O fim do cabeamento estruturado
Há poucos dias, li com grande interesse
um artigo em uma revista. Ele se referia às tendências
de mercado e como o CIO (Chief Information Officer/Diretor de
Tecnologia da Informação) é influenciado
por fatores como:
* Maior retorno do
investimento em tecnologia
* Redução de custos
* Aumento de Desempenho
* Segurança
O desafio de atender a todos esses fatores parece
ser realmente angustiante e a primeira reação seria
escolher tecnologias de ponta, que por um complicado mecanismo
de financiamento, permitissem resolver os problemas já
existentes:
É assustador o condicionamento ao qual muitas
vezes estamos sujeitos já que, sem refletir, freqüentemente
acreditamos que uma tecnologia ou tendência nova é
a solução para todas as nossas necessidades.O que
mais me surpreende é que sempre me perguntam sobre o fim
do cabeamento estruturado. A pergunta chega de todos os pontos
da América Latina, o que me assusta ainda mais, devido
às condições de mercado.
Isso me levou a querer expressar alguns pontos
de vista formados a partir de conversas com muitos profissionais
da área, aos quais não posso dar o devido crédito,
uma vez que não tenho uma referência clara para todas
as reflexões brilhantes que já ouvi.
Se o objetivo é ter melhor performance,
o mais adequado seria aumentá-lo no sistema que já
está em operação. Existem várias alternativas
para os sistemas de comunicação como:
v Administrar a largura
de banda existente
v Melhorar os sistemas
de energia
v Supervisionar o
nível de conhecimento dos usuários com relação
às aplicações e, como resultado, implementar
um programa de treinamento para evitar excessos na utilização
dos sistemas
v Aperfeiçoar
a administração de sistemas
v Melhorar os sistemas
de cabeamento estruturado, evitando slow time (lentidão),
down time (paralisação) e colapso do sistema
Quando queremos reduzir os custos e também
o nível de investimento, devemos pensar em investir em
convergência tecnológica, fundamentalmente em telefonia
IP. Entretanto, devemos sempre considerar o cabeamento estruturado,
adotando provavelmente a Cat.6, para estarmos preparados para
a próxima consolidação tecnológica.
Aumentar o desempenho, antes de mais nada, diz
respeito a administrar melhor nossos recursos, para termos desempenho
extra. Isso está relacionado à questão da
performance, e também com algumas outras iniciativas para
melhoria da rede:
* Trocar hubs por
switches
* Aumentar o nível de comutação
na área principal de sistemas
* Segmentar adequadamente a rede
* Examinar as prioridades na programação
A segurança, sem dúvida, é
o assunto desta década, mas ela assumirá importância
maior ainda quando a vida real depender fundamentalmente dos sistemas.
No médio prazo, as medidas incluiriam:
01. Utilização
de firewalls dedicados em vez de simplesmente softwares
02. Utilização
de cabeamento estruturado em vez de wireless. Com isso, economizaríamos
em sistemas de segurança e teríamos uma largura
de banda 35 vezes maior, o que permitiria direcionar o foco para
a supervisão do sistema e não para a mini administração
da largura de banda
03. Avaliação
da possibilidade de utilizar cabeamento estruturado ativo (eletrônico)
para evitar hackers internos e controlar o status de sua infra-estrutura
física em tempo real
04. Quando
a opção é utilizar tecnologia wireless, o
uso de marcas reconhecidas por sua qualidade resolve, em grande
parte, o problema da segurança
Observando os desafios dos CIOs citados no texto
e comparando-os com todos os pontos de vista que compartilhei
com vocês, continuo assustado com a freqüente pergunta
que me fazem sobre o fim do cabeamento estruturado, uma vez que
essa parece ser potencialmente uma área de oportunidade
para resolver cada um dos desafios citados pelo já referido
artigo, segundo pesquisa desenvolvida pelo Gartner Group.
Há alguns dias um grande amigo fez uma observação
sobre o mundo da impressão. Na metade dos anos 90, todos
estávamos certos que teríamos um escritório
paperless (sem papel). Entretanto, apesar da crise econômica,
nunca se utilizou tanto papel para impressão quanto nos
últimos cinco anos. Algo semelhante acontecerá com
o cabeamento. As tecnologias wireless, sem dúvida ganharão
espaço porque oferecem maior mobilidade. Mas, ao mesmo
tempo, o número de usuários fixos continuará
crescendo.
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Logitech começou a vender o G305 X Superlight no mercado brasileiro em 16 de setembro. O preço sugerido ficou em R$ 449,90.








Redação iMasters





