DevSecOps

19 mar, 2013

A comunicação é parte integrante da gestão

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Ao atingir o pico de 7 bi de pessoas, a matilha cede lugar a “comunicação química” do formigueiro digital.

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Há uma confusão do tamanho do Himalaia sobre os novos projetos de redes sociais corporativas.

Para reduzi-la, é preciso revisar o papel da comunicação na gestão.

Desde que o ser humano desceu das árvores, pois conseguiu desenvolver armas que o protegia dos animais, que temos usado a comunicação para sobreviver.

Resolvemos os problemas conversando, ensinando, aperfeiçoando.

Sem a comunicação, não sobreviveríamos no mundo, pois não temos garras, asas, rabos. Criamos tecnologias, a partir da troca de ideias, que nos permitiram criar essas “próteses” civilizacionais.

A comunicação é parte integrante da solução dos problemas, e uma coisa (a gestão) condiciona a outra (comunicação).

Se mudamos a comunicação, mudamos a gestão e vice-versa.

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Pois bem.

Vivemos atualmente, com a chegada de uma nova tecnologia cognitiva descentralizadora,  uma revolução na comunicação. Estamos descobrindo que a comunicação muda antes do que a gestão, achávamos o contrário.

Assim, o modelo está mudando e é preciso analisar como era e para onde vai.

A comunicação define a forma de tomada de decisões.

Hoje, temos o modelo “líder-alfa das matilhas” para decidir.

  • Alguém mais experiente ascende a uma função de líder por um critério específico de meritocracia;
  • O líder recebe o encargo de decidir, a partir de sua experiência e dos dados que consegue colher.

O modelo é sustentável até um certo número de pessoas a serem geridas. Quanto mais vamos aumentando o número de indivíduos, o que nos leva mais e mais à complexidade, mais a decisão do líder alfa vai ficando mais difícil, pois leva mais tempo e são tantas variantes que ele não consegue mais ser eficaz.

O surgimento das redes sociais digitais nos leva para um novo modelo de decisão, baseado mais nos modelos da comunicação “química” das formigas do que no líder-alfa da matilha de lobos.

Pessoas (formigas) passam a se comunicar/informar em redes digitais, nas quais deixam rastros/cheiros, através dos cliques e das referências a cada acesso.

A grande vantagem que temos o movimento real – se conseguirmos extrair os dados desse processo.

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Cria-se, assim, um novo modelo de comunicação que pode ajudar a tomada de decisões, de forma muito mais rápida e eficaz, pois mais e mais dados passam a ficar disponíveis, reduzindo a margem de erro na tomada de decisões.

A figura do líder-alfa vai cedendo lugar a um modelo de comunicação/gestão mais próximo de um formigueiro, no qual a liderança vai sendo trocada a cada situação, pois observa-se que em dada situação fulano ou beltrano podem decidir de forma melhor, baseado no vai e vem do movimento real das pessoas e não no suposto pela experiência do líder alfa.

Tal medição é barata e acessível, o que torna o modelo muito mais fácil de ser gerido.

É a mudança que estamos promovendo na espécie humana ao atingir o pico de 7 bilhões de pessoas. A matilha está cedendo lugar à “comunicação química” do formigueiro digital!

Assim, a ideia de implantar tal modelo no modelo anterior é completamente ineficiente, pois são duas culturas diferentes de tomada de decisão.

Quando falamos em colaboração, temos que separar duas colaborações:

  • A colaboração no modelo da matilha, do líder-alfa serve para que este tome a decisão, baseado em um modelo de meritocracia, cada vez mais obsoleto, que serviu a um tipo de organização;
  • A colaboração no formigueiro serve para que haja um rodízio de líderes, a partir da meritocracia das trocais reais, em um novo modelo de organização.

Não é possível querer a colaboração do formigueiro na matilha, pois fazem parte de duas culturas de tomada de decisão distintas.

Eis o grande impasse e o nó que a gestão tem pela frente diante de uma inusitada Revolução Cognitiva em pleno século XXI.

Enquanto não pararmos para refletir e pensar, iremos repetir, mais e mais o mesmo paradigma, gastando recursos e tendo resultados pífios.

Por aí, que dizes?