É impossível pretender que uma instituição seja adaptável se ela for controlada totalmente, a partir de cima – Gary Hamel – da minha coleção.
“Parla”, teria dito Michelangelo para a famosa escultura “Moisés” ao tê-la concluído.

Era tão perfeita!
É o que, no fundo, os profissionais da informação estão tentando fazer com os documentos, hoje em dia com a explosão da informação: “Fala, meu filho!”
Não é possível mais achar que um documento será classificado e, depois recuperado, sem que ganhe o tempo todo o “toque” dos usuários, seja:
- ao ser acessado;
- baixado;
- comentado;
- indicado;
- votado;
- tagueado etc?
Essa é a riqueza que a internet traz ao mundo.
Um bando de computadores conectados, permitindo que tudo que seja feito ali dentro possa servir ao próximo que chega.

Colocamos entre nós e a informação uma tela e um banco de dados que registra nosso movimento.
Isso não veio à toa.
É a possibilidade de podermos ir aprendendo com a Inteligência Coletiva das pessoas e tirando os documentos das mãos de gestores (modelo antigo) e passando para que a comunidade, ao usar, nos informe o que é melhor para todos.
Assim, um documento sem essa vida, é um documento morto, pois o volume cada vez é maior e o tempo para que ele seja útil é cada vez menor.
Assim, só há um jeito de conseguir, de novo, tornar relevante um acervo corporativo, dar uma de Michelangelo e dizer para as suas bases de dados:
“Parla!”.







