NOTÍCIA

Câmara dos Deputados padroniza desenvolvimento de sistema

Em um projeto que durou cerca de três anos
e consumiu, aproximadamente um milhão de reais, a Câmara
dos Deputados padronizou todo o processo de desenvolvimento de
sistemas do Centro de Informática e unificou as plataformas.
“Não existia um padrão; cada equipe desenvolvia
sistemas diferentes para cada necessidade da Câmara de acordo
com sua experiência e seu conhecimento técnico”,
conta o coordenador de engenharia de sistemas da Câmara,
Carlos Constantino Moreira Nassur

Nomeado de Procede (Processo CENIN de Desenvolvimento
de Sistemas), o novo processo deverá absorver, nos próximos
dois anos, todos os esforços de desenvolvimento e manutenção
dos sistemas corporativos e departamentais da Casa.

Com a primeira versão do processo de desenvolvimento,
elaborada internamente, pronta, o Centro de Informática
da Câmara contratou a empresa Castmeta para agregar melhores
práticas de engenharia de software ao projeto. “Depois,
fizemos um pregão, em junho de 2004, para adquirir ferramenta,
fazer adaptação dela ao nosso processo, além
de treinamento. A Borland ganhou”, explica. Além
da definição dos nossos processos, o Centro de Informática
– que trabalhava com plataforma JavaJava42 conteúdosNovidades do Java 26 (para desenvolvedores)Dev (Back & Front) · mar 2026Visual Studio Code para Java: o guia completo (dicas, configuração e extensões)Dev (Back & Front) · out 2025Quarkus: Modernizando a linguagem Java para a era da nuvemDev (Back & Front) · nov 2020Ver tudo em Dev (Back & Front) , Microsoft e VMS –
optou por unificá-las, escolhendo Java.

A implementação do projeto durou
de julho de 2004 a março do ano passado. A Borland Software
Corporation forneceu softwares para reformular a área de
desenvolvimento, além de ministrar treinamentos e prestar
serviços de consultoria que contemplaram todas as fases
do projeto. Outro serviço prestado pela equipe da Borland
foi a criação dos guidelines, uma série de
manuais específicos, que orientam os usuários a
executarem as tarefas discriminadas nas atividades do Procede,
por meio das novas soluções.

“Foi uma implantação longa
e difícil, porque mudamos a maneira de as pessoas trabalharem,
as tiramos da zona de conforto”, conta. No Centro de Informática
trabalham 330 pessoas, sendo que 25 delas ficaram envolvidas diretamente
com o projeto.

Atualmente, apenas um terço do quadro de
desenvolvimento de sistemas funciona dentro do novo processo.
“Achamos ia ser mais rápido, mas não foi.
Mas estamos investindo na migração dos sistemas
que fazem parte do core da Câmara, que apóiam os
deputados, para a nova plataforma”, afirma Nassur.

Economizar recursos de treinamento e investimento
foram alguns motivos que impulsionaram a padronização.
E os frutos do projeto já começaram a ser reconhecidos.
“É mais fácil manter uma única plataforma,
também lidamos com número menor de fornecedores
e sentimos um aumento na qualidade dos projetos.” O investimento,
feito pela Câmara dos Deputados, correspondeu a aquisição
das ferramentas, consultoria e treinamento para o projeto de estabelecimento
do Procede.

Roberta Prescott é repórter da área
de tecnologia da informação.

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