Empresas brasileiras investigaram cerca de 37 incidentes de segurança em 2014
Do total, 49% foram realizadas devido a ataques de malwares genéricos (worms e vírus) e 29% das ameaças foram associados a ataques direcionados.

2014 foi intenso em termos de ameaças cibernéticas. Um levantamento da Intel Security aponta que as empresas identificaram, em média, 78 incidentes de segurança ao longo do ano. 28% desses casos envolveram ataques direcionados, estima o levantamento que entrevistou 700 profissionais em organizações de médio e grande porte em diversos países.
No Brasil, os registros ficaram abaixo da média global. Segundo os entrevistados as companhias brasileiras registraram uma média de 37 investigações de segurança no ano passado. Do total, 49% foram realizadas devido a ataques de malwares genéricos (worms e vírus) e 29% das ameaças foram associados a ataques direcionados.
O relatório aponta ainda que 84% das empresas brasileiras dizem ter alguma ou muita dificuldade com a detecção e a resposta a incidentes devido à falta de integração e comunicação entre as suas tecnologias de segurança.
Os profissionais brasileiros acreditam que os ataques são bem sucedidos devido principalmente a falta de conhecimento do usuário sobre os riscos de segurança cibernética↳Segurança171 conteúdosCibersegurança no Brasil: 6 passos para sair da estagnaçãoDevSecOps · jul 2025O papel do CISO para transformar a cibersegurança em uma alavanca de reputação para as empresasDevSecOps · mar 2024Itaipu Parquetec e Exército Brasileiro realizam exercício de cibersegurança em BrasíliaDev (Back & Front) · set 2025Ver tudo em DevSecOps → (46%); pelas sofisticadas táticas de engenharia social (32%); pelo uso de serviços pessoais via web (30%) e pelas políticas de uso de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho (30%).
Em caso de ataque, as empresas brasileiras demoram, em média, 26 horas para identificar um vetor de ataque e fornecer algum nível de garantia de que ele não volte a ocorrer; 17 horas para a recuperação dos serviços; e 14 horas para estabelecer a causa raiz do ataque e realizar ações a fim de minimizar danos para a rede.
Sobre os inibidores para a segurança em tempo real nas organizações, 43% disseram que precisam de melhor compreensão sobre comportamento do usuário; 40% precisam de integração mais estreita entre a inteligência de segurança de TI e as ferramentas operacionais; e 39% disseram que precisam de melhor compreensão do comportamento da rede.
O estudo revela, também, que apenas 25% dos entrevistados acham que os processos de análise de defesa aplicados nas empresas em que trabalham são muito efetivos.
RecomendaçõesO relatório aponta algumas lições aprendidas e melhores práticas. Os dados sugerem que os times de segurança privilegiem os quatro pontos a seguir:
- Crie uma arquitetura de tecnologia integrada: Os profissionais de segurança da informação devem substituir as ferramentas de ponto individual por uma arquitetura de segurança integrada. Esta estratégia funciona para aprimorar o compartilhamento das informações de ataque e a visibilidade entre empresas em comportamento de usuário, de endpoint e de rede, sem mencionar respostas mais efetivas e coordenadas.
- Ancore sua estratégia de cibersegurança à análise sólida, movendo de volume para valor: As estratégias devem ser baseadas em análises de segurança sólidas. Isso significa coletar, processar e analisar quantidades maciças de dados internos (logs, fluxos, pacotes, perícia de endpoint, análise estática/ dinâmica de malware, inteligência organizacional (comportamento do usuário, comportamento empresarial) e externos (inteligência da ameaça, notificações de vulnerabilidade, etc.).
- Automatize a detecção e a resposta a incidentes sempre que possível: Os profissionais de segurança da informação devem se empenhar para obter mais automação, como análise de malware avançada, algoritmos de inteligência, aprendizagem de máquinas e o consumo de inteligência de ameaças para comparar o comportamento interno com os incidentes de comprometimento (IoCs), além de táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) usados pelos adversários cibernéticos.
- Comprometa-se ao aprendizado contínuo: Os profissionais da segurança da informação devem exigir a formação em cibernética permanente para suas equipes de segurança, incluindo uma série anual de cursos que fornecem aos profissionais individuais aprofundamento no conhecimento de ameaças e melhores práticas para resposta a incidentes mais eficientes e eficazes.
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Com informações de Computer World
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Redação iMasters





