CDs e DVDs perdem a liderança no comércio eletrônico brasileiro
De acordo com o acompanhamento do setor de comércio
eletrônico brasileiro feito pela e-bit ha mais de cinco
anos, é possível observar um aumento gradativo no
número de consumidores virtuais e conseqüentemente
no aumento do faturamento do setor. Além de dados quantitativos
é possível identificar também mudanças
no perfil e comportamento dos “e-consumidores”.
Durante maior parte destes anos pesquisados, o
líder no ranking dos produtos mais vendidos foi Títulos
de CD, DVD e Vídeo, variando entre 20% e 25% na participação
das vendas. Com o aumento da utilização deste novo
canal de compras, este segmento foi perdendo representatividade
e outros produtos com maior valor agregado, como os Eletrônicos
e produtos e Saúde e Beleza por exemplo, ganharam em participação.
Pela primeira vez o segmento de Títulos
de CD, DVD e Vídeo (18%) perdeu a liderança e a
representatividade para o segmento que há muito tempo ocupava
o segundo lugar, Livros, Revistas e Jornais(19%), considerando-se
o mês de Outubro deste ano. No mesmo mês em 2004 a
representatividade era de 25% e os Livros, Revistas e Jornais
14% (2º lugar).
“A queda da representatividade não
significa redução do volume de vendas, porém
perda de Market Share na cesta de produtos. As diferentes participações
dos segmentos no ranking dos mais vendidos, indicam que a confiança
e disposição para comprar produtos variados pela
internet estão aumentando paralelamente ao aumento de consumidores
virtuais.”, analisa Pedro Guasti, diretor geral da e-bit.
"Com o aumento do número de usuários
de Internet e de e-consumidores, bem como a ampliação
da oferta de produtos e serviços, é natural que
os CDs, DVDs, livros e revistas percam sua primazia, cedendo espaço
para outros itens de maior valor", analisa Cid Torquato,
diretor executivo da Camara-e.net. "Nesse contexto, é
interessante lembrarmos que quanto mais caro o bem a ser adquirido,
maior a importância da Internet, e de seus mecanismos de
busca, pesquisa e comparação de preços, no
processo de formação da decisão de compra,
ainda que a transação não seja efetivada
eletronicamente".
Já o faturamento cresceu 54% de comparando
Outubro de 2004 com 2005 atingindo R$ 234 milhões. O Dia
das Crianças, aumento do número de “e-consumidores”
e a queda do dólar foram grandes incentivadores para o
aumento das vendas.






