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Google lança na Europa serviço que apaga dados pessoais das buscas

Ferramenta foi criada depois que o Tribunal Europeu de Justiça, sediado na Bélgica, decidiu que as pessoas têm o "direito de serem esquecidas" na Internet.

Google lança na Europa serviço que apaga dados pessoais das buscas
Imagem: Redação iMasters

O Google lançou hoje na Europa um serviço para permitir que usuários solicitem que seus dados pessoais sejam removidos dos resultados de buscas online.

A ferramenta foi criada depois que o Tribunal Europeu de Justiça, sediado em Bruxelas, na Bélgica, decidiu este mês que as pessoas têm o “direito de serem esquecidas” na Internet.

Assim, segundo a decisão, links para dados “irrelevantes” e ultrapassados devem ser apagados a pedido dos interessados.

O Google disse que vai avaliar cada pedido e equilibrar “os direitos à privacidade do indivíduo com o direito do público de conhecer e distribuir informações”. “Ao avaliar o seu pedido, iremos analisar se os resultados incluem informações desatualizadas sobre você, bem como se há um interesse público na informação”, afirma a empresa no formulário que os requisitantes devem preencher.

Serão analisadas informações sobre “fraudes financeiras, negligência profissional, condenações penais ou conduta pública dos funcionários do governo” ao decidir sobre o pedido. Os indivíduos terão que anexar uma identidade válida com foto.

A empresa justifica isso com o fato de receber muitos pedidos fraudulentos de remoção, com pessoas se passando por outras, tentando prejudicar concorrentes, ou indevidamente buscando suprimir informação legal. “Para evitar esse tipo de abuso, é preciso verificar a identidade”.

No início deste mês, a BBC apurou que parte de pedidos feitos àquela época ao Google de pessoas do Reino Unido envolvia criminosos condenados e que cumpriram pena. O caso original foi levado ao tribunal por um homem espanhol. Ele reclamou que os resultados de buscas do Google que mostravam um aviso de leilão de sua casa por falta de pagamento – uma dívida que depois foi quitada por ele – infringiam seu direito à privacidade.

Com informações de Inovação Tecnológica

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