NOTÍCIA

Brasil é líder em ameaças de segurança online na América Latina

A Symantec apresentou hoje no Brasil dados do seu 16º
relatório de segurança e ameaças online, que relata quais são os maiores
perigos que usuários da internet enfrentaram no ano de 2010.

De acordo com a Symantec, o Brasil foi a maior fonte
de códigos maliciosos, tem o maior número de computadores zumbis e é o lugar
onde mais se encontram páginas de

phishing

hospedadas em toda a América
Latina. Já em relação ao resto do mundo, o país ficou com o quarto lugar, perdendo
apenas para EUA, China e Alemanha, e tem 8% do total de botnets em 2010.

Paulo Vendramini, diretor comercial da Symantec, acredita
que a posição do país pode ser justificada por dois fatores combinados. O
primeiro é mesmo a grande quantidade de novos usuários de banda larga que o
Brasil tem. Eles não têm ainda muita consciência dos perigos que a rede oferece
a um computador desprotegido, já que o uso de antivírus não é ainda muito
difundido. Outro fator é o avançado sistema bancário do país, que faz hackers
focarem no roubo de informações financeiras de brasileiros.

Além disso, o levantamento apontou para o crescimento do uso de redes sociais pelos
hackers, que as utilizam para capturar dados confidenciais e para melhorar
táticas de engenharia social. Boa parte das
ameaças está relacionada a links encurtados: a Symantec detectou que mais de 65%
de sites maliciosos divulgados em redes sociais usaram encurtadores de URL
para mascarar sua ameaça e tentar fazer vitimas. Das URLs curtas maliciosas
detectadas pela Symantec, 73% delas tiveram ao menos 11 cliques cada.

A empresa de segurança também registrou o aumento dos ataques a dispositivos móveis em 2010, quando foram detectadas 163 ameaças diferentes para
dispositivos móveis, e a tendência nessa área é aumentar, principalmente por
causa do aumento do uso dos celulares para transações financeiras.

Houve também o crescimento de ameaças que usam exploits 0-day, que são exploits que aparecem no
mesmo dia que as falhas são descobertas. A empresa não acredita que esse tipo
de exploits vai crescer, pois sua detecção é fácil e tem melhorado com o passar
dos anos. Já o uso de toolkits, programas criados
por hackers para criar vírus que exploram falhas diferentes, mas sempre usando
um mesmo padrão, diminuiu bastante em relação ao ano
passado. O relatório também registrou o crescimento do uso dos chamados rootkits, que são programas que desenvolvem ameaças que afetam especificamente a MBR do
Windows, por exemplo. Para tentar se proteger desse tipo de problema de segurança, a Symantec
usa um esquema de APIs proprietárias da Microsoft que podem acessar o Kernel do
Windows e assim detectar a presença de rootkits nesse nível.

Em 2010, a Symantec registrou 6.253 novas vulnerabilidades. Parte delas também levou a certas brechas de segurança e cada
uma dessas brechas, em média, levou à exposição dados de mais de 260 mil
pessoas diferentes. E cada um desses vazamentos de dados pode custar a uma
empresa ate 7,2 milhões de dólares para solucionar.

A quantidade de ameaças detectadas em 2010 conseguiu superar
o número de ameaças de todos os anos anteriores: foram mais de 286 milhões
de novas versões de malwares, vírus, cavalos-de-tróia e diversos outros
arquivos maliciosos. Também foi no ano passado que a primeira botnet com 1
milhão de computadores-zumbi ao seu comando foi detectada: ela se chama
Rustock.

Os dados da Symantec foram
coletados por meio de diversos centros de inteligência da empresa espalhados pelo
mundo, que contêm mais de 240 mil sensores em 200 países.

Com informações de Tecnoblog

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