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O Twitter e a revolta do auditório

O grito que vem do auditório…

Não resta dúvida que as palestras não serão mais as mesmas.

A galera cheia de aparelhinhos, trocando impressões pelo Twitter e similares.

O palestrante terá um “silêncio barulhento”, no qual está sendo dissecado pelo público.

É uma resposta inteligente para a palestra no conceito antigo da idade da mídia do um (que sabe tudo) para-muitos (que ouvem calados).

O ideal agora é reduzir o tempo da apresentação inicial e deixar que a colaboração seja o tom, criando modelos nos quais as pessoas sejam parte integrante do processo.

Existem mil possibilidades  nessa direção.

Há perdas e ganhos nesse caminhar da palestra colaborativa.

Tenho para mim que uma das maiores dificuldades a ser superada pela  geração Y, que nasceu com a Internet, é a dificuldade de concentração.

Muita gente me fala que é uma cabeça multimídia, não resta dúvida, mas aumenta a dificuldade de ouvir o outro.

Há, além disso, o risco da superficialidade.

De viver de novidades e da falta de aprofundamento.

Veremos mais adiante muita gente sentindo a falta de se conhecer melhor conceitos, a história e as teorias, formas de combater a ansiedade da informação, outra doença que cresce a olhos vistos.

Intuo que teremos um retorno aos mestrados e aos doutorados e menos necessidade de  MBAs.

Por outro lado, a revolta do auditório marca o fim das palestras de umbigo, nas quais o palestrante fala para ele mesmo, independente do outro lado.

Me acorda quando acabar…

No meio desse mar de novidades nos auditórios, existe o risco implícito de todo mundo falando muito, ouvindo pouco e não se informando quase nada.

Existe, sim, a possibilidade de se virar uma grande performance, mais do que um evento informativo e colaborativo, que ninguém lembra de nada no dia seguinte.

Portanto, há que ter cuidado!!!

Pode ficar marcado mais pela  farra do que pelo fato.

Concordas?

é Consultor estratégico de Internet, incentivador de inovação disruptiva digital, publica originalmente em nepo.com.br e divulga no Twitter @cnepomuceno (Twitter) e facebook.com/carlos.nepomuceno, além do canal do Youtube: http://www.youtube.com/user/cnepomuceno

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