NOTÍCIA

Mouse como impressão digital

A segurança na internet ganha um novo e
inusitado aliado. Uma equipe do departamento de Ciência
da Computação da Universidade de Londres descobriu
que o uso do mouse pelos micreiros é único, como
o código genético ou a impressão digital.
E desenvolveram um software que guarda e identifica quem está
ao computador pelo manuseio do periférico.

– É improvável que você possa
encontrar os sistemas de biometria atuais num cibercafé,
escola ou biblioteca. Reconhecimento da íris, impressão
digital ou da voz são feitos com equipamentos e programas
muito caros. O nosso precisa apenas de um computador, mouse e
navegador com javaJava42 conteúdosNovidades do Java 26 (para desenvolvedores)Dev (Back & Front) · mar 2026Visual Studio Code para Java: o guia completo (dicas, configuração e extensões)Dev (Back & Front) · out 2025Quarkus: Modernizando a linguagem Java para a era da nuvemDev (Back & Front) · nov 2020Ver tudo em Dev (Back & Front) – diz Peter McOwan, que com Ross Everitt desenvolveu
o sistema.

O primeiro elemento, no entanto, a ser levado em
conta para autenticar um usuário é o seu estilo
de digitação. O micreiro começa por digitar
um nome e senha pré-escolhidos, e o software registra o
tempo em que cada tecla permanece apertada e o espaço de
tempo para a digitação de uma nova letra, número
ou símbolo.

Depois, o programa pede que o usuário escreva
40 vezes seu nome na tela com o mouse. O programa extrai apenas
os detalhes mais importantes e que se repetem. Em seguida, o próprio
software ‘falsifica’ o nome, aprendendo possíveis variações.
O sistema funciona com algoritmos de processamento de padrão,
combinados com uma rede neuralDeep learning9 conteúdosRedes neurais roots – Parte 01Dev (Back & Front) · abr 2019Redes neurais roots – Parte 02: treinamentoDev (Back & Front) · mai 2019Redes neurais roots – Parte 03: show me the codeDev (Back & Front) · mai 2019Ver tudo em AI artificial, que simula na máquina
o processo de aprendizagem humano.

Além dos requisitos mínimos de hardware
e software, a descoberta tem a vantagem de não guardar
dados que possam comprometer sua segurança. A imagem completa
da assinatura, por exemplo, nunca é armazenada – apenas
seus detalhes ficam no sistema.

O software foi desenvolvido para funcionar sob
java, presente em todos os navegadores mais recentes, independentemente
do sistema operacional usado. A rede neural também leva
em consideração as possíveis diferenças
de hardware entre os computadores, calculando o ‘ruído’
produzido por causa de um pequeno travamento durante a entrada
dos dados, por exemplo.

Nos testes, a equipe da Universidade de Londres
usou 41 pessoas, com idades entre 20 e 30 anos que acessaram o
sistema pela internet de locais não controlados. Para provar
a segurança do sistema, as senhas dos usuários eram
conhecidas por todos.

– Apenas 4,4% conseguiram fraudar o mecanismo de
autenticação, e 99% dos usuários foram autenticados
sem problemas – comemora McOwan.

O cientista acredita que o sistema possa ser usado
como mais uma camada de segurança em transações
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– Estamos patenteando a descoberta e procurando
uma empresa que possa ser nossa parceira. Acredito que em até
dois anos o sistema estará disponível para uso comercial
– diz o cientista.

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