NOTÍCIA

Brasil tem dificuldade para prover serviços básicos de cloud computing

Conclusão é de um relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

Um relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado no final do ano passado, apontou que a carência de energia e banda larga confiável e custeável, e a consequente baixa proporção de data centers, estão deixando os países pobres e mesmo os remediados para trás.

cloud-computing

“De fato, o abismo está aumentando em disponibilidade de infraestrutura relacionada à computação em nuvem↳Cloud30 conteúdosGerenciamento de infraestrutura multicloud com Kubernetes proporciona otimização e economiaDevSecOps · set 2021Vivo assina contrato para aquisição da IPNET e cresce em cloud computingDevSecOps · ago 20245 tendências da computação em nuvem para as empresasDevSecOps · abr 2022Ver tudo em DevSecOps → nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Banda larga (financeiramente) acessível continua longe do satisfatório, e a maior parte dos países de baixa renda se vale das redes móveis de banda larga, que são caracterizadas por baixas velocidades e grandes latências – e, portanto, nada ideais para a oferta de serviços em nuvem”, afirmou o relatório.

Com dados dos últimos três anos, a Unctad classificou os países conforme sua capacidade de oferecer serviços avançados a partir da computação em nuvem. Entre eles, há 43 norte-americanos, europeus e asiáticos prósperos. A maior parte, 61 nações, está no meio do caminho. O Brasil está nesse grupo, que sofre principalmente com baixas velocidades de upload e, por isso, não vai além dos serviços básicos em cloud. Outros 34 nem estão no jogo.

“O maior grupo consiste de 61 economias que atendem pelo menos aos requerimentos mínimos para serviços básicos em nuvem”. Isso inclui nove economias desenvolvidas, sete em transição, além de seis economias da África, 18 da Ásia e Oceania e 20 da América Latina e Caribe. O principal gargalo que impede o avanço para o próximo nível é o patamar esperado das velocidades de upload, que mais de 90% das economias falha em atingir, seguido da latência.

De acordo com a Unctad, as nações desenvolvidas concentram 85% dos datacenters que oferecem serviços de co-location. O relatório “A economia da nuvem e os países em desenvolvimento” apontou que em 2011 já havia cerca de mil vezes mais servidores por milhão de habitantes nos países de alta renda do que nas economias menos desenvolvidas. Para a Unctad, a combinação de poucos datacenters “nacionais” e altos custos de comunicações internacionais em banda larga são obstáculos críticos para a computação em nuvem.

A penetração da banda larga fixa é um ponto fundamental. Segundo o estudo, a média é um pouco superior a 28 acessos em cada grupo de 100 habitantes nos países desenvolvidos. A proporção cai para 6 em 100 nas nações em desenvolvimento e para apenas 0,2 por 100 nas nações mais pobres. Mesmo a banda larga móvel – que não chega a ser considerada adequada para a nuvem – tem cenário semelhante: 67% entre os ricos, 14% nos remediados e menos de 2% nos muito pobres.

Além de defender investimentos nas condições de oferta e na infraestrutura, o relatório da Unctad reforça a necessidade de que sejam endereçadas questões regulatórias. “Embora não seja imperativa a adoção de leis específicas para a computação em nuvem, algumas reformas-chave incluem privacidade, proteção de dados, segurança da informação e cibercrime”. Nas contas da entidade, aproximadamente 99 países contavam com legislações relacionadas à privacidade de dados em 2013 – sendo o México talvez o único exemplo de lei específica para a nuvem.

O relatório completo pode ser conferido em unctad.org.

Com informações de Convergência Digital

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

Mais de Redação iMasters
Ver perfil →