10% dos assinantes consomem 80% do tráfego 3G e 4G
Assinantes utilizam bastante os hotspots, que continuam bastante populares.

De acordo com uma pesquisa da Amdocs, a crescente demanda por dados poderá esgotar a capacidade dos hotspots da rede 4G/LTE nos próximos dois ou três anos. O levantamento faz parte do relatório anual State of the Radio Access Network (RAN), e baseia-se na análise de mais de 25 milhões de conexões de voz e dados nos locais de rede mais movimentados em todo o mundo nos últimos 12 meses.
O resultado destaca a urgência com que os prestadores de serviços precisam desenvolver uma estratégia de capacidade de “dados inteligentes”, que priorize o investimento no qual haja um retorno sobre o investimento (ROI) garantido, alocando automaticamente a capacidade para maximizar a experiência e a lucratividade do cliente.
O relatório centra sua análise em áreas com alta penetração de smartphones – nos centros das cidades e em alguns dos principais eventos mundiais em estádios. Esses hotspots de redes de acesso via rádio (RAN) estão ficando mais populares à medida que proliferam os smartphones e outros dispositivos sem fio, e os consumidores aproveitam as novas tecnologias como 4G/LTE. No Brasil, dados da Anatel apontam que os acessos por tecnologia 4G cresceram mais de cinco vezes entre 2013 e 2014, totalizando 6,765 milhões de conexões.
Entre os principais resultados do levantamento da Amdocs estão:
- Os hotspots continuam populares: 20% dos locais de maior acesso são responsáveis por 80% de todo o tráfego de rede nas cidades. Essa grande concentração de demanda deve acelerar a adoção de novas tecnologias de rede, como a proliferação de small cells e a introdução de Wi-Fi carrier-grade.
- O LTE por si só não resolverá o problema: A utilização por assinante continua a crescer – em muitos casos, ela dobrou ao longo do último ano. O LTE oferece maior capacidade de rede, ao retirar até 50% do tráfego das redes 3G, mas a crescente demanda por dados móveis pode esgotar essa nova capacidade dentro de dois a três anos.
- As RAN causam o maior impacto na experiência de rede do cliente: 80% das quedas das chamadas de voz e mais de 50% dos problemas de rendimento com dados são originários das RAN, que fornecem a conexão móvel sem fio para telefones, tablets e outros dispositivos através de uma combinação de tecnologias, como macro e small cells, que utilizam 3G, 4G e cada vez mais o Wi-Fi para download. Todas as melhorias realizadas aqui representarão uma oportunidade significativa para os prestadores de serviços, uma vez que de 25% a 40% da rotatividade de clientes estão relacionadas à rede.
- A demanda de dados é alimentada por novos dispositivos, e os “technorati” dominam o consumo: 80% dos dados na rede são utilizados por apenas 10% dos assinantes – os “technorati”. Esse segmento de heavy data users consome até 10 vezes mais dados por sessão que o usuário médio. Identificar e atender segmentos de assinantes de alta demanda serão qualidades fundamentais para a gestão da escassa capacidade de rede.
- Mídia social e “segunda tela” dominam eventos em estádios: eventos esportivos e de entretenimento, como shows, já criam significativos picos na demanda de dados móveis. Durante o evento em si, os uploads de mídia social e as “segundas telas” (visualização paralela de conteúdo em um dispositivo móvel) criam um pico duplo, aumentando as sessões de dados em até 50%. Foi o que aconteceu nos 64 jogos da Copa do Mundo realizada em 2014 no Brasil, quando os espectadores trafegaram 26,7 TB de seus dispositivos móveis – 1,45 TB somente na final (dados do SindiTelebrasil). Já as chamadas de voz costumam cair até 50% durante os eventos, pois os fãs se concentram na ação.
“Nosso estudo mostra que os prestadores de serviços enfrentam um desafio multidimensional – proporcionar cada vez mais capacidade de rede, cobertura e qualidade, especialmente em hotspots para dispositivos móveis”, disse Rebecca Prudhomme, vice-presidente de produtos e soluções de marketing da Amdocs. “A resposta já não é mais simplesmente adicionar hardware – small cells e Wi-Fi oferecerão novas opções –, mas introduzir soluções inteligentes para priorizar os investimentos e alocar automaticamente os recursos para maximizar a experiência e a lucratividade do cliente”, completou a executiva.
Com informações de Convergência Digital
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Redação iMasters





