GRSA reestrutura TI com R$ 20 milhões
Reengenharia de processos levou a cabo plano diretor que reorganizou toda a infra-estrutura da companhia
Foram 4 anos e R$ 20 milhões dedicados à integração e estabilização da tecnologia da informação para atingir um nível de 80% de satisfação do usuário. Resumida em duas linhas, a trajetória de Albino Faustino Júnior à frente da TI na GRSA parece simples, mas sua conclusão aponta justamente o contrário: “Passamos pelo purgatório para chegar ao céu.” O desafio fica claro quando o executivo detalha os diversos projetos que empreendeu na companhia.
Júnior conta que a GRSA, um grupo de soluções de alimentações, cresceu na década de 90 por meio de aquisições. “Esse fato trouxe coisas boas, como especialidades, mas problemas: tínhamos uma colcha de retalhos de sistemas; para se ter uma idéia, no front-office havia quatro programas diferentes”, relata. A companhia passou por um processo de reengenharia de processos, em que praticamente “jogou tudo no lixo”. A TI foi guiada por um plano diretor, que está em sua terceira edição, o biênio 2006-2007.
Júnior começou com a implementação de dois sistemas de gestão. “Para o back-office adotamos o ERP da Oracle↳Oracle22 conteúdosOracle lança Java 26 para aumentar produtividade de desenvolvedoresDev (Back & Front) · mar 2026Oracle oferece o primeiro cluster de computação em nuvem em escala ZettaDevSecOps · jan 2025Oracle abre inscrições para o ONE, programa gratuito de formação em tecnologia e inteligência artificialData · dez 2024Ver tudo em Data →. Como trabalhamos com um front muito pulverizado, em restaurantes, lanchonetes, hospitais e escolas, escolhemos a solução da Tecknisa, especializada no segmento”, explica. Ambos os sistemas rodam na base de dados, também da Oracle, o que proporcionou a integração das informações e o desenvolvimento de um business intelligence, com ferramenta também fornecida pela Oracle.
O diretor de tecnologia da GRSA compara o tamanho de sua estrutura à de um banco de médio porte. Assim, dos R$ 20 milhões destinados à TI nos últimos quatro anos, cálculo que inclui desde infra-estrutura, equipamentos, rede, servidores, licenças e contratos, o projeto para implementação dos ERPs consumiu R$ 7 milhões. “Tivemos o retorno desse investimento em um ano e oito meses, só com as mudanças na área administrativa e de processos”, afirma Júnior. Outro resultado importante na visão do executivo foi o poder de barganha conquistado com a unificação do processo de compras, gerada por uma base central, que trouxe redução de custos.
A economia com despesas de telefonia também deve ser alta no projeto de telefonia VoIP que Júnior terminou de implementar em janeiro, em parceria com a Siemens. “Interligamos voz e dados de todos os nossos escritórios regionais, e temos uma projeção de redução de custos com telefonia da ordem de R$ 100 mil por ano”.
O panorama da TI na GRSA inclui hospedagem em data center da Comsat em Hortolândia, SP, utilização de links dedicados entre os escritórios regionais e uma rede de conexão com 350 unidades em pontos remotos através de satélite, resultado de negociações com a Embratel e StarOne. A companhia utiliza estações de trabalho e notebooks da HP e suporte técnico terceirizado com a Stefanini, que destina 50 profissionais aos 1,5 mil pontos de presença da GRSA. O projeto de segurança foi desenvolvido em parceria com a Protheus, e a companhia utiliza um sistema de monitoramento de performance da Compuware.
Um sistema de grid computing, utilizando um cluster com servidores IBM x366 dual core, storage da Netapp com 4TB e Oracle 10G como banco de dados comum aos ERPs, proporcionou um ganho de performance ao acesso ao banco de dados de 140% em relação ao ambiente anterior. Além disso, a GRSA possui em andamento um projeto de ITIL, melhores práticas em gestão de TI, automatizado com ferramentas Mercury, e planeja culminar a integração dos sistemas com a implementação do Oracle Collaboration Suite, para permitir acesso único pela Web do usuário à base de informações.
Faustino Jr. atribui o crescimento da GRSA nos últimos anos à revisão de processos, que gerou a reestruturação da TI. Com a casa em ordem, a companhia dedica-se à inovação em produtos que baseiam-se justamente na tecnologia. O executivo destaca o cartão pré-pago de alimentação, para utilização corporativa, que permite ao funcionário recarregá-lo de acordo com suas necessidades, e o SchoolCook, para cantinas escolares, com opção para acompanhamento dos pais sobre a movimentação dos filhos.
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Redação iMasters





