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Redes Sociais para bebês

Há quem não acredite que as redes sociais possam ser produtivas, outros viram esses ambientes chegarem e valorizam sua importância, outros ainda as percebem com muito mais naturalidade e as incorporam na vida cotidiana. Poucos sabem é que já existe rede social para recém nascidos. Isso mesmo! Bebês ao redor do mundo já possuem perfis virtuais, links para páginas de outros amigos e até marcam encontros offline.

Claro que crianças que não sabem ler nem escrever ainda não criam esses perfis, mas algumas vezes já cobram dos pais a atualização das informações em suas páginas. É o que acontece com Daniel Hallac e sua mulher Carole, co-fundadores do Kidmondo. Eles mantêm um site para o filho de um ano e meio e lá existe uma página para o mais velho, de seis anos. “Ele sempre a visita e adora ler sua história lá. Ocasionalmente pergunta coisas como por que não escrevemos sobre seu jogo de beisebol de ontem”, diz Hallac.

Essa iniciativa pode gerar uma nova maneira de se pensar o relacionamento de pais e filhos, talvez uma forma de extinguir a distância que a internet cria de uma geração em relação à outra.

Os pais podem conhecer outros pais e filhos através da rede social e em uma sociedade que exige cada vez mais tempo das pessoas, o relacionamento virtual pode ser uma maneira de estreitar laços e fazer novas amizades. Erin Carrasco, 25, mãe de Dominic, fez amizade com outras futuras mães através da web quando estava grávida. Aos poucos os filhos delas se tornaram parte da rede de Dominic no Totspot. Hoje, todas as quintas-feiras, alguns desses bebês (e mamães) se unem a Erin e Dominic em encontros pela cidade, em um grupo cujo tema é a saúde dos bebês.

Ainda existem outras redes, como o Lil´grams e o Odadeo, que além manter um perfil atualizado, incluem sistemas de blogs, twitter, galeria de fotos e vídeos, ferramentas para acompanhar o primeiro dente de leite, peso, altura, sistema de acompanhamento médico e alimentar, dicas de segurança e outras funções.

Se as crianças vão crescer em um mundo dominado pelas redes sociais, nada mais justo do que os pais tentarem aprender sobre esse ambiente e planejar uma educação que inclua as novas tecnologias no processo de aprendizado da criança. O que deve ser levado em contas são as informações exibidas nessas páginas, será que essa não é uma prática negativa que pode trazer muita exposição e pouca privacidade para vida de uma pessoa desde os primeiros meses? John Palfrey, professor da Escola de Direito na Universidade Harvard e autor de um livro sobre a primeira geração de crianças nascidas na era digital, alerta os pais dizendo que essas informações podem compor um dossiê digital dos filhos “E quem viria a ver esse dossiê mais tarde pode ser causa de preocupação”.

Desde que seja uma pratica saudável à família, os perfis virtuais podem ser uma interessante forma de guardar e dividir as primeiras lembranças de um filho, mas até que ponto não estaríamos expondo filhos e eliminando da mente deles a idéia de privacidade?

Subir em árvores, soltar pipa, correr, interagir com outras pessoas e crianças, andar de bicicleta, jogar bola, brincar e entrar em contato com a natureza ou com humanos presencialmente são coisas que nunca vão deixar de ser importantes para a formação de um cidadão.

trabalha com Comunicação Online no Compra3 – Inteligência Coletiva. É editor do Blog3 e formando em Relações Públicas na Universidade Federal do Paraná. Já foi produtor de conteúdo e de TV na RTVE (TV Educativa do PR). Trabalhou também com comunicação online no site Bem Paraná. Seus interesses pendem para Relações Públicas Online, Mídias Sociais, E-commerce e Inteligência Coletiva.

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