Com apenas 5% do orçamento aplicado para TI, segurança cibernética ainda desafia operação das empresas

Os ataques cibernéticos crescem constantemente em todo o mundo – e o Brasil é a terceira nação onde o problema mais evoluiu nos últimos dois anos, segundo relatório da Sophos. Por aqui, 38% das empresas registraram esse tipo de problema, que afeta não só a rotina operacional, como traz prejuízos financeiros e de credibilidade para o negócio.
Evitar estes incidentes exige das empresas cuidados certeiros com suas infraestruturas de TI e, segundo Demian dos Santos, coordenador de Segurança da Informação↳Segurança171 conteúdosCibersegurança no Brasil: 6 passos para sair da estagnaçãoDevSecOps · jul 2025O papel do CISO para transformar a cibersegurança em uma alavanca de reputação para as empresasDevSecOps · mar 2024Itaipu Parquetec e Exército Brasileiro realizam exercício de cibersegurança em BrasíliaDev (Back & Front) · set 2025Ver tudo em DevSecOps → da Microservice, eles devem estar voltados tanto às tecnologias quanto às pessoas. “Dados de organizações como a Agência Nacional de Segurança Cibernética Francesa mostram que somente 5% do orçamento das empresas é destinado ao setor de TI, o que revela que poucos investimentos são realizados no sentido de preservar os dados e a estrutura tecnológica dos negócios. Para combatermos o crescimento das ações é preciso mudar este cenário, aportando mais investimentos e cuidados na área”, diz.
Entre as vulnerabilidades que comprometem o negócio estão tanto aquelas ligadas a falhas dos sistemas quanto ao uso de redes internas e externas não seguras. “Habitualmente os ataques podem ocorrer via rede, quando o acesso WI-Fi não é seguro ou os firewalls são mal configurados. Falhas de sistema permitem que o hacker exclua ou roube dados, que se não tiverem passado por backup só serão recuperados mediante altos valores de resgate, e ainda assim sem garantia alguma para a empresa”, alerta.
Vulnerabilidade humana: é preciso olhar para o todo
Outro fator crescente que diz respeito aos ataques cibernéticos é o elemento humano, nem sempre os usuários são treinados e orientados, deixando brechas em suas ações diárias, o que compromete a segurança da informação. Ligadas a este elemento estão ainda as falhas de processos, como uso de senhas fracas.
Para o especialista da Microservice, o caminho no combate aos ataques cibernéticos deve englobar três pilares: investimento constante em melhorias na área de tecnologia da empresa; contratação de soluções que englobam serviços de backup frequentes, sistemas firewall e de gestão de vulnerabilidades, através de testes recorrentes; e preparo e reciclagem das equipes.
“É com o apoio de especialistas que a empresa cria um bom programa para gestão das fragilidades e atua assertivamente, de modo a se enquadrar juridicamente à Lei Geral de Proteção de Dados↳LGPD14 conteúdosComo utilizar a LGPD com o objetivo de conformidade e inovação?Gestão Dev & TI · out 2021LGPD coloca pressão inédita nos responsáveis pela tecnologia das empresasData · ago 2021Proteção de dados: LGPD é sancionada e começa a valerData · set 2020Ver tudo em Gestão Dev & TI →, manter sua infraestrutura atualizada, seus dados resguardados e as pessoas preparadas para evitarem ações de hackers em situações de engenharia social”, reforça.







