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Desenvolvedores de software miram mercado SAAS, diz estudo

O estudo revela que a opção por SaaS é irreversível. Os resultados refletem a realidade também do Brasil.

A SafeNet divulga para o mercado brasileiro os resultados adicionais de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com a Software & Information Industry Association (SIIA), onde foram  entrevistados 600 desenvolvedores de software credenciados à entidade e 200 usuários finais de soluções do fabricante líder em soluções de Segurança e Monetizacão. O estudo revela as tendências atuais, as taxas de adoção, e a força  motora comum para a entrega de software baseado em nuvem.

Das principais conclusões, o estudo revela que  a opção por SaaS é irreversível. Embora 1/3 dos fabricantes de software ainda não tenham adotado o modelo, 75% dos entrevistados têm planos para oferecer, pelo menos, alguns dos seus itens de portfólio de produtos como um serviço até o final de 2013. Hoje, 65% dos editores de software oferecem a totalidade ou uma parte de suas carteiras como um serviço na nuvem.

Para Anselmo Cimatti, country manager da SafeNet no Brasil, na maioria das vezes a entrega de software baseado em nuvem é atraente para os editores de software e usuários finais pela necessidade que têm de mais transparência, de modelos de negócio mais flexíveis e de mais simplicidade operacional. “Embora os provedores de serviços em nuvem estejam enfrentando muitos dos desafios encarados pelos fornecedores de software tradicionais há várias décadas, as vantagens oferecidas pelo serviço de entrega em nuvem compensam bastante as dificuldades de implementação iniciais”, observa.

De acordo com o executivo, “os resultados do estudo da SafeNet nos EUA refletem a realidade também do Brasil. Aqui, a adoção pelas empresas ao modelo cresce dia a dia. Uma outra recente pesquisa realizada pelo Gartner no mercado nacional evidenciou que nos últimos três anos cerca de 71% das empresas brasileiras passaram a utilizar o SaaS”, observou Cimatti.

Força comum – Pelo estudo, mais da metade dos editores de software esperam que seus custos operacionais diminuam. Este é o grande elo comum que leva os editores de software à oferta de serviços baseados em nuvem, especialmente dos custos associados com a entrega do produto, ativação e suporte, citado por 62 % dos entrevistados. Motivos adicionais incluem melhorar a experiência do cliente ou “reduzir dores de cabeça para o usuário final” , apontado por 46% dos questionados. Mas os editores de software não estão sozinhos em seu desejo de atingir mais flexibilidade e a transparência prometidas pela entrega de software baseado em nuvem. Neste quesito, do ponto de vista dos usuários finais corporativos, 35% deles citam o licenciamento inflexível como a dor de cabeça número um no consumo de software.

Outros motivos estão na capacidade de acesso a novos mercados e nichos (48%), melhor acompanhamento de uso (33%), e time to market mais rápido (32%).

Dos desenvolvedores, 61% que já adotaram uma abordagem de entrega de software baseado em nuvem confirmam a validade dessas expectativas, relatando um impacto financeiro positivo, devido à redução dos custos operacionais e o aumento de receita.  Apenas 6% dos entrevistados relataram um impacto financeiro negativo ou ameaça à segurança ao migrar para a entrega de software baseado em nuvem.

A análise também mostra que 14% dos usuários finais corporativos considera os serviços baseados em nuvem como sua principal preferência como modelo de licenciamento de software, e 16% avalia o uso do SaaS como modelo de preços preferido.

Obstáculos à adoção – Para 25% dos produtores entrevistados a maior barreira à entrada neste mercado são os custos e complexidade de migração do modelo onsite para a Nuvem. Mais de metade (55%) dos desenvolvedores de software afirma que as suas organizações ainda não estão prontas para a Nuvem. Em média, os entrevistados disseram que levariam 16 meses para mudar a totalidade ou uma parte do seu portfólio de produtos como SaaS, no entanto, 26% dos entrevistados acreditam que eles nunca poderiam mover as suas ofertas para a nuvem.

A questão “preocupações de segurança sobre os dados na nuvem” foi citada por 36 % dos entrevistados.

Monetização do SaaS – Cimatti observa que apesar de o futuro da distribuição de software estar claro, o caminho para a monetização de software na nuvem ainda é nebuloso para os provedores. “Embora a entrega de SaaS abra muitas portas para os fornecedores, também apresenta diversos desafios, como controle de acesso, operações, coleta de dados e de agilidade dos negócios”, garante ele, observando que não é fácil encontrar a segmentação de catálogo, agregação de recursos e modelos de precificação corretos. “Isso requer tempo, testes e, o mais importante, flexibilidade de catálogo de serviços. Da mesma forma que ocorre com o consumo de softwares tradicionais, assegurar a conformidade do usuário com os termos de um acordo de serviço é fundamental para a rentabilidade”.

O country manager da SafeNet diz que, antes do SaaS, a coleta de dados era um recurso adicional na maioria dos sistemas de licenciamento de software e de gerenciamento de direitos, utilizada para prever tendências e tomar decisões de negócios bem fundamentadas. “Na nuvem, os dados de utilização não são utilizados apenas para inteligência de negócios, mas são vitais para apoiar processos essenciais para os negócios, como faturamento. Portanto, é essencial que os prestadores de serviços em nuvem sejam capazes de controlar, organizar e prover com facilidade informações sobre utilização do service”, conclui.

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