DevSecOpsARTIGO

A importância de FPGA, hiperconvergência e DevOps para a sua rede (e trabalho)

Os FPGAs estão ganhando destaque novamente como forma de aumentar a velocidade e eficácia do Azure, à medida que diminuem o custo dele.

A corrida para inovação na rede da nuvem ficou mais disputada. Recentemente, a Microsoft anunciou o último lançamento do Projeto Catapult, os Arranjos de Portas Programáveis em Campo (FPGAs, Field Programmable Gate Arrays) ativos há várias décadas que ganharam grande notoriedade com o Bing. Os FPGAs estão ganhando destaque novamente como forma de aumentar a velocidade e eficácia do AzureAzure76 conteúdosDeploy de Azure Stream Analytics job com CI/CD usando Azure PipelinesDevSecOps · mai 2019Azure – Como criar uma base de dados SQL no Microsoft Azure pronta para ser utilizadaData · abr 2019Azure Static Web Apps com Vue.js e Visual Studio CodeDevSecOps · out 2023Ver tudo em DevSecOps , à medida que diminuem o custo dele. Os efeitos dessas inovações de rede da nuvem serão sentidos de diversas formas; portanto, é importante explorar como essas tecnologias (usando os FPGAs da Microsoft como exemplo) começarão a tomar forma nos ambientes de rede.

Decifrando as siglas

Com todas essas tecnologias de servidor personalizadas à disposição, é importante analisar por que a Microsoft está seguindo o caminho do FPGA em vez da unidade de processamento central (CPU), da unidade de processamento gráfico (GPU) ou do circuito integrado de aplicação específica (ASIC).

A CPU é um processador para fins gerais com uma grande variedade de instruções publicadas e, apesar de não ser tão rápida, é capaz de fazer desde resolução de endereço IP a decodificação analógica e gráficos. É por isso que ela está presente em praticamente todos os tipos de dispositivos, como telefones, computadores e dispositivos incorporados. Por outro lado, uma GPU possui centenas (ou milhares) de núcleos; cada um deles executa apenas algumas tarefas, porém de maneira rápida, graças à capacidade de personalização em silício, programação e paralelismo (como nos data centers do Bitcoin e do NSA). Por fim, o ASIC (o equivalente a uma GPU da rede) é um chip personalizado que sabe como rotear o tráfego de rede sem toda aquela preocupação com relatórios. Ele move pacotes de maneira rápida e eficiente, mas é bastante lento em tarefas fora da rotina. Cada um desses chips exige um elemento de compilação personalizada que sacrifica a velocidade e a eficiência.

O que a Microsoft fez com o Bing (e como o Bing conseguiu acompanhar o ritmo do Google) foi buscar maneiras de alcançar o processamento de rede neutro e o aprendizado por máquinas, sabendo que o Bing precisaria ter o tipo de desempenho dedicado que os processadores de chip fornecem e permitir que eles sejam capazes de se adaptar com o tempo. A Microsoft recorreu a uma tecnologia um pouco antiga: FPGAs. Eles começaram a incluí-la nos servidores, em vez dos nós de processamento especializados. A Microsoft distribuiu os chips programáveis em cada um dos seus servidores para localizar um poder de processamento específico para tarefas e bem mais eficiente para certas cargas de trabalho do que para os próprios servidores.

Talvez o legado do Bing não seja o fato de ele ter se tornado um concorrente de peso para a pesquisa do Google, mas sim de ter lançado a arquitetura responsável pelo Projeto Catapult do Azure, a rede de FPGA distribuída. Em vez de compilar chips personalizados, a Microsoft criou uma rede distribuída de chips reprogramáveis projetada para aprendizagem por máquinas e outros recursos, incluindo SDN e roteamento, como parte de uma infraestrutura padrão vantajosa que é exclusiva para o Azure.

É importante observar que, juntamente com os anúncios recentes sobre FPGAs, o Azure também diminuiu os preços, o que acirrou ainda mais a disputa por preços e eficiência entre os gigantes Azure e Amazon Web Services (AWS) e tornou a concorrência ainda mais interessante.

Apesar de ser uma análise de alto nível do setor, a questão é: como tudo isso afetará realmente os profissionais de TI?

A realidade para profissionais de TI: hiperconvergência e DevOps no mundo da TI híbrida 

Provavelmente, será na hiperconvergência que tudo isso se concretizará para o profissional de TI. Por exemplo, o Azure Stack é a versão de hiperconvergência empresarial da Microsoft e basicamente permite que o Azure seja implantado em um data center. A linha entre tecnologias da nuvem e empresariais é cada vez mais tênue e está tornando o Azure ainda mais atrativo para empresas. Com o Azure Stack, tudo o que está no local funciona como se estivesse na nuvem. A Microsoft está basicamente impulsionando recursos altamente convergentes em um rack de sistemas homogêneos lado a lado, oferecendo suporte a um conjunto de ferramentas de gerenciamento e monitoramento e administradores de transição da Infraestrutura como serviço para a Plataforma como serviço.

Com o Azure no data center, mais profissionais de TI migrarão as cargas de trabalho locais para o Azure Stack. Isso permitirá que eles gerenciem a infraestrutura da empresa de forma programática e migrem elementos da infraestrutura para o Azure. Fale sobre a TI híbrida.

Isso introduz outra abordagem à TI híbrida e uma expansão da função de DevOps em duas formas: por meio das tecnologias de rede da nuvem aplicadas em ambientes da empresa (e empresas locais que buscam contratar desenvolvedores do Azure, por exemplo) e da adoção natural do DevOps como função necessária para qualquer pessoa que gerencia aplicativos por APIs (não GUIs).

Práticas recomendadas

Com a explosão das inovações de rede da nuvem levando à hiperconvergência e uma mistura cada vez maior de tecnologias tradicionais e da nuvem na empresa, os profissionais de TI precisam adotar práticas que acompanhem o ritmo dessas mudanças. Eles devem considerar o seguinte:

Pode ser bastante difícil seguir o ritmo de todas essas mudanças na rede da nuvem e a forma como elas começarão a afetar profissionais de TI em ambientes híbridos. Mas entender o ponto de vista prático dos efeitos previstos dessas tecnologias na TI permitirá que os profissionais pensem no assunto de maneira racional e encarem o futuro da empresa com confiança.

é Head Geek da SolarWinds. Tem mais de 20 anos de experiência no mercado e já trabalhou como gerente de produtos, engenharia de vendas e desenvolvimento de softwares.

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