Comércio eletrônico triplica em cinco anos
Este ano, a expectativa é de que as vendas online atinjam faturamento de R$ 28 bilhões, segundo a E-bit.
De 2008 a 2012, o volume de vendas no comércio eletrônico↳E-commerce21 conteúdosECBR Club: novo espaço para devs se conectarem ao ecossistema de e-commerceDev (Back & Front) · mai 2025TOTVS anuncia joint venture com VTEXMarketing Tech · mai 2019Jovens da Brasilândia recebem formação gratuita em tecnologiaGestão Dev & TI · jul 2025Ver tudo em Marketing Tech → brasileiro saltaram de R$ 8,2 bilhões para R$ 22,5 bilhões. Este ano, a expectativa é de que atinjam faturamento de R$ 28 bilhões, segundo a E-bit.
Segundo a T Index, da consultoria italiana Translated, devido ao crescimento acelerado, em três anos, o Brasil deverá se tornar o quarto do mundo no segmento. Hoje é o sétimo, atrás dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido e França. A expectativa do setor é de que, em 20 anos, as lojas físicas percam espaço para as virtuais, acessadas de casa, atendendo às demandas dos centros urbanos e das pequenas cidades, sem sair do lugar.
O aumento é impulsionado pela presença cada vez maior de usuários na internet – hoje, 44,85% da população, segundo o Ibope. Com metade dos brasileiros na plataforma virtual, nada mais vantajoso do que apostar no setor. Mas, para ter um comércio virtual, não basta apenas ter gente para comprar. Para conseguir bons resultados, os sites precisam apostar na funcionalidade e na integração dos processos para garantir rapidez e eficiência, o grande diferencial do segmento. Atualmente, um dos principais desafios é melhorar a estrutura física não apenas para atrair clientes, como garantir facilidade para a efetivação da compra.
Por isso, é importante investir na interface, contratando agências de criação mais preocupadas com a performance do que com a estética, aconselha Marcos Del Valle, da agência de marketing digital Jüssi. “Os sites devem ter um menu que facilite acesso a produtos. A forma como será diagramada a oferta viabiliza ou não a compra”.
Outros desafios são a operacionalização dos processos de estoque e a entrega. Afinal, como fazer a integração entre a plataforma de e-commerce com um sistema de entrega eficiente? Para a professora de mídias digitais da Unifacs, Milene Moura, “é importante fazer com que a venda seja próxima do que acontece no ponto físico”. Para isso, é preciso estabelecer parcerias com fornecedores, para assegurar que os produtos expostos estejam à disposição do consumidor, e com empresas de logística com boa referência, já que a rapidez fideliza clientes.
O processo de pagamento é também outro ponto fundamental para fidelizar o consumidor. A maioria das micro e pequenas empresas não possui a cobrança no próprio site, por conta do alto custo da operação, de R$ 600 mil a R$ 2 milhões. Assim, após encher o carrinho, os clientes são remetidos para outro ambiente, no qual é preciso outro login e outro cadastro para pagar. “O cliente acaba desistindo por causa do trabalho”, afirma Igor Senra, CEO do Moip, empresa de pagamentos online. Milene Moura destaca que, com as novas regras para o comércio eletrônico, instituídas pelo Decreto Federal 7.962/13, a tendência é que haja mais profissionalização no setor para atender às exigências.
Para quem ainda não possui sites, mas tem interesse em vender na Internet, as redes sociais são de grande ajuda. Mais de 2/3 dos clientes digitais do Brasil estão interessados em conhecer produtos nas redes sociais, segundo a consultoria Capgemini. A artesã Luana Bonfim começou a vender no Facebook por acaso, e hoje 50% das bolsas e acessórios da sua marca, a Preta Brasil, são realizadas pela rede. “Com o Facebook, consigo vender porque publico na página de amigos, outras pessoas veem e vão se interessando”.
Com informações de E-commerce Brasil







