Novas leis de privacidade infantil na Internet entram em vigor
Elas alargam a noção de “informação pessoal” e proíbem o acesso à geolocalização, fotografias e conteúdos de áudio e vídeo das crianças.
Ontem, os Estados Unidos começaram a reforçar a proteção de dados para as crianças, cada vez mais expostas na Internet, principalmente em dispositivos móveis. Impostas pela comissão federal do comércio (FTC) dos EUA, as novas regras alargam a noção de “informação pessoal” e proíbem o acesso à geolocalização, às fotografias e aos conteúdos de áudio e vídeo das crianças. “Os serviços online deixam de poder monitorar secretamente o que uma criança faz na Internet e orientá-la com publicidade”, de acordo com seu perfil, explica Jeffrey Chester, do Centro para a Democracia Digital, que há quatro anos defende a mudança das regras.
Embora as normas serem aplicáveis em primeira instância, apenas nos Estados Unidos a grande maioria dos serviços utilizados em todo mundo (inclusive aqui no Brasil), como o Google e o Facebook, fica hospedada em servidores dentro dos EUA, ou seja, a decisão acabará afetando grande parte da Internet mundial.
19 grupos de defesa dos consumidores vêm defendendo novas medidas que consideram necessárias para proteger as crianças e ajudar os pais a ensiná-las a usar smartphones e tablets, mas estudos apontam que essas regras estão muito focadas na proteção de danos e menos na funcionalidade. Isso significa que os sites podem “ignorar as regras e a idade dos usuários ou, se forem dirigidos a crianças, vão reduzir as suas funcionalidades”.
Para outros especialistas, as regras terão pouco impacto porque as crianças sabem usar melhor a Internet do que os seus pais. Portanto, vão arranjar meios de contornar os controles impostos. Segundo Stanley Holditch, especialista em segurança online da McAfee, em um estudo recente, 85% das crianças norte-americanas, entre os dez e os 12 anos, usam o Facebook, que está previsto para jovens a partir dos 13 anos. Na mesma faixa etária, 1/5 confessou ter excluído o seu histórico de busca ou navegou na Internet em modo privado para evitar ser detectado, e 10% utilizaram de configurações de segurança para esconder algum conteúdo dos pais.
Com informações de Seja Livre
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Redação iMasters





