NOTÍCIA

Copy-paste: na web, “plágio” (ainda) é muito relativo

Eu venho acompanhando a eterna discussão
sobre plágio de conteúdo (dentro e fora da web).
Que o cybermundo não nos ouça, mas, exceto o material
publicado e registrado na Biblioteca
Nacional
(no nosso caso), tudo aquilo que se lança
na rede é passível de ser compartilhado (leia-se
"copiado e colado"). Para estar dizendo isto, consultei
especialistas numa ocasião em que desejei postar conteúdo
privilegiado na internet.

A fim de evitar algumas indisposições
eu arquivo conteúdo sob duas versões: uma original,
devidamente registrada; e outra, compacta (sem os dados enriquecedores
– e que fazem a diferença – que costumamos chamar de o
"pulo-do-gato"), por que estou plenamente consciente
de que aquele conteúdo será duplicado, triplicado,
replicado aos montes!

Uma boa tentativa de proteger os direitos autorais
do seu conteúdo é publicar as obras em html↳HTML45 conteúdosA importância do HTML e CSS para quem trabalha com UI Design e Design SystemProduto & UX · dez 2024Como hostear seu site HTML gratuitamente com GitHub PagesDev (Back & Front) · jun 2025SQL Server – Como criar um versionamento de código das suas Stored Procedures em HTML e com comentários da alteraçãoData · nov 2020Ver tudo em Dev (Back & Front) →, com
dados do autor (ou autores) inseridos no código-fonte,
insira também seu(s) nome(s), ou outros dados que tenham
grande significância apenas para os envolvidos do tipo classificações
numéricas, nomenclaturas nas metatags* – isto vai ajudar
(e muito) na rotina que você deverá criar de realizar
buscas periódicas. Uma vez por semana eu entro com estas
(*)palavras-chaves no Google e faço uma "varredura"
para ver se o que eu disponibilizei na rede foi publicado e duplicado
com e (principalmente) sem a minha autorização.

Outra: coloque o número fornecido pelo Escritório
de Direitos Autorais (EDA) em algum lugar visível e uma
frase de efeito moral do tipo: "Sugerimos que solicite
autorização ao(s) autor(s) desta obra antes de sua
duplicação, de acordo com a Lei de Direitos…"
Vale dizer que para registrar uma obra no EDA vai custar R$17
(pessoa física) e R$34 (pessoa jurídica). No site
da Biblioteca
Nacional
você vai encontrar um passo-a-passo e endereços
dos escritórios por todo o Brasil.

Para finalizar, envie textos com certificação
digital até para a própria mãe! A certificação
digital serve para dar autenticidade a um endereço eletrônico,
ratificando a sua procedência. Ou seja, seve para dizer
que o endereço do remetente pertence mesmo àquela
pessoa que o assina, e ainda permite ao destinatário checar
seus dados pessoais que ficam guardados na conta do certificador
– que passa a endossar cada correspondência do usuário
do serviço, seja ele pessoa física ou jurídica.
O melhor comparativo são as xeroxes autenticadas. O certificador
é uma espécie de "cartório de ofícios
digital". Há versões gratuitas destes certificados
digitais para pessoas físicas, e uma das empresas que os
fornece é a Thawte.

Uma dica para os mais experientes no uso da tecnologia
de informação é usar um script (linguagem
de programação) para embaralhar o código-fonte
do seu documento em html, já que travar o botão
direito já virou brincadeira de criança.

A gente se defende como pode… Mas, relaxe. O
poder das networks está disparando e na minha modestíssima
opinião, a melhor maneira de evitar o plágio ainda
é, foi e sempre será tornar a sua obra pública
para o maior número de pessoas possível! Basta saber
transformar internautas-de-carteirinha, "listeiros",
leitores assíduos, formadores de opinião em fiéis
escudeiros… Como? Relacionamento: transparente, bem-humorado,
interessante. Porque o bom mesmo quando se fala em web, é
saber lidar com gente!

(*) Tina Andrade é jornalista techie,
articulista, consultora e gestora de informação
e conteúdo
tinandrade@ig.com.br

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