Web (mobile web) ou apps? – A discussão final
Web (mobile web) ou apps? Resolvi iniciar uma série de artigos falando sobre e embasando um pouco da nossa percepção e opinião sobre esses temas.
Cross-platform, mobile websites ou websites responsivos? Apps nativos ou apps híbridos? Esses embates são frequentemente assuntos onde trabalho, na Concrete Solutions, em clientes e na comunidade também. Pensando nisso, resolvi iniciar uma série de artigos falando sobre e embasando um pouco da nossa percepção e opinião sobre esses temas.
Como tudo isso é polêmico, quero deixar claro que não estamos entrando em uma competição da qual apenas um sairá ganhador. Estamos tratando de trade-offs e prós e contras. Mas a resposta final para a sua decisão deve ser baseada no seu cenário específico.
Também é importante dizer que vamos abordar o problema sob um ponto de vista um pouco mais amplo do que a argumentação comum de que o próprio Mark Zuckerberg disse que apostar em HTML5 e apps híbridas foi um grande erro da estratégia mobile do Facebook, ou que o LinkedIn se afastou do HTML5 para a sua estratégia mobile ou ainda que o PhoneGap tem diversos aplicativos disponíveis para uso na loja, assim como a Xamarin também é amplamente usada no mercado.
Dito isso, vamos começar com a nossa argumentação sobre usar web + mobile web ou apps. No próximo artigo entro na discussão sobre apps nativos x apps híbridos, ok?! Então vamos lá!
Web + mobile web x Apps
A primeira parada da nossa discussão é a boa e velha disputa entre web (e mobile web e/ou web responsivo) versus aplicativos. Superficialmente, parece uma necessidade mutuamente exclusiva: ou você está do lado do mundo web ou do lado dos aplicativos. E esse é o posicionamento errado na discussão: não se trata de uma escolha, em que a outra opção deve ser deixada de lado, mas sim de canais muitas vezes complementares, com casos de uso diferentes.
Atualmente, a web é um canal utilizado para descoberta e pesquisa de conteúdo e informação. Então, podemos dizer que a web é o topo do funil no qual entrarão novos usuários ou usuários únicos para o seu site, plataforma ou negócio. No entanto, uma vez que a sua proposta de valor convence determinado usuário, ele acaba preferindo baixar o aplicativo para a recorrência do consumo. Muitos analistas estão alinhando que a web é o topo do funil e os apps são o final dele, ou seja, os apps são o canal pelo qual o usuário irá engajar com o seu produto dali em diante. Nesse sentido, importante pensar no “customer lifetime value”.
Outra linha de pensamento diz que são casos de uso diferentes. Pense na forma como você engaja em conteúdos web nos dispositivos mobile e em conteúdos e tarefas específicas em aplicativos. É quase como se a web fosse mais focada em consumo de informação e os apps mobile na execução de tarefas. Do ponto de vista de UX↳UX33 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025UX, IA e Front-End: quando experiência, inteligência e código se encontram para criar o futuro digitalProduto & UX · jul 2025Novidades em UX/UI para 2025: O futuro do design de experiências digitaisProduto & UX · abr 2025Ver tudo em Produto & UX →, este artigo explica muito sobre o tema, apesar de não ser nada escrito em pedra, e iniciativas como 3D Touch corroboram esses argumentos.
O mercado de mídia também tende a concordar com essa abordagem, uma vez que gigantes como a Globo.com e outras adotam a abordagem híbrida ou HTML5↳HTML45 conteúdosA importância do HTML e CSS para quem trabalha com UI Design e Design SystemProduto & UX · dez 2024Como hostear seu site HTML gratuitamente com GitHub PagesDev (Back & Front) · jun 2025SQL Server – Como criar um versionamento de código das suas Stored Procedures em HTML e com comentários da alteraçãoData · nov 2020Ver tudo em Dev (Back & Front) → para a estruturação dos seus conteúdos. Considerando que a estrutura de anúncios online para a web é infinitamente mais madura e sedimentada do que para o mundo mobile (no qual o poder passa para players como o Facebook, por exemplo) e que esses portais de conteúdo vivem da venda de anúncios, é provável que essas questões tenham impacto decisivo na escolha.
A impressão é que existe uma batalha intensa para determinar o futuro do consumo de informações no mundo mobile. Muitos são contra apps específicos para consumo de notícias, mas o New York Times e a BBC possuem laboratórios de pesquisa e desenvolvimento focados em garantir o lugar deles no futuro, e a Apple, Amazon, Facebook e Twitter Moments são só alguns exemplos que mostram que estão todos lutando para desvendar essa nova dinâmica de engajamento.
Por fim, existe a visão multicanal: se você é um player médio ou grande no mercado é impossível ignorar ou evitar uma visão multicanal do seu produto ou plataforma. Para a maioria dos casos, é essencial que você ofereça uma interação completa e consistente para seus clientes. Pegue o exemplo de players grandes no Brasil, como Buscapé, Americanas.com, Dafiti, Netshoes e outros. Todos eles têm, além do site, apps nativos para iOS e Android. E obviamente que não estamos limitados às empresas de e-commerce↳E-commerce21 conteúdosECBR Club: novo espaço para devs se conectarem ao ecossistema de e-commerceDev (Back & Front) · mai 2025TOTVS anuncia joint venture com VTEXMarketing Tech · mai 2019Jovens da Brasilândia recebem formação gratuita em tecnologiaGestão Dev & TI · jul 2025Ver tudo em Marketing Tech →, podemos dizer o mesmo de online banking, streaming de música e diversas outras categorias.
Concluindo, se você tem tamanho suficiente, não pode se dar ao luxo de não ter um posicionamento mobile nas apps stores. E esse posicionamento não pode ser tímido. Você tem que conseguir atender as necessidades do usuário final e os objetivos do seu negócio em diversos canais, sempre garantindo consistência entre eles.
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