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Brasil registra aumento de ataques a roteadores domésticos

A ESET registrou de 2015 até o momento uma média de até 1.800 ataques diários a roteadores domésticos no mundo, sendo a grande maioria no Brasil.

Brasil registra aumento de ataques a roteadores domésticos
Imagem: Redação iMasters

A ESET, fabricante do NOD32, registrou de 2015 até o momento uma média de até 1.800 ataques diários a roteadores domésticos no mundo, sendo a grande maioria no Brasil. Com o golpe, criminosos tentam roubar informações pessoais como logins e senhas, além de tentarem acesso remoto dos equipamentos da vítima como computadores, celulares e smart TVs de residências e pequenos negócios. Os dados são usados para envio de campanhas de phishing e outras violações digitais.

A empresa não divulgou dados específicos para o Brasil, mas afirmou que grande parte dos chamados “vírus do roteador” são destinados a usuários brasileiros, direcionando-os para falsos sites .com.br, que podem ter origem em qualquer país. O sequestro de DNS também não é uma novidade e tem pelo menos cinco anos.

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“Esse tipo de ataque acontece desde 2012, no entanto, os incidentes têm crescido nos últimos tempos por conta da própria proliferação nos equipamentos conectados à internet [smartphones, PCs, tablets, videogames …] por meio de roteadores”, afirma Camillo Di Jorge, Presidente da ESET Brasil.

Segundo o site Techtudo, a origem do problema está na falta de conhecimento ou mau comportamento dos donos de roteadores, que abrem portas para invasões severas. “Muitos usuários domésticos não mudam a senha padrão que vem de fábrica nos roteadores, o que permite um fácil acesso dos cibercriminosos aos equipamentos”, aponta Di Jorge.

Os ataques são provenientes de páginas ou anúncios que direcionam os usuários para um site que hospeda um script. Nesse ambiente, o código tenta tomar controle do roteador, testando combinações de senhas de uma lista infinita, que contém passwords pré-definidos de fábrica e pode permitir que os criminosos tenham acesso às configurações e façam modificações sem serem notados. Entre as mudanças está a alteração de DNS, que faz o usuário navegar em uma rede fechada e cheia de sites falsos capazes de roubar até credências bancárias.

A ESET também revelou que os ataques são direcionados aos navegadores mais populares como Chrome e Opera. O Safari, da Apple, não foi citado no relatório da empresa de segurança.

O levantamento concluiu que, independentemente de os dados serem usados imediatamente para phishing ou preparados para algum uso posterior, há um denominador comum: senhas padrão ou inexistentes.

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