Nova forma de gravar dados em discos rígidos é descoberta
Pesquisadores do Instituto Catalão de Nanotecnologia e da
Universidade Autônoma de Barcelona descobriram uma nova forma de gravar os bits
magnéticos em um disco rígido. Segundo eles, a técnica é rápida e consome pouca
energia, o que a torna adequada para adoção imediata. A novidade pode dar vida longa aos discos rígidos, que vêm
ficando cada vez mais acuados pelas memórias de estado sólido.
Atualmente, a “escrita magnética” emprega campos
magnéticos produzidos por bobinas, uma técnica que tem suas limitações em
termos de escalabilidade e eficiência energética. A nova técnica elimina a
necessidade dos campos magnéticos: a gravação é feita com a aplicação de uma corrente elétrica paralelamente ao plano do
bit magnético.
Para obter esse efeito, os pesquisadores construíram
interfaces assimétricas na parte superior e na parte inferior da camada
magnética, o que induz um campo elétrico ao longo de todo o material. O sanduíche de materiais é formado por um filme de cobalto,
com menos de um nanômetro de espessura, colado entre uma camada de platina e
outra de óxido de alumínio.
Por causa dos efeitos relativísticos, os elétrons que
atravessam a camada de cobalto efetivamente “sentem” o campo elétrico
do material como se ele fosse um campo magnético – de tal forma que o campo
elétrico muda o eixo da sua magnetização.
Dependendo da intensidade da corrente e da direção da
magnetização, é possível induzir um campo magnético efetivo, intrínseco ao
material, que é forte o suficiente para reverter a magnetização.
De acordo com a equipe que demonstrou a técnica, ela funciona
de forma confiável à temperatura ambiente, utilizando pulsos de corrente com
duração menor do que 10 nanossegundos, em bits magnéticos de 200 nanômetros
quadrados.
Apesar de ainda não haver uma teoria que explique esse
efeito, pelo qual um campo elétrico se “disfarça” de campo magnético,
os cientistas afirmam que ele poderá ser usado em discos rígidos e em memórias RAM magnéticas, as MRAM, que retêm os dados na
ausência de energia. Elas permitem o boot instantâneo e memórias gastariam
muito menos energia, já que não é necessário ficar atualizando seu conteúdo
constantemente, como acontece com as memórias RAM atuais.
Com informações de Inovação Tecnológica
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Redação iMasters





