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Cibercrime custará mais de US$ 2 trilhões às empresas até 2019

Pesquisa descobriu que a maioria das violações do cibercrime virá da TI existente e da infraestrutura de rede.

Cibercrime custará mais de US$ 2 trilhões às empresas até 2019
Imagem: Redação iMasters

Apesar dos esforços do mercado de TI e das empresas para blindar os perigos que o mundo cibernético oferece, o cibercrime não dá sinais de crise e suas práticas estão cada vez mais audaciosas. Segundo uma pesquisa da Juniper Research, a rapidez nos processos de digitalização da vida dos consumidores e dos registos empresariais irá aumentar as ocorrências de violações, e os custos de quebra de dados atingirão a marca de US$ 2,1 trilhões até o ano de 2019, o que registra um salto de quase quatro vezes em comparação aos custos estimados para 2015. Até 2020, o custo médio de uma violação de dados deve ultrapassar US$ 150 milhões.

Chamada de “The Future of Cybercrime & Security: Financial & Corporate Threats & Mitigation”, a pesquisa descobriu que a maioria dessas violações virá da TI existente e da infraestrutura de rede, enquanto novas ameaças direcionadas serão provenientes de dispositivos móveis e Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). Além disso, o relatório fala sobre o aumento do profissionalismo do cibercrime, os novos métodos implementados e o alto nível de sofisticação que vem sendo empregado. No último ano, surgiram produtos voltados para ataques cibernéticos (ou seja, a venda de software de criação de malware). Também foi possível observar o declínio dos hacksativistas eventuais. O hacktivismo tornou-se melhor sucedido e menos prolífico. Futuramente, a Juniper estima que haja menos ataques globais, mas os que forem desencadeados serão mais assertivos e bem sucedidos. Na sequência, estudo aponta ainda que quase 60% das violações de dados previstas em todo o mundo em 2015 acontecerão na América do Norte, mas essa proporção irá diminuir ao longo do tempo, na medida em que mais países se tornarem mais digitalizados.

cibercrime

Para saber quanto, de fato, o cibercrime custa para as empresas, é preciso pegar os principais dados dos estudos já realizados em um documento com muitos gráficos. Mesmo que haja uma enorme variação nas cifras, uma coisa é certa: o mercado underground cibernético é mais lucrativo que o comércio ilegal de drogas. Essa afirmação vem do estudo “Hackonomics: A First-of-Its-Kind Economic Analysis of the Cyber Black Markets”, publicado em março pela Juniper Networks e pela RAND Corporation.

Ainda no contexto de custos relacionados ao cibercrime, a especialista em segurança Symantec acredita que, em média, uma empresa norte-americana pague US$ 188 por cada vulnerabilidade registrada, enquanto a IBM aposta em quase US$ 140. A partir daí, surge a pergunta: por que tamanha imprecisão nesses números? Em uma matéria de autoria de Violet Blue (“Hackonomics: cybercrime’s cost to business”), a jornalista levanta alguns fatores importantes: as empresas têm dificuldade em saber o que foi roubado; algumas companhias que divulgam os relatórios vendem software de prevenção e detecção e podem ter interesse em apresentar o cibercrime como um mercado em ascensão; além das variáveis envolvidas com as consequências de um crime relacionado ao universo cibernético.

Além disso, as empresas que são vítimas dos ataques são originárias dos mais diversificados setores, e em alguns deles os dados são mais valorosos do que em outros. As multas por violações de normas e leis que envolvem a proteção de dados também variam bastante. Outra observação importante feita nesse contexto é a necessidade de colocar nas contas os custos associados a respostas a incidentes, aqueles associados à detecção dos incidentes que envolvem vazamento de dados, tais como trabalhos forenses e trabalhos de investigação de um modo geral, avaliações e auditorias, equipes de gerenciamento de crises, além de comunicados e relatórios aos gerentes executivos e a toda a diretoria organizacional. Também existem os custos de notificação às vítimas, informando possível comprometimento de dados, sem excluir os custos com advogados e as perdas com a reputação e a confiabilidade da empresa, que passam a sofrer um forte comprometimento.

A conclusão à qual a Juniper Research consegue chegar é que o prejuízo é grande devido a essas atividades oriundas do cibercrime, e as ameaças estão cada vez mais avançadas e persistentes. Em 2011, a Symantec identificou a exposição de mais de 200 milhões de identidades em incidentes de segurança; no ano de 2013, esse número mais do que dobrou, pois o registro foi de mais de 550 milhões de identidades expostas. Em meio a todas essas vulnerabilidades, apenas oito falhas relatadas no ano passado expuseram mais de 10 milhões de identidades (cada uma delas).

É importante destacar que os cibercriminosos utilizam ataques mais sofisticados atualmente, como as práticas de ransomware e spear-phishing, que são muito mais lucrativas. O ransomware, em especial, ganhou proporções consideráveis, principalmente por causa do surgimento de muitas variantes. Do Cryptowall ao Torlocker, essa prática tem gerado uma lucratividade significativa, que motiva bastante os seus autores a não medir esforços para fazer novas vítimas. E, como sabemos, o ransomware não ataca apenas usuários de computador, pois há variantes que atacam usuários de dispositivos móveis, como é o caso do Simplelocker. Assim, é relevante mencionar que quase 50% dos consumidores utilizam seus dispositivos móveis pessoais para trabalho e para o lazer, o que permite e potencializa novos riscos de segurança para as empresas, já que facilita o acesso dos cibercriminosos a informações ainda mais valiosas. Além de tudo, mesmo que quase metade dos usuários de smartphones se importe com seus dispositivos e os utilizem integralmente, eles não os protegem como deveriam, pois acham que incidentes “só acontecem com os outros”. Aproximadamente 48% dos usuários de dispositivos móveis não têm cuidados básicos, como a utilização de senhas, software de segurança e realização de backup de arquivos. Portanto, não é difícil concluir que esse comportamento vulnerável coloca o usuário e a sua identidade digital em risco.

Com informações de Under-Linux

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