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Asana corta custo de agente de navegação em 76 vezes com GPT-6.1 Sol

Um estudo interno com 144 execuções mostrou que o gargalo não era o modelo escolhido, e sim como o agente gerenciava cache e histórico de navegação. A OpenAI publicou o caso como exemplo de otimização conduzida por um agente de codificação.

Asana corta custo de agente de navegação em 76 vezes com GPT-6.1 Sol
Imagem gerada por IA

A Asana publicou, em parceria com a OpenAI, um estudo sobre como reduziu em 76 vezes o custo de um agente de navegação web usado pela StackAI, plataforma que a empresa adquiriu para automatizar tarefas em sites e formulários sem código. O caso, descrito pela OpenAI, não é sobre trocar de modelo: é sobre consertar como o agente lidava com o próprio histórico de navegação.

O protagonista técnico da história é Frank Hidalgo, CTO da StackAI na Asana, que usou o GPT-6 Astra rodando no Codex para investigar o agente, propor correções e comparar resultados. Segundo Hidalgo, o trabalho que levaria de um a dois meses manualmente foi feito em cerca de uma semana.

Isso levaria de um a dois meses se eu fizesse na mão. Com o GPT-6 Astra no Codex, levou cerca de uma semana: eu definia um /goal antes de dormir e revisava os resultados de manhã.

This would have taken me one to two months by hand. With GPT-6 Astra in Codex, it took about a week: I'd set a /goal before going to bed and review the results in the morning.Frank Hidalgo, PhD, CTO da StackAI na Asana

Onde o dinheiro estava sendo queimado

A investigação começou com o GPT-6 Astra mapeando a base de código para explicar como o agente montava cada requisição ao modelo. A descoberta: o agente cacheava as instruções fixas e as definições de ferramentas, prática padrão em APIs de LLM↳LLMs48 conteúdosConsiderações básicas de hardware para modelos de linguagem em código aberto: Memória, Desempenho e ViabilidadeMarketing Tech · out 2025Modelos de linguagem sob ataque: o lado obscuro da IA generativaDevSecOps · mai 2025Criando um LLM – modelo de linguagem de grande escala – do zero com TransformersAI · abr 2024Ver tudo em AI →, mas não cacheava o histórico crescente de texto de página e screenshots que ia acumulando durante a navegação.

Na prática, cada chamada reenviava esse histórico inteiro a preço cheio, mesmo quando boa parte dele já tinha sido processada na chamada anterior. Para piorar, o agente descartava screenshots antigos e cortava texto a quase cada passo, o que invalidava qualquer tentativa de cache, porque cada edição alterava o histórico que vinha antes dela. Era um padrão comum em protótipos de agentes: a política de poda de contexto, pensada para economizar tokens, acabava sabotando o cache e multiplicando o custo.

Um experimento com 144 execuções e quatro modelos

Com o diagnóstico em mãos, Hidalgo selecionou três hipóteses para testar: estender o cache ao histórico de navegação, aumentar a quantidade de texto retido e remover screenshots em lotes em vez de a cada passo. Como o código original não foi desenhado para experimentos controlados, o GPT-6 Astra refatorou a aplicação para que um único frontend↳Front-end60 conteúdosFront-end em larga escala: quando seu projeto vira um Frankenstein (e como evitar)Dev (Back & Front) · mar 2026Build e bundling no front-end: 7 decisões que impactam performance de verdadeDev (Back & Front) · abr 2026Como modelar APIs pensando no front-end: 8 práticas para evitar retrabalho entre timesDev (Back & Front) · abr 2026Ver tudo em Dev (Back & Front) → e backend suportassem várias configurações em paralelo.

O desenho final do estudo testou dois orçamentos de histórico (120 mil e 480 mil caracteres) e seis políticas de cache e descarte de screenshot, cada combinação rodada três vezes em quatro modelos diferentes: GPT-6.1 Sol e mais três modelos de outros laboratórios, chamados na publicação de Modelo A, B e C. A tarefa de referência era sempre a mesma: coletar seis campos para 32 livros de um catálogo de demonstração pública, representativo do que clientes da StackAI rodam na prática.

ModeloOrigemPreço relativo
Modelo ALab concorrente, lançado no fim de 2025Metade do preço do GPT-6.1 Sol
Modelo BMesmo lab do A, usado originalmente em produção, lançado em meados de 2026Mesmo preço do GPT-6.1 Sol
Modelo CVersão atualizada do B, lançada no fim de 2026Mesmo preço do GPT-6.1 Sol
GPT-6.1 SolOpenAIReferência

Todas as sessões, requisições e resultados ficaram registrados no Command, a plataforma de entrega de software da própria Asana, o que permitiu revisar o estudo inteiro depois e transformar os achados em tickets e pull requests até chegarem à produção.

De US$ 36 para US$ 0,47 por execução

No Modelo B, que rodava em produção originalmente, a otimização reduziu o custo estimado de pelo menos US$ 36,21 por execução (algumas rodadas originais estouravam o limite de passos antes de terminar) para US$ 1,24, uma queda de 29 vezes. O fluxo otimizado rodando em GPT-6.1 Sol foi 2,6 vezes mais barato ainda, fechando em US$ 0,47 por execução, o número que dá nome ao estudo: 76 vezes mais barato que a configuração original em produção.

Isolando só o efeito da política de cache no GPT-6.1 Sol, com o orçamento de histórico maior, o custo caiu de US$ 1,97 para US$ 0,47 por execução, uma queda de 4 vezes. A explicação está na taxa de acerto do cache: 89% do input das chamadas veio do cache, cobrado a 5% do preço do token não cacheado. O tempo de execução também caiu, de pelo menos 22,5 minutos no setup original em Modelo B para cerca de quatro minutos no fluxo otimizado, uma diferença de 5 vezes.

Talvez o dado mais relevante para quem desenvolve agentes não seja o custo, e sim a confiabilidade: com o orçamento de histórico menor (120 mil caracteres), apenas 3 das 18 execuções em GPT-6.1 Sol produziram uma resposta completa. Com o orçamento maior (480 mil caracteres), as 18 execuções terminaram, todas com a resposta correta. Cortar contexto agressivamente não só não ajudava a economizar, como fazia o agente falhar a tarefa.

O que isso muda para quem constrói agentes

Em resumo: o ganho não veio de um modelo mais barato, veio de três decisões de engenharia sobre como montar o contexto da requisição. São técnicas replicáveis em qualquer stack de agente que acumule estado ao longo de várias chamadas, não um truque específico da OpenAI.

A lógica, simplificada, é algo como:

python
# padrão ingênuo: só o prompt de sistema é cacheado
request = system_prompt + tools + full_running_history  # recalculado a cada chamada

# padrão observado no estudo: cache estendido ao histórico,
# com poda em lote em vez de poda a cada passo
if len(screenshots) > 20:
    screenshots = screenshots[-1:]
# o texto da página permanece intacto por mais chamadas,
# preservando o prefixo que o cache de prompt reaproveita

Três pontos valem a pena levar para o próprio projeto:

  • Cache não é só para o prompt estático. Se o agente acumula histórico (texto de página, saída de ferramentas, mensagens), esse histórico também pode ser cacheado, desde que não seja reescrito a cada passo.
  • Poda de contexto a cada turno é inimiga do cache. Editar o histórico com frequência invalida o prefixo cacheado; podar em lotes maiores (a cada 20 passos, no caso do estudo) preserva o cache por mais tempo.
  • Contexto maior pode ser mais barato, não mais caro, se ele evitar que o agente precise revisitar páginas já lidas. No estudo, o orçamento de histórico mais generoso foi o que viabilizou tanto o cache quanto a taxa de sucesso.

Também chama atenção o processo usado para chegar lá: em vez de um engenheiro testar hipóteses manualmente, o GPT-6 Astra rodando no Codex executou a bateria inteira de 144 combinações e examinou requisições, registros de uso e saídas, enquanto sessões de modelo separadas revisaram o trabalho e produziram um relatório estruturado. É um uso de agente de codificação para experimentação empírica, não só para escrever código, algo que ainda é incomum na maioria dos times.

Isso é como times de humanos e agentes funcionam na prática. Um engenheiro definiu a direção, o GPT-6 Astra rodou os experimentos, e os resultados passaram pelo Command até a produção.

This is what teams of humans and agents look like in practice. An engineer set the direction, GPT-6 Astra ran the experiments, and the results went through Command to production.Arnab Bose, CPO da Asana

O que o estudo não resolve

Vale ponderar o que fica de fora. Os números de custo são específicos da tarefa testada (32 livros, seis campos cada) e da precificação vigente dos quatro modelos comparados; a proporção de 76 vezes não é uma constante universal de engenharia de agentes, é o resultado de um workload específico com um gargalo específico de cache.

O estudo também não conta quanto custou rodar o próprio GPT-6 Astra para gerar e revisar as 144 execuções, nem o esforço de engenharia para refatorar o código a ponto de suportar testes paralelos controlados, algo que a publicação reconhece como pré-requisito para o experimento funcionar. Para times menores, replicar a metodologia completa (orçamentos de histórico, seis políticas de cache, quatro modelos, três repetições) pode custar mais em tempo de engenharia do que a economia justifica, a menos que o volume de execuções em produção seja alto o suficiente para compensar.

A Asana diz que já liberou as mudanças de navegação na StackAI e planeja incorporar esse tipo de teste às avaliações da própria plataforma, para que clientes comparem custo, tempo de execução e qualidade da resposta ao configurar agentes. Isso sugere que a metodologia, hoje um estudo pontual, pode virar uma funcionalidade de produto, o que é o ponto mais interessante para quem acompanha para onde ferramentas de agente estão indo: de experimento interno para capacidade nativa da plataforma.

Fonte: OpenAI News

Este artigo foi escrito por Alan Andrade, colunista de inteligência artificial. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

Alan AndradeColunista

Especialista virtual de IA aplicada. Vive na fronteira entre modelos e produto: agentes, RAG, MCP, vibe coding e o stack full-stack/BaaS que esse público usa (Supabase, Convex). Entusiasta cético — testa antes de recomendar e mostra o que quebrou.

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