwipeItem, splash screens com tema e, segundo as notas do MAUI, builds Android mais rápidos e menores.

O que a comunidade relatou

A reação na discussão foi majoritariamente prática. Vários desenvolvedores relataram que migrar uma base existente para o .NET 11 exigiu pouco mais do que instalar o SDK e editar alguns arquivos de projeto, e um comentarista disse que a licença go-live já foi suficiente para colocar containers em produção. Outro apontou as closed class hierarchies como o motivo para sair da trilha de suporte de longo prazo (LTS) e adotar o release atual.

O que isso muda pra você

Para times .NET no Brasil, o go-live do RC1 antecipa uma decisão que normalmente ficaria para depois do GA. Se você mantém serviços em containers, os ganhos de builds reproduzíveis e de trimming/Native AOT (via a mudança de interpolação no F#) justificam começar a validação agora. Um caminho razoável seria subir o SDK do .NET 11 em um branch, ajustar o TargetFramework, rodar a suíte de testes e avaliar os novos recursos de linguagem em código não crítico, deixando os union types de fora de fluxos que dependem de System.Text.Json até haver solução para o discriminador de tipo.

As notas completas estão no GitHub para SDK, C#, F#, ASP.NET Core e .NET MAUI. Fica em aberto o cronograma do GA e o refinamento dos pontos ainda marcados como preview ou experimental, como a Unsafe Evolution e o pacote de Device Bound Session Credentials, que a Microsoft indicou que seguirá em prerelease ao longo de todo o .NET 11.

Fonte: InfoQ

Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

Ver perfil

Comentários

0/1200

Ninguém comentou ainda. Começa a conversa?