
O grito que vem do auditório…
Não resta dúvida que as palestras não serão mais as mesmas.
A galera cheia de aparelhinhos, trocando impressões pelo Twitter e similares.
O palestrante terá um “silêncio barulhento”, no qual está sendo dissecado pelo público.
É uma resposta inteligente para a palestra no conceito antigo da idade da mídia do um (que sabe tudo) para-muitos (que ouvem calados).
O ideal agora é reduzir o tempo da apresentação inicial e deixar que a colaboração seja o tom, criando modelos nos quais as pessoas sejam parte integrante do processo.
Existem mil possibilidades nessa direção.
Há perdas e ganhos nesse caminhar da palestra colaborativa.
Tenho para mim que uma das maiores dificuldades a ser superada pela geração Y, que nasceu com a Internet, é a dificuldade de concentração.
Muita gente me fala que é uma cabeça multimídia, não resta dúvida, mas aumenta a dificuldade de ouvir o outro.
Há, além disso, o risco da superficialidade.
De viver de novidades e da falta de aprofundamento.
Veremos mais adiante muita gente sentindo a falta de se conhecer melhor conceitos, a história e as teorias, formas de combater a ansiedade da informação, outra doença que cresce a olhos vistos.
Intuo que teremos um retorno aos mestrados e aos doutorados e menos necessidade de MBAs.
Por outro lado, a revolta do auditório marca o fim das palestras de umbigo, nas quais o palestrante fala para ele mesmo, independente do outro lado.

Me acorda quando acabar…
No meio desse mar de novidades nos auditórios, existe o risco implícito de todo mundo falando muito, ouvindo pouco e não se informando quase nada.
Existe, sim, a possibilidade de se virar uma grande performance, mais do que um evento informativo e colaborativo, que ninguém lembra de nada no dia seguinte.
Portanto, há que ter cuidado!!!
Pode ficar marcado mais pela farra do que pelo fato.
Concordas?







