
Segundo especialistas, importantes mudanças tecnológicas surgem a cada
20 anos, e a Cloud Computing é uma delas. Esta mudança representa uma
oportunidade para melhorar ainda mais a segurança, porém, ao mesmo tempo, representa a possibilidade de piorar as coisas, empurrando aplicações vulneráveis e
dados para a web.
Quando falamos sobre Cloud Computing (computação em nuvem) podemos fazer
uma analogia simples, por exemplo: uma empresa ou pessoa não precisar ter
mais nenhum software instalado em sua máquina, pois o acesso a todo e qualquer
recurso será via internet (nuvem).
Com essa nova tecnologia, a computação se tornará um
serviço público, e podemos afirmar que é a maior mudança que a Internet nos trouxe
até hoje, pois, devido ao crescimento desordenado e, consequentemente, inseguro
da internet, não é sempre que temos uma oportunidade de utilizar uma plataforma
inteiramente nova e segura. Se desenvolvermos a nossa infraestrutura de uma
forma organizada e pensada, creio que as empresas vão realmente ter mais
controle nas nuvens.
Com o uso da virtualização, as nuvens permitirão
que haja segurança em grande escala e significativa redução de custos. No entanto, a
computação em nuvem também traz novos riscos para aplicações, dados e Data
Centers.
Devemos lembrar, também, que existe ainda muita
confusão sobre o que é realmente a computação em nuvem. A maioria das pessoas
está familiarizada com a nuvem pública, como serviços de hospedagem de
servidores virtuais e de sites. Um segundo tipo de nuvem é a interna, que as
empresas usam como ‘home-grown’ e ‘cloud-in-a-box’, disponibilizando sistemas
via internet entre suas filiais. O terceiro tipo de nuvem é o ambiente híbrido,
em que uma empresa distribui os recursos do computador entre suas nuvens públicas
e suas nuvens privadas, podendo optar por deixar informações confidenciais
apenas dentro de suas nuvens privadas.
Podemos pensar nisso como a terceira fase de
transformação, onde as organizações têm ido além da consolidação de plataformas
de sistemas virtualizados para começar a gestão destes ativos numa nuvem.
Riscos e controles
Para fazer isso de forma segura, já existem empresas
que definem os caminhos de migração segura para as nuvens privadas, públicas e
híbridas, criando softwares de segurança, infraestrutura e modelos de serviços de acesso e gerenciamento de identidade.
Nome de usuário e senha não é a forma mais segura
de acessar os dados corporativos, pois provedores de
armazenamento, por exemplo, dão acesso à sua rede com base no nome de usuário e
senha, e já vimos todo tipo de ataques hackers com a utilização dos métodos de “força
bruta” contra Amazon, Google e outros prestadores de serviços.
É necessário, então, que você “amarre” este nível de
acesso a padrões abertos, incluindo SAML e OpenID, e para lidar com as
credenciais de forma segura, o ideal é também atribuir APIs de acesso até o
nível de pasta base que definem as permissões de leitura / gravação / excluir –
em vez de definir as 19 permissões permitidas no servidor de arquivos da
Microsoft, por exemplo.
Ao definir controles de acesso para a computação em
nuvem, as organizações devem considerar que os seus colaboradores estarão
entrando na nuvem, bem como em sistemas internos, para usar os recursos. Além
disso, eles devem definir controles de uso, o acesso aos diretórios da nuvem
interna ou permissões para copiar esses diretórios para fora da nuvem.
A proteção de dados, particularmente o uso de
criptografia, é outra área de controle crítico, dizem os especialistas, porque neste tipo de
segurança os dados são digitados das nuvens e voltam para a organizações.
Há uma ligação muito tênue entre o local onde as
chaves são armazenadas na nuvem e os dados criptografados que são armazenados
em uma outra nuvem, e o cliente é a conexão entre as duas nuvens.
Os usuários dos serviços de cloud buscam
transparência das políticas implementadas em todas as áreas de controle. Querem acesso efetivo e direto aos logs de
eventos, disponibilidade de servidores, suas aplicações, bases de dados e
conjuntos específicos ou subconjuntos de controles de segurança e regras de
acesso.
Nas aplicações mais seguras do cloud
computing, os clientes usam seus Multiprotocol Label Switching (MPLS) entre as conexões
nas nuvens para tirar proveito de recursos de computação on-demand.
Organizações de pequeno porte com menos recursos são os principais
consumidores de interface da empresa na nuvem pública.
Ao transformar o modelo de rede de dentro para
fora, cloud computing parece representar o fim da rede interna, como previsto
por vários anos por especialistas. Felizmente, existe um grande corpo de experiência
e orientação para coincidir com as normas – ao invés de perseguir essa mudança
na computação.
A nuvem se tornou a próxima plataforma de
desenvolvimento para os próximos anos. Há verdadeiros desafios à frente, mas se
formos pioneiros, teremos a oportunidade de criá-la com base em padrões de
segurança e fazer tudo do jeito certo no que pode ser considerado o futuro da
rede segura.
Até a próxima!








