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Consumidor: a bola da vez!

Mercado consumidor

Era uma vez um mercado primeiramente centrado na produção, enquanto
tinha-se consumidores dispostos a adquirir produtos iguais. Ou melhor,
desde o início da produção em massa, e enquanto a lei da procura é
muito maior do que a oferta, a tendência são os produtores se preocuparem
mais com o volume, produtividade e margens de lucro do que com o
consumidor. Enfim. A partir do momento em que as possibilidades de
crescimento atingiram efetivamente outros competidores e a busca por
mais uma fatia do mercado tornou-se difícil, o foco dos produtores
mudou da produção em massa para as vendas. Práticas agressivas de
mercado e comunicação massificada surgiram e, juntamente com elas,
propagandas enganosas e métodos abusivos para não perder venda. O que
aparentemente gera um lucro rápido, não garante a satisfação e lealdade
do consumidor. Quando o produtor percebeu que as exigências do
consumidor é que fomentam o mercado, a indústria mudou novamente seu
foco: e o consumidor tornou-se a bola da vez!

O consumidor hoje não precisa entrar mais em uma fila de espera de
até 3 meses para adquirir um carro na cor e com os acessórios que o
fabricante determinava. O mercado mudou
muito, e os motivos para isso são: aumento da renda, crescimento da
população, acesso à tecnologia e informação e da consciência dos
direitos do consumidor.

A grande quantidade de produtos e sua diversidade aumentam
conseqüentemente a exigência do consumidor. Hoje ele tem à disposição
produtos que atingem suas verdadeiras necessidades (que são antes
transformadas em desejos). Muitos produtores, antes de elaborarem o
produto, já focam as necessidades do consumidor que ele deseja suprir.

O Consumidor Digital

comercio-eletronico
a internet entra em toda essa história como sua principal aliada. Se o
consumidor necessita de ter comodidade e agilidade (visto o número de
tarefas que aumentam enquanto o tempo parece estar sempre mais curto),
ela estará sempre a seu dispor, com o objetivo de agilizar e globalizar a
informação. É como “Juntar a fome com a vontade de comer”; o consumidor
sempre estará disposto a consumir tecnologia, já que suas necessidades
de conforto, com ela, são supridas.

Os índices do comércio eletrônico já demonstram bem como anda o consumidor no mercado virtual:

“()
Em 2008, a internet movimentou mais de 8 bilhões de reais, ocasionando
um crescimento de 30% em relação a 2007. Mais de 13 milhões de pessoas
no Brasil já compraram ao menos uma vez pela internet. () Em 2009 a
previsão é de 20% de crescimento no número de pessoas que compram pela
internet.()
Dois fatores contribuíram para esse crescimento: Possibilidade de comparação de preços e parcelamento.

A magia de consumir digitalmente já começa no ato da compra. A
experiência da aquisição do produto é às vezes até mais intensa que
“possuir o produto”. Na compra on-line, o consumidor sente que está em
um mundo em conexão e que ele faz parte do momento em que a sociedade
está vivendo; seria como ultrapassar os limites da interatividade.

Uma vez que o consumidor, ao adquirir um produto na internet, teve
uma experiência positiva, ele sempre voltará ou para comprar mais ou
para pesquisar preço. É como “ir com a cara da empresa/vendedor”. Se
ele me mostrou ser confiável, possui os produtos que procurei, que
entende do assunto com as informações necessárias, com perfeita
logística e outras características positivas, é certo que voltarei e
possivelmente indicarei a loja. Ou seja, para um site, seria necessário
então: usabilidade (para tornar meu site navegável), otimização (para
que o consumidor ache meu site), que tenha muitas informações e
noticias sobre o(s) produto(s) e layout agradável (da mesma forma que a loja física, tem que se preocupar com iluminação, disposição dos
produtos, etc).

Uma boa dica para o mercado digital e um grande passo à frente de
muitas empresas que estão nesse meio é criação de uma experiência
personalizada com o usuário. Se na minha loja virtual, o consumidor
digital comprou um livro sobre Fotografia, por que não enviar e-mails
periodicamente sobre ofertas de livros relacionados? Ou até mesmo no
lançamento de algum livro sobre “Fotografias urbanas” (ou seja, livro
relacionado com sua primeira compra), enviar um e-mail falando sobre o
novo livro? Esse tipo de relacionamento é importante visto a
infidelidade do consumidor diante da quantidade de opções de compras na
internet e a facilidade de pesquisa de preço.

Propaganda X Publicidade

poluicaovisualO
estilo de vida e costumes desse consumidor mudou. Propagandas abusivas,
outdoors, spams, pop-ups, banners pirotécnicos, entre outros são cada
vez mais irritantes. Ele já está cansado de ter que ler nas entrelinhas
para saber qual é a realidade cruel do anúncio. Propagandas assim ainda
ocorrem, pois muitos persistem em seguir fórmulas ultrapassadas,
colocando como centro da sua estratégia as vendas ao invés do
consumidor.

E foi a partir do desespero da propaganda já mal vista é que surgiu
a verdadeira publicidade*. O marketing viral, por exemplo, tornou-se
uma perfeita maneira de milhões de pessoas verem a sua marca. O e-mail,
que geralmente é um vídeo interessante, é repassado a várias pessoas
com o único interesse do remetente de integrar laços com seus contatos.
Ele espalha a publicidade que realmente lhe interessa.

bola wilson - filme náufragoOs
meios digitais também estão inseridos como forma de incluir a marca.
Dois grandes exemplos são os jogos e o cinema. Foi a partir da inclusão
da publicidade de forma implícita e em um ambiente favorável a sua
aceitação, que muitas marcas conquistaram e conquistam pessoas
inseridas nesses ambientes.

Diante dessa mudança, entender o consumidor e aliar suas
necessidades ao desejo pelo seu produto (tarefas intrínsecas da
estratégia de marketing) não é mais uma questão de luxo, mas sim de
sobrevivência. É importante agora saber o que o mercado quer e fazer de
tudo para conquistá-lo.

Abaixo listei algumas boas dicas de como entender o mercado e como fazer parte dele.

1. Avaliar quem é seu público-alvo, o que está no cotidiano do seu consumidor e costumes

“Para alcançá-lo, devem ser utilizadas as diferentes ferramentas
de marketing hoje à disposição no mercado, como sites de busca e
boca-a-boca digital. A nova geração é adepta das comunidades. O
adolescente confia mais no amigo que tem uma página no Orkut ou que
conversa com ele no Messenger do que na propaganda” (fonte: site e-bit)

2. Pensar de forma integrada, colocando as possibilidades da internet como metas e objetivos da estratégia de marketing.

3. Coloque na rede o maior número de informações possíveis sobre o
produto. Blog, fórum e SAC on-line (com “dúvidas freqüentes”) são bons
exemplos de canais muito utilizados para esse propósito.

4. Invista em marketing digital (SEO) otimização de site e links patrocinados (caso necessário)

Até a próxima!

Bruna Milagres

*propaganda: divulgação patrocinada de um produto, marca ou empresa.
Publicidade: Seu produto, marca ou empresa  são divulgados de forma
espontânea.

Fonte de pesquisa:

Livro Google Marketing Conrado Adolpho

Site e-bit http://www.ebitempresa.com.br/

Apostila pós-graduação estratégia de marketing Universidade Gama Filho

é graduada em Comunicação Digital e Hipermídia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) e pós-graduanda em Marketing Digital na Universidade Gama Filho. Trabalhou como diretora de arte em uma agência de publicidade e hoje atua como freelancer, elaborando estratégias de marketing digital e campanhas institucionais. Twitter: @brunamilagres

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