Empresas de TI sabem que precisam ser ágeis, mas desconhecem como fazer isso
Conclusão é de estudo da Oracle, feito com empresas de todo o mundo.

De acordo com uma nova pesquisa encomendada pela Oracle↳Oracle22 conteúdosOracle lança Java 26 para aumentar produtividade de desenvolvedoresDev (Back & Front) · mar 2026Oracle oferece o primeiro cluster de computação em nuvem em escala ZettaDevSecOps · jan 2025Oracle abre inscrições para o ONE, programa gratuito de formação em tecnologia e inteligência artificialData · dez 2024Ver tudo em Data →, por mais que a maioria dos executivos e responsáveis por tecnologia da informação saiba que a agilidade é um fator essencial para os negócios, muitos deles não sabem exatamente como atuar de forma mais veloz. Mais especificamente, os entrevistados pelo estudo desconhecem de que maneira tecnologias como a nuvem, por exemplo, podem trazer vantagens competitivas, apenas sabem que isso é possível.
O Brasil ficou em segundo lugar em um ranking de “noção de agilidade”, com 72% dos participantes do estudo afirmando acreditar que suas empresas são capazes de tomar decisões rápidas ou de se ajustar a novas oportunidades. O País ficou atrás apenas da China, com 80%, enquanto o total global nesse quesito foi de 64%.
Mais do que isso, 89% dos entrevistados nacionais acreditam que a agilidade no desenvolvimento e lançamento das soluções pode ser crítica para o negócio, um total refletido em todo o mundo, com 81% de concordância. Ao mesmo tempo, essa característica foi vista por 27% dos entrevistados globais como uma das grandes ameaças para seus negócios, já que a concorrência saindo na frente pode ser uma desvantagem igualmente importante.
E é justamente aqui que começa o grande nó encontrado pelo estudo da Oracle. No Brasil, 47% das empresas afirmaram não ter uma estrutura de TI capaz de lidar com os desafios dessa competitividade exacerbada (esse total é de 52% no mundo), enquanto apenas metade das empresas consegue desenvolver aplicativos e soluções móveis em menos de seis meses. O total, aqui, cai para 30% quando se fala em um período de apenas 30 dias, mostrando um grande desafio no que tange à agilidade.
Mais do que isso, existe um desconhecimento geral sobre os benefícios que uma arquitetura de cloud computing↳Cloud30 conteúdosGerenciamento de infraestrutura multicloud com Kubernetes proporciona otimização e economiaDevSecOps · set 2021Vivo assina contrato para aquisição da IPNET e cresce em cloud computingDevSecOps · ago 20245 tendências da computação em nuvem para as empresasDevSecOps · abr 2022Ver tudo em DevSecOps → ou de plataforma como serviço, por exemplo, podem realizar sobre os negócios. Muitos dos entrevistados disseram nem mesmo conhecer exatamente como tudo funciona – 49% dos participantes globais do estudo afirmaram não saber se seus sistemas internos e fluxo de trabalho pode ser transferido para a nuvem, seja ela interna, pública ou híbrida.
Aqui, porém, o Brasil parece novamente estar em vantagem. 44% dos entrevistados pela Oracle disseram entender exatamente como funcionam os sistemas de plataforma como serviço, enquanto 31% disseram que a redução no tempo de desenvolvimento proporcionado por uma arquitetura desse tipo é o ponto crucial para uma mudança dessas. Entretanto, o grande benefício acaba sendo a economia de custos com infraestrutura, um fator citado por 47% dos entrevistados.
Para a Oracle, a pesquisa também deve ser responsável por uma mudança na estratégia de negócios. A empresa afirma que, tão importante quanto desenvolver ferramentas que auxiliem as empresas a manter sua competitividade, é garantir que os potenciais clientes saibam de que forma esse tipo de estrutura pode ajudá-los. Demonstrações e apresentações devem ser a chave para que esse tipo de funcionalidade seja reconhecida de forma mais clara e direta.
Para a empresa, tudo depende de que maneira os investimentos são feitos, algo que esse desconhecimento geral também pode prejudicar. Para Robert Shimp, vice-presidente de tecnologia para negócios da Oracle, a ideia é mostrar que um gasto bem feito e nas áreas corretas pode ser a diferença para obter a agilidade que é tão necessária para os negócios.
O estudo foi realizado com a participação de 2,2 mil funcionários de grandes empresas ao redor do mundo. Além de Brasil e China, os entrevistados são do Reino Unido, Estados Unidos, Coreia do Sul, França, Alemanha, Austrália, entre outros.
Com informações de Canaltech







