NOTÍCIA

Mídia online ultrapassa revista e é terceira no share publicitário brasileiro

Pela primeira vez no Brasil, os buscadores integram a pesquisa do
faturamento publicitário digital. O Internet Advertising Bureau (IAB)
divulgou ontem, 26, que somente os buscadores Google, Yahoo,
Bing (Microsoft), Buscapé e Ask.com (que representam 95% do mercado
total de serviços de busca) foram responsáveis por 50% do mercado
publicitário dos meios digitais. Com a adição dos buscadores, o share
passa a ser de 10%, o que eleva o meio online a terceiro no ranking dos
meios geradores de receita publicitária, atrás apenas dos jornais e da
TV aberta.

Assim, o bolo publicitário digital total é estimado
em R$ 3,040 bilhões, sendo que 50% são gerados por displays e 50% pelos
buscadores. Se esse número não tivesse sido incluído, a previsão para
este ano é que as mídias digitais gerassem R$ 1,520 bilhão, com share de
5,3% sobre o faturamento total.

Segundo o Projeto Inter-Meios,
o faturamento publicitário do ano passado foi de R$ 26,216 bilhões.
Desse total, a internet foi responsável por 4,64% do share. Conforme o
vice-presidente para veículos do IAB, Marcos Swarowsky, a estimativa da
Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP) é que o
faturamento publicitário chegue a R$ 28,8 bilhões este ano, com expansão
de 10% sobre o ano passado. Com esse volume e mais o R$ 1,5 bilhão da
publicidade digital gerada apenas pelos buscadores, o faturamento total
do Brasil deve chegar a R$ 30,3 bilhões até o final deste ano.

A
metodologia usada pelo IAB para chegar ao R$ 1,5 bilhão gerado pelos
buscadores, segundo explica o presidente do IAB, Fábio Coelho, é a mesma
já adotada pela entidade nos demais países em que atua. Em geral, nos
países pesquisados pela entidade, da publicidade online total, com
pequenas variações, 50% são gerados por displays e 50% por serviços de
busca.

No Brasil, a conta total da publicidade, portanto, une
essa metodologia ao número obtido pelo Projeto Inter-Meios para
totalizar o bolo publicitário do País. Coelho diz que, com esses dados,
fica mais fácil para as agências e anunciantes trabalharem com as verbas
publicitárias. “É um novo parâmetro. A mídia digital fica, dessa forma,
acima do meio revistas e atrás apenas dos jornais e da TV aberta. E
passa a representar cerca de 10% do total. É uma oportunidade para o
mercado trabalhar com o dado certo e trata-se de um trabalho conjunto
elaborado pelas agências e veículos”, afirma Coelho.

Novos tempos

A inclusão dos buscadores na mídia digital era uma demanda e uma
questão de tempo, já que o IAB adota a prática há algum tempo em outros
países em que atua. Em fevereiro deste ano, o presidente do IAB, Fábio
Coelho, eleito no final do ano passado para o biênio 2010/2011, teve sua
presidência contestada ao assumir como diretor geral do Google Brasil. O
argumento estava baseado no fato de que, o Google, como associado da
IAB, não reportava seus números ao Projeto Inter-Meios
como o fazem todos os portais filiados à IAB, segundo a police
internacional da matriz. E isso era uma demanda antiga do Projeto
Inter-Meios.

A IAB se decidiu pela permanência de Coelho que,
quando eleito, garantiu que uma de suas prioridades era criar as bases
de entendimento da real relevância do meio digital. No discurso,
prometia “gerar um modelo onde as agências possam trazer ainda mais
anunciantes”.

Com informações de Meio e Mensagem

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