Brasil fica na lanterna em ranking de computação em nuvem
Posição do Brasil é justificada pela fraca legislação que não garante a privacidade na transmissão de dados por meio de diferentes nuvens.

Uma pesquisa realizada pela Business Software Alliance, uma organização global das 100 maiores empresas de tecnologia e softwares, em 24 países, que juntos compõem 80% do mercado mundial de informações, comunicação e tecnologia, incluindo o Brasil, colocou o País na lanterna do ranking. A posição é justificada principalmente em função da fraca legislação que não garante a privacidade na transmissão de dados por meio de diferentes nuvens.
Para Peter Armstrong, head de CyberRisks da Willis Group em Londres, o Brasil precisa trabalhar, e rápido, na área de cloud. Segundo ele, tem-se uma grande tentação de falar sobre o risco de terceiros, de focar nos problemas dos bancos e dos consumidores, mas o problema principal está no risco para os negócios das empresas. “As ameaças nos setores de mineração e de commodities, setores que estão por trás do crescimento do País, são enormes”, destacou.
Em relação aos ataques cibernéticos, o risco no Brasil também é grande. De acordo com a pesquisa “Managing cyber risks in an interconnected world”, da PWC, no mundo, eles aumentaram 48% no ano passado, sendo detectados 42,8 milhões de incidentes cibernéticos. As perdas financeiras cresceram 34%. E o Brasil precisa andar mais rápido se quiser combater as ações dos hackers.
“O Brasil, por volta dos anos 1990, desenvolveu muito o banco eletrônico e conseguiu estabilizar a economia, e hoje possui a segunda maior rede de caixas eletrônicos (ATMs) do mundo. Todo esse dinheiro eletrônico, aliado a uma legislação fraca de proteção e sigilo de dados, tornou-se o cenário propício para a atração de hackers”, pontuou Armstrong.
Uma das saídas para tratar políticas estratégicas no combate aos ataques cibernéticos, disse o especialista, é sair da área de TI e chegar ao board das empresas, uma vez que as perdas causadas pelos ataques na Internet causam danos de reputação em organizações e interrupção de negócios para as empresas. “E ainda há muito pouco board discutindo os ataques cibernéticos de forma concreta”, finalizou.
Com informações de Convergência Digital
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Redação iMasters





