Brasil é o 12º país mais atacado por malwares financeiros
Em pesquisa com 656 amostras de malwares ativos, foram achados mais de 2 mil padrões de URLs, cujos alvos foram clientes de 547 organizações em 49 países.

A Symantec analisou centenas de amostras de cavalos de Tróia financeiros ao longo do ano com o objetivo de mapear as principais ameaças feitas ao setor financeiro e seus clientes em 2015. Na pesquisa, com 656 amostras de malwares ativos, foram encontrados mais de 2 mil padrões de URLs, cujos alvos foram os clientes de 547 organizações em 49 países.
Os Estados Unidos continuaram sendo o maior alvo de cavalos de Tróia financeiros em 2015, com 141 instituições atacadas, seguido por Alemanha e Índia. O Brasil aparece em 12º lugar na lista de países mais atacados.
Para a Symantec, os motivos da queda do cavalo de Tróia se devem parcialmente a prisões de cibercriminosos e à própria eficácia de diferentes famílias do malware. Considera-se também que alguns grupos de hackers parecem ter migrado recentemente para o ransomware, que bloqueia o dispositivo e pede resgate pelas informações. Além desses fatores, os softwares de segurança têm aumentado sua capacidade, por exemplo, em detecção pró-ativa, impedindo usuários de visitar sites infectados ou baixar arquivos suspeitos. Esse aumento da prevenção leva inevitavelmente a menos detecções de vírus em computadores. Portanto, o número real de tentativas de contaminação com cavalos de Tróia para fraude financeira provável é muito maior do que a quantidade de infecções reais.
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Outro fato importante é que o número médio de organizações atacadas em 2015 foi de 93 por amostra. Isso representa um aumento de 232% sobre o ano anterior, o que indica que cada uma das amostras individualmente busca mais eficácia. O maior alvo no ano foi um banco situado nos Estados Unidos: atacado por 78,2% dos cavalos de Tróia analisados.
Apesar de o spam com anexos maliciosos via e-mail continuar sendo o meio mais comum para distribuição de cavalos de Tróia financeiros, os cibercriminosos já começam a voltar os olhos para um prêmio maior. O alvo agora são as instituições financeiras, que começam a ser atacadas diretamente. Essa é uma tendência que se tornou evidente ao longo de 2015. Exemplos disso podem ser vistos nos ataques do grupo Carbanak e na recente invasão do Banco de Bangladesh, que, segundo informações da imprensa, teve perdas estimadas em torno de US$ 100 milhões.
As táticas são simples: por meio de métodos de ataque clássicos, como spear-phishing, os cibercriminosos estabelecem um ponto de apoio dentro da instituição financeira. A partir daí, o atacante aprende a transferir dinheiro, efetuar transações fraudulentas, ou manipular caixas eletrônicos para liberar dinheiro.
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Redação iMasters





